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Jannik Sinner 2 x 3 J. M. Cerúndolo | Melhores Momentos | 2ª rodada | Roland Garros O calor extremo tem sido uma preocupação nos grandes torneios de tênis nos últimos anos e voltou a ser assunto em Roland Garros. Nesta quinta-feira, o número 1 do mundo Jannik Sinner sofreu com a temperatura elevada na França e foi eliminado do Grand Slam . Já o tcheco Jakub Mensik (27°) desabou em quadra com o desgaste . Novak Djokovic (4°), Coco Gauff (4°) e até o brasileiro João Fonseca (30°) foram outros atletas que pararam o jogo para se refrescar. Em entrevista ao ge , a especialista Suzana Kahn explica que esse reflexo das mudanças climáticas no esporte acende um alerta sobre o avanço do aquecimento global. + Sinner sofre com o calor, perde para Juan Manuel Cerúndolo e dá adeus a Roland Garros + Tenista desaba em quadra após jogo de 5 horas e reclama do calor em Roland Garros: "Insano" 1 de 4
Jannik Sinner passa gelo no rosto para driblar o calor em Roland Garros — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq Jannik Sinner passa gelo no rosto para driblar o calor em Roland Garros — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq Jannik Sinner passou mal devido ao calor intenso em Paris nesta quinta-feira, precisando de atendimento médico por conta de cãibras. Com um desempenho abaixo do esperado, o líder do ranking acabou sofrendo a virada diante de Juan Manuel Cerundolo (56º) no terceiro set. Outro caso chamou atenção no início do dia em Roland Garros. Também sofrendo com a temperatura na França, o tcheco Jakub Mensik desabou em quadra após vencer o argentino Mariano Navone (38°), em um jogo de quase cinco horas. Diversos tenistas reclamaram do calor extremo nos últimos dias, incluindo Djokovic e João Fonseca. A número 4 do ranking Coco Gauff chegou a viralizar nas redes sociais ao tirar as raquetes do cooler e distribuir água para os fãs em uma partida. + Serena Williams volta às quadras depois de quatro anos, segundo jornal + Tenistas discutem e recusam aperto de mãos após suspeita de trapaça em Roland Garros 2 de 4
João Fonseca em Roland Garros — Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane João Fonseca em Roland Garros — Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane Apesar das reclamações em Roland Garros, o calor extremo em grandes torneios de tênis não é novidade e tem sido debatido nos últimos anos. No final do ano passado, a ATP anunciou uma nova regra para jogos com altas temperaturas após reclamações , a qual permite que os tenistas façam uma pausa para se refrescarem. Diante dessa preocupação, o ge entrevistou a especialista em meio ambiente Suzana Kahn — doutora em Engenharia de Produção e diretora do Instituto de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) — para entender essas mudanças. — Frequentemente, temos presenciado ondas de calor intenso na Europa. A cada ano, temos um aumento de concentração de carbono em nossa atmosfera. O que emitidos, sobretudo devido à queima de combustíveis, não tem como ser compensado pelos mecanismos naturais para absorver este carbono. Isso faz com que a camada que retém o calor na Terra vá se tornando mais concentrada, aumentando a temperatura média do planeta. Portanto, essa consequência de ondas de calor já era esperada — explica a pesquisadora. + João Fonseca, sobre enfrentar Djokovic em Roland Garros: "Gosto de jogo grande" + João Fonseca enfrenta Novak Djokovic em Roland Garros; veja horário e onde assistir 3 de 4
Jakub Mensik desabou em quadra após vitória em Roland Garros — Foto: Marleen Fouchier/BSR Agency/Getty Images Jakub Mensik desabou em quadra após vitória em Roland Garros — Foto: Marleen Fouchier/BSR Agency/Getty Images A especialista explica que virou "comum" temperaturas mais elevadas que o normal na região e que a tendência é que a situação piore nas próximas décadas. Mesmo às vésperas do verão europeu, é notável o impacto da questão climática na Europa. Diante disso, Kahn ressalta a necessidade de ajustarem as datas dos torneios para outros períodos do ano ou horários com a temperatura mais amena. — A região do ártico tem sido muito impactada pelas mudanças climáticas, inclusive com derretimento das áreas geladas. Isso afeta sobretudo a Europa. Há uma combinação de fatores, como região urbanizada (ajuda a reter o calor), densidade urbana, mar mediterrâneo mais quente, secas... que fazem com que o solo perca a umidade. Enfim, a questão do aquecimento global — disse Kahn sobre a onda de calor na Europa. + Siga o canal de esportes olímpicos do ge no WhatsApp! 4 de 4
Djokovic se recupera do calor em Roland Garros — Foto: Tim Clayton/Getty Images Djokovic se recupera do calor em Roland Garros — Foto: Tim Clayton/Getty Images As ondas de calor não têm afetado somente o tênis. O aquecimento global também impacta outras modalidades olímpicas. Durante as Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina, no início desse ano, 80% da neve utilizada precisou ser artificial . Segundo pesquisadores europeus, a quantidade de neve que incidiu sobre a área dos Alpes diminuiu em cerca de 34% nos últimos 100 anos. — Quanto mais se percebe os danos causados pelo aumento das emissões de carbono, mais pressionados ficam os lideres globais. Já houve no passado protestos em estações de esqui europeias por conta da perda econômica com a falta de neve — lembrou Kahn sobre a situação. Protocolo de calor pode suspender partidas do Rio Open em casos extremos O protocolo de calor da ATP prevê uma pausa de 10 minutos para os atletas se refrescarem em condições de calor extremo durante as partidas de simples decididas em melhor de três sets. A mudança veio justamente após as diversas reclamações dos tenistas. A nova regra, que começou a valer nessa temporada, é semelhante à implementada pela WTA, entidade que rege o tênis profissional feminino.