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Rebeca Andrade e mais 5 brasileiras estão convocadas para o Mundial de Ginástica! O Brasil tem boas chances de voltar ao pódio do Mundial de ginástica artística. Depois de ficar sem medalhas na edição de Jacarta 2025, a delegação verde-amarela chega reforçada para a competição em Roterdã, entre 17 e 25 de outubro. Rebeca Andrade é o acréscimo de peso no time brasileiro. A campeã olímpica disputa sua primeira grande competição desde as Olimpíadas de Paris e é a favorita no salto. Com ela, a equipe feminina pode surpreender e levar uma medalha e uma vaga antecipada nos Jogos de Los Angeles 2028, embora o foco esteja na classificação no Mundial de 2027. Os canais sportv transmitem ao vivo as finais do Mundial de ginástica artística a partir do dia 20 de outubro. + Rebeca Andrade volta ao Mundial como especialista de salto e trave; entenda ausência no solo + Sorriso vale ponto? Entenda como o carisma é carta na manga de Flávia Saraiva no Mundial Rebeca Andrade faz 13,600 na trave pela Copa do Mundo de Ginástica Artística Rebeca Andrade é favorita ao pódio Dona de seis medalhas olímpicas (duas de ouro) e nove em Mundiais (três de ouro), Rebeca Andrade volta ao Mundial com status de maior estrela feminina. É a ginasta mais condecorada inscrita para Roterdã. Depois de um ano sabático para recuperar corpo e mente do desgaste para conquistar quatro medalhas nos Jogos de Paris, ela evita falar em expectativa por novas medalhas, mas tem tudo para recolocar o Brasil no pódio. 1 de 4
Rebeca Andrade durante treinamento na Holanda — Foto: MeloGym/CBG Rebeca Andrade durante treinamento na Holanda — Foto: MeloGym/CBG Corre por fora na trave Rebeca vai se apresentar apenas na trave e no salto. Na única competição que fez na trave em 2026, a ginasta tirou 14,100 pontos na classificatória (5,9 de dificuldade), uma nota que pode lhe render um pódio em Roterdã, mas muitas rivais têm se aproximado dos 15 pontos - as chinesas até passam essa barreira. Então a brasileira corre por fora no aparelho. Rebeca Andrade conquista ouro no salto do Pan-Americano de Ginástica Artística Favorita ao tri no salto No salto, por outro lado, ela é favorita ao tri mundial, uma vez que tem a maior média da temporada: 14,549 pontos com um Lopez (4,8 de dificuldade) e um Yurchenko com dupla pirueta (5,0). Rebeca ainda não apresentou seu principal salto este ano, o Cheng (5,6), mas já mostrou nas redes sociais que vem treinando o movimento, que pode torná-la ainda mais favorita. Sem o Cheng, a sul-coreana Yeo Seojeong e a americana Claire Pease entram no páreo. Atual campeã mundial do aparelho, a russa Angelina Melnikova teve visto negado pela Holanda por ter manifestado apoio à guerra na Ucrânia. Caso ela seja liberada para competir, vai ser mais uma forte rival para Rebeca. A disputa por vagas olímpicas: Brasil pode surpreender Além das medalhas, a competição mais importante da temporada da ginástica artística tem um fator extra: é o primeiro torneio pré-olímpico da modalidade. As três equipes medalhistas em cada gênero garantem vaga antecipada para as Olimpíadas de 2028. Outros nove postos vão estar em jogo no Mundial de Chengdu, em 2027. 2 de 4
Sophia Wesiberg, Flávia Saraiva, Rebeca Andrade, Thais Fidelis, Lorrane Oliveira e Gabriela Bouças; Brasil; Mundial ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Sophia Wesiberg, Flávia Saraiva, Rebeca Andrade, Thais Fidelis, Lorrane Oliveira e Gabriela Bouças; Brasil; Mundial ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG As favoritas Prata no Mundial de 2023 e bronze nas Olimpíadas de 2024, a equipe feminina do Brasil não está entre as favoritas ao pódio. Estados Unidos, China e Japão tiveram melhores notas durante a temporada, e a Rússia pode se juntar a esse grupo de elite caso consiga vistos para suas três principais ginastas, barradas pelo Governo da Holanda. Brasil pode surpreender No entanto, o Brasil pode surpreender e se manter no pódio das equipes femininas - só houve disputas individuais no Mundial de 2025. O quinteto feminino verde-amarelo é o único que conta com três medalhistas olímpicas em Roterdã: Rebeca, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. Thais Fidelis, quarta colocada no solo do Mundial de 2017, retornou ao time. As jovens Sophia Weisberg (16 anos) e Gabriela Bouças (17) completam o grupo de olho tanto nos Jogos de 2028 como nos de 2032. Em uma final perfeita, sem quedas - algo raro para todas as equipes -, o Brasil pode chegar ao pódio. Flávia Saraiva faz 13,766 na trave pela Copa do Mundo de Ginástica Artística Foco em 2027 O foco da equipe feminina brasileira é se classificar para Los Angeles durante o Mundial de 2027. Assim, a comissão técnica planeja um trabalho gradativo de transição com ginastas experientes e jovens talentos. A expectativa para o Brasil em Roterdã é estar entre as oitos equipes finalistas para garantir vaga no Mundial de Chengdu sem depender de buscar a classificação no Campeonato Pan-Americano do ano que vem. Flavinha pode surpreender Quarta colocada na trave do Mundial do ano passado, Flavinha não está entre as favoritas no aparelho este ano. As chinesas Zhang Qingying e Ke Qinqin e a argelina Kaylia Nemour têm as maiores notas da temporada no aparelho. Só que a experiência de duas finais olímpicas de trave pode pesar a favor da brasileira em uma decisão em Roterdã. Flavinha mostrou nos treinos pré-Mundial que vai aumentar a dificuldade da série para crescer nesse páreo. 3 de 4
Flávia Saraiva no treino para o Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Flávia Saraiva no treino para o Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Flavinha também corre por fora no individual geral e no solo. Neste ano, ela foi campeã brasileira do individual geral pela primeira vez ainda sem apresentar suas maiores notas de dificuldade. Se conseguir recuperar suas séries principalmente no salto e no solo. Neste último aparelho, a ginasta foi medalhista de bronze no Mundial de 2023, um resultado que pode se repetir caso ela consiga executar suas principais acrobacias. Brasil briga por finais no masculino Entre os homens, o Brasil não figura entre os candidatos à final de Roterdã. O finalista olímpico Caio Souza, que precisou passar por uma cirurgia em setembro, vai ser um desfalque de peso, uma vez que ele é o principal ginasta do individual geral do país. Já vai ser um bom resultado se o time acabar no top-12, a zona de classificação olímpica pensando no Mundial de 2027. 4 de 4
Johnny Oshiro, Diogo Soares, patrick Corrêa, Arthur Nory, Vitaly Guimarães e Bernardo Miranda; Brasil ginástica Mundial — Foto: MeloGym/CBG Johnny Oshiro, Diogo Soares, patrick Corrêa, Arthur Nory, Vitaly Guimarães e Bernardo Miranda; Brasil ginástica Mundial — Foto: MeloGym/CBG Nory pode surpreender na barra fixa Campeão mundial da barra fixa em 2019, Arthur Nory tem chances de chegar à final do aparelho. Ele foi campeão da etapa da Hungria da Copa do Mundo em setembro, com 14,133 pontos. A concorrência na barra fixa, porém, está alta, com muitos adversários se aproximando ou passando dos 15 pontos. Arthur Nory leva o ouro na barra fixa na Copa do Mundo Diogo Soares mira final no individual geral Duas vezes finalista olímpico do individual geral, Diogo Soares é candidato a mais uma decisão da prova em Mundiais. Ele ainda não apresentou suas melhores séries nesta temporada, mas tem histórico de crescer em grandes competições. Vitaly Guimarães, Patrick Corrêa e Johnny Oshiro completam o grupo. Bernardo Miranda é o reserva.