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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Preço de goleiro herói do PSG dá a dimensão do abismo entre Brasil e Europa Thiago Arantes Colunista do UOL 18/12/2025 06h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Safonov, goleiro do PSG, ergue troféu da Copa Intercontinental, conquistada sobre o Flamengo Imagem: Jan Kruger - FIFA/FIFA via Getty Images O Flamengo bateu de frente com o PSG, campeão da Champions League, na final do Intercontinental. O time de Filipe Luís poderia ter vencido no tempo regulamentar, teve chances na prorrogação e só parou nos pênaltis, em atuação histórica do goleiro Matvey Safonov. O desempenho do time carioca em campo e as palavras do técnico Luis Enrique, do PSG, reconhecendo o bom trabalho do adversário, levam à tentação de achar que o abismo entre o futebol brasileiro e o europeu está menor. Ou, para os mais otimistas, que ele não existe. Em campo, o campeão da América mostrou que dá pra jogar com os melhores europeus — como Botafogo, Fluminense, Palmeiras, e o próprio Flamengo já tinham feito no Mundial de Clubes, há seis meses. Juca Kfouri A ironia cruel dos pênaltis perdidos PVC Fla valente, mas PSG é o primeiro francês campeão Josias de Souza Lula usa e abusa da máquina governamental Marco Antonio Sabino A maior lição para as empresas no caso da Enel Só que o abismo financeiro ainda existe, e há um número que escancara o tamanho da diferença. Em julho deste ano, o PSG pagou 20 milhões de euros (cerca de R$ 127 milhões) para tirar o Safonov do Krasnodar, da Rússia. Depois dos quatro pênaltis defendidos e com um título de âmbito mundial na estante, o preço pode parecer justo — há quem dirá que o clube francês pagou pouco. Só que Safonov foi contratado para ser o reserva de Gianluigi Donnarumma, então titular absoluto. Depois que o italiano deixou o clube e foi para o Manchester City, o PSG contratou Lucas Chevalier, do Lille, por 30 milhões de euros (R$ 195 milhões). O francês é o dono da posição e só não jogou contra o Flamengo porque está machucado. Na história do futebol brasileiro, apenas quatro jogadores custaram mais do que Safonov: Vitor Roque no Palmeiras (25,5 milhões de euros), Thiago Almada (24,1) e Danilo (23) no Botafogo, e Samuel Lino (22) no próprio Flamengo. Pagar R$ 127 milhões em um jogador é privilégio que apenas três clubes brasileiros tiveram, e em condições especiais — todos vivem bom momento esportivo e financeiro. O que para o futebol sul-americano é um valor quase inalcançável, no PSG é o que se paga por um goleiro reserva. O Flamengo confirmou no Qatar a impressão que já havia surgido no Mundial: em campo, durante 90 ou 120 minutos, um time bem montado pode bater de frente com os grandes europeus. Continua após a publicidade Mas o preço de Safonov nos desperta para uma realidade ainda dura (e aparentemente irreversível): o abismo econômico não apenas existe, mas é imenso. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Quem são os influencers que lucram até R$ 50 mil divulgando bet ilegal | Podcast UOL Prime #101 Armarinho saltou de R$ 100 para R$ 27 bilhões em fundos da Reag Corinthians e Vasco empatam sem gols em 1º jogo da final da Copa do Brasil Memphis se irrita com troca em Corinthians x Vasco; Dorival xinga torcedor 'É diferente': Diniz culpa gramado do Corinthians por erros do Vasco