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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Antes mesmo de MP das Bets, governo sabe que haverá contra-ataque jurídico Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 25/09/2026 11h10 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Presidente Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU Imagem: Reprodução/Youtube CNN Brasil O governo já prepara a Casa Civil para o contra-ataque jurídico que haverá imediatamente após o anúncio da Medida Provisória que cancelará a atividade das Bets no Brasil. Os clubes já dialogam sobre outras notas oficiais conjuntas com perguntas ao Presidente da República. Entre elas, por que o mesmo governo que regulamentou a atividade das casas de apostas e definiu o valor a ser pago pelas outorgas agora cancela os contratos em vigor? A certeza é de que o sábado será agitado, com plantões jurídicos e tentativas de liminares para manter contratos autorizados no momento de suas assinaturas e que perdurariam, muitos deles, por mais dois a três anos. Os acordos de Flamengo com Betano e Palmeiras com Sportingbet, por exemplo, foram assinados até dezembro de 2028. Um dos questionamentos é sobre a diferença entre o cancelamento dos contratos de Casas de Apostas na Inglaterra, anunciada três anos antes de entrar em vigor, e o caso brasileiro, em que houve autorização em 2023 e proibição em 2026. A Medida Provisória será anunciada em evento em São Paulo, às 17 horas desta sexta-feira. Josias de Souza Lula chega à véspera do 1º turno brigando com ilusão Sakamoto Decisão sobre Gonet é derrota de André Mendonça Milly Lacombe Seleção opera a destruição da reputação de Ancelotti José Paulo Kupfer Inflação de setembro será atípica para cima Há divergências dentro da própria equipe de campanha do Presidente Lula. O Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, é um dos defensores da proibição das bets. Há argumentos eleitorais/eleitoreiros para defender a medida. O presidente do PT, Edinho Silva, preferia um Projeto de Lei em regime de urgência para tratar do tema com mais tempo. Há, dentro do governo, quem defenda que os clubes atrasarão salários de atletas e funcionários e argumentarão que a culpa é do governo Lula. O que parece é que o fim das Bets é uma medida difícil de se aplicar, mas condizente com a questão da saúde pública, prioridade um. No entanto, deveria haver respeito aos contratos já assinados e restrição com prazo igual ao adotado na Inglaterra ou pouco menor. Digamos, dois anos. Sempre vale a lembrança de que, se Flávio Bolsonaro ganhar as eleições, em sessenta dias a Medida Provisória pode não ser renovada ou, se prorrogada, pode durar os 120 dias a partir de sua publicação e de sua prorrogação automática por mais dois meses. Se Bolsonaro for o Presidente da República em janeiro, é possível que a proibição das Bets se torne provisória e inócua. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Veto às bets: o que fazer se você tem dinheiro em casas de apostas Proibição de bets colocará '30 milhões no mercado ilegal', diz associação Polêmica envolvendo Flávio e Nossa Senhora viraliza e chega à Justiça Como Russell vai tentar evitar um 'GP da Itália 2' com Antonelli em 16º Prêmio acumulado da Lotomania é de R$ 4,9 milhões; veja dezenas sorteadas