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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: O artigo descreve o Flamengo como o "melhor clube da América do Sul, na atualidade", destacando seu investimento, qualidade de trabalho, organização e potencial de hegemonia, com uma análise positiva de sua recuperação em 2024 após um 2023 sem títulos.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O Palmeiras é reconhecido como uma potência por sua tradição e tem suas finanças detalhadas, indicando capacidade de seguir forte. O texto menciona a reação dos jogadores à derrota, contrastando com a comemoração do Flamengo.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Flamengo São Paulo Libertadores Palmeiras Abel Ferreira Filipe Luís Jorge Sampaoli

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Resultadismo não existe no dicionário, mas prevalece no futebol brasileiro Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 01/12/2025 10h25 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Técnico Filipe Luís beija a taça após o título de campeão da Libertadores pelo Flamengo Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo É curioso o futebol brasileiro ter adotado uma palavra que não existe no dicionário e que vem copiada de neologismos de outros idiomas para descrever o que não deveria existir. Olimpismo existe. É o espírito ue rege os Jogos Olímpicos e que nos faz comemorar, a cada quatro anos, todas as medalhas de ouro, prata ou bronze que chegam aos atletas do Brasil. Não, eles não têm o investimento do futebol. Mas os norte-americanos também festejam suas pratas e bronzes, pelo esforço do trabalho de quatro anos. O que vale é o lema olímpico. Fazer seu máximo pelo melhor resultado. O Flamengo é o melhor clube da América do Sul, na atualidade. Mereceu muito o tetracampeonato da Libertadores e os três troféus ganhos no continente nas últimas sete edições do torneio. Investe mais, ganha mais, não exclusivamente pelo volume do dinheiro, mas pela qualidade do trabalho. Josias de Souza Correios endividaram-se até raiz dos nossos cabelos Reinaldo Azevedo O golpismo remanescente para derrotar um democrata Daniela Lima Lula tenta conter tensão com Senado e Alcolumbre Domitila Becker Parem de zoar os palmeirenses O Palmeiras gastou R$ 701 milhões em contratações. Arrecadou R$ 718 milhões em vendas. Jogadores como Estêvão e Richard Ríos saíram durante o ano. O time foi reformulado e sobraram só três titulares da campanha da Libertadores de 2021: Gustavo Gómez, Piquerez e Raphael Veiga. Sabia-se desde o primeiro semestre que as mudanças trariam custos. Custaram ao Flamengo um ano sem título, o de 2023, quando foi vice carioca, depois de ter sido vice brasileiro e do Rio também, no ano anterior. Também foi vice da Supercopa e ninguém cantou "vice, de novo", como sua torcida gritava para o Vasco. Quem não foi resultadista compreendeu que aquele Flamengo vivia transição. Neste ano, passou por ajustes, também. Um clube com dez jogadores de Copa do Mundo — Varela, Danilo, Alex Sandro, Pulgar, De Arrascaeta, Pedro, De la Cruz, Saúl, Viña e Plata. Sem contar Jorginho, campeão da Eurocopa e da Champions League, Danilo bicampeão da Libertadores e da Champions. O Flamengo se recuperaria do ano sem títulos, em 2023. Estava claro. Está mais organziado, tem o mesmo técnico pelo ano inteiro desde 2011, tem princípios de governança que podem levá-lo a uma hegemonia na América e no Brasil como a do Bayern, na Alemanha. O Palmeiras tem condições de seguir no mesmo tom das últimas temporadas. Não é uma certeza tão absoluta quanto o Flamengo. O Palmeiras é uma potência por sua tradição. O rubro-negro, por sua torcida e força econômica. Jorge Sampaoli tirou a medalha de prata do pescoço logo após recebê-la após a derrota na final da Copa Sul-Americana. Abel Ferreira e alguns jogadores do Palmeiras a mantiveram no pescoço. Alguns a beijaram. Todos ficaram presentes para assistir e aplaudir a comemoração do Flamengo. Como se faz na Inglaterra e Espanha, quando o campeão antecipado é aplaudido por um corredor de atletas adversários na rodada seguinte. Continua após a publicidade O Palmeiras tem 111 anos de história e não ganhou títulos em 61 deles. O futebol do Flamengo tem 113 anos de vida e não conquistou troféus em 65 deles. O São Paulo não ganhou troféus em 16 das 25 temporadas deste século e foi o primeiro tri da Libertadores. Perder e ganhar é parte dos jogo. Mas quando se transforma uma temporada de três prováveis vice-campeonatos, Paulista, Libertadores e Brasileiro — em fracasso, o que se está fazendo é ensinar às nossas crianças que só podemos aceitar as vitóiras. É responsabilidade nossa, também, analisar as razões dos resultados. Não necessariamente tachar de fiasco. Resultadismo é um neologismo ainda indisponível no dicionário Houassis, da Língua Portuguesa. Ainda bem. Mas apareceu para dizer que não era possível olhar só para as vitórias nem para as derrotas, mas tentar analisar o desempenho — e as razões dele. O futebol já convive às sobras com este neologismo inexistente no dicionário, presente na mente de pensa o futebol brasileiro do campo para fora. Dentro dos vestiários, sempre se lamenta o segundo lugar. Internamente, avalia-se as razões e correções que precisam ser feitas. Como na Olimpíada, atletas não desprezam o segundo lugar, embora não gostem dele. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Faustão aparece em momento raro ao lado de Tom Cavalcante e Muricy Ramalho Carro blindado: conferimos 'tiroteio' em manta que pode salvar sua vida Como o canibalismo europeu durou até o século 20 (e tido como 'remédio') 'Vivo de empréstimos': aposentados criticam fim da 'revisão da vida toda' Investigadores: Fit monitorou carreira e família de secretário da Receita