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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Uma ode aos pontos corridos: que delícia é o Brasileirão! Danilo Lavieri Colunista do UOL 07/12/2025 18h09 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Alan Patrick, do Internacional, comemora gol contra o Bragantino Imagem: Luiz Erbes/AGIF É impossível olhar para o que aconteceu neste domingo e não reconhecer a grandeza da fórmula de pontos corridos. Desde 2003, o Campeonato Brasileiro encontrou um modelo que premia regularidade, mérito esportivo e, acima de tudo, entrega emoção até o último segundo. A crítica antiga de que esse formato não teria drama cai por terra ano após ano, e a rodada final deste dia 7 de dezembro é mais uma lembrança de que não existe calmaria quando os trinta e oito capítulos chegam ao fim. A tensão era tão grande que até as pilhas dos controles remotos sofreram junto com os torcedores. Quem tentava acompanhar todos os jogos ao mesmo tempo vivia um ziguezague de emoções. O Inter marcava e reacendia esperanças, mas só pôde celebrar de verdade quando o Palmeiras virou para cima do Ceará. Cada gol alterava destinos, calculadoras eram acionadas, e o torcedor não sabia se ria, chorava ou apenas torcia para o relógio acelerar. No Vitória, a comemoração veio, mas acompanhada de uma torcida paralela tão intensa quanto a pelo próprio clube. Era preciso secar o Fortaleza, que enfrentava o Botafogo. E o Fortaleza, que protagonizou uma arrancada incrível na reta final do campeonato, chegou a estar salvo pelo saldo de gols. Mas o futebol sempre guarda uma peça final. O gol tomado nos últimos instantes decretou a queda e expôs a beleza cruel e honesta de um sistema que exige constância do início ao fim. O time que estava na Libertadores no começo do ano vai para a Série B em 2026. Juca Kfouri E os dois cearenses caíram; uma tristeza. Inter salvo! Alicia Klein O que aconteceu com o futebol do Nordeste Sakamoto Mulheres fazem exigência radical: não serem mortas José Roberto de Toledo Ciro recebeu a pior notícia possível de Michelle O Ceará talvez seja o maior retrato do inesperado que os pontos corridos proporcionam. Entrou na rodada sem imaginar um desfecho tão duro e saiu dela rebaixado. O clássico vai ser disputado na Segundona no ano que vem. Ao mesmo tempo, São Paulo e Red Bull Bragantino, que perseguiam uma vaga na Libertadores contando com o destino da Copa do Brasil, tropeçaram no momento decisivo. Não existe favorecimento, não existe roteiro pronto. O que vale é o que cada equipe entrega ao longo de muitos meses. E é justamente por isso que é impossível não gostar desse formato. O Brasil já tem outros campeonatos com mata mata, já tem espaço para viradas épicas em noventa minutos e disputas diretas de tirar o fôlego. O Brasileirão, porém, oferece outro tipo de emoção, aquela construída no acúmulo de jornadas, na oscilação de fases, nos detalhes que se somam até explodirem em um final eletrizante como o deste domingo. Em um país apaixonado por futebol, os pontos corridos seguem como a forma mais justa, completa e vibrante de decidir o campeão. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Danilo Lavieri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Internacional vence o Bragantino no Beira-Rio e se salva do rebaixamento Vitória vence São Paulo, conta com 'ajudinha dupla' e se salva da Série B Ato pela anistia de Bolsonaro fecha um lado da avenida Paulista Reservas do Palmeiras vencem e rebaixam o Ceará para a Série B Com reservas, Corinthians empata com Juventude na última rodada da Série A