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Análise dos Times

Motivo: São Paulo é citado apenas como antiga afiliação profissional do entrevistado, sem tom positivo ou negativo

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Palavras-Chave

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São Paulo UOL Polícia Civil Marco Aurélio Cunha Estação Clínicas

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Futebol 'Não morri por sorte': ex-diretor do São Paulo fala sobre reação a assalto Gabriel Sá Colunista do UOL 25/09/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Marco Aurélio Cunha, médico e ex-dirigente do São Paulo, ainda convive com as consequências do assalto que sofreu em agosto , próximo à sua casa na capital paulista. Vítima da chamada "gangue quebra-vidro", ele teve o celular roubado dentro de um táxi e decidiu reagir ao correr atrás dos criminosos . Em meio ao ato, caiu violentamente na escadaria da estação Clínicas, sofreu cinco fraturas nas costelas, um ferimento na cabeça e escoriações pelo corpo. Na última semana, a Polícia Civil prendeu dois homens apontados como responsáveis pelo crime . Em entrevista exclusiva ao UOL , Marco relembrou os momentos de tensão, contou detalhes do longo processo de recuperação e admitiu que chegou a temer pela própria vida. "Não morri por muita sorte" O episódio começou quando o táxi em que o médico estava foi atacado na Avenida Doutor Arnaldo, próximo ao metrô Clínicas . O vidro do veículo foi quebrado e, em poucos segundos, o criminoso pegou o celular e fugiu em direção à estação. Josias de Souza Lula chega à véspera do 1º turno brigando com ilusão Sakamoto Decisão sobre Gonet é derrota de André Mendonça Milly Lacombe Seleção opera a destruição da reputação de Ancelotti José Paulo Kupfer Inflação de setembro será atípica para cima A hora que estou ali eu vejo uma explosão no vidro, foi um negócio brutal, levei um susto. Quando eu vi, o cara já tinha levado o celular e corrido. Em um ato de reflexo, até errado e talvez impensado, eu já abri a porta, foi impulso. Dá uma sensação de impotência, de invasão mesmo Marco Aurélio Cunha, ao UOL Marco Aurélio viu os dois suspeitos correndo para dentro da estação de metrô e decidiu persegui-los. Segundo ele, a intenção não estava relacionada ao valor do celular, mas à sensação de ter sido vítima de uma violência que considerava injusta. Não era pelo celular. As pessoas brincam: 'o que deveria ter no seu celular?'. Não tem nada demais, mas lógico que tem coisa de cartão que você tem que tomar providência. Mas não seria por isso, é por não concordar com aquilo, um negócio absurdo Desci a escada correndo, vi que um caiu, perdi a referência do chão, tropecei e fui que nem um foguete de frente. Sinceramente, eu não morri por muita sorte, poderia ter uma fratura cervical, um afundamento de crânio, qualquer coisa Marco Aurélio Cunha O impacto provocou cinco fraturas nas costelas e um trauma importante no tórax . Marco Aurélio também sofreu ferimentos na cabeça e escoriações. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) Continua após a publicidade "Se você ver a velocidade que eu caí ali... Deus me preservou mesmo, eu tive muita sorte. O tórax foi um verdadeiro airbag, na hora que eu bati na escada não pegou nada do pescoço. Foram cinco fraturas de costela e um afundamento do tórax. Eu dou graças a Deus do que sobrou desse acidente. Uma moça me socorreu, foi generosa comigo, me colocou no colo dela, eu pedindo socorro, depois os bombeiros vieram e me levaram ao hospital. Foi triste, doloroso, estou padecendo até agora disso", relatou. Longa recuperação Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do São Paulo, em entrevista ao UOL Imagem: Gabriel Sá/UOL Por ser médico, Marco Aurélio afirma que tinha consciência da gravidade do trauma imediatamente após a queda. Ele percebeu dificuldades respiratórias e temeu que a situação evoluísse para uma condição ainda mais grave. "Eu cheguei a temer pela vida na hora que caí. Como médico, eu vi o impacto que foi. Eu falava que fraturei as costelas, que tive um trauma violento no tórax, um pneumotórax que eu percebi e, se não fosse socorrido rápido, poderia entrar em insuficiência respiratória e morrer. Meu medo mesmo era ter uma ruptura de baço, que você tem uma hemorragia interna e morre. Quando entrei no hospital, fiquei mais sossegado", relembrou. A recuperação, porém, foi mais longa do que ele imaginava. Marco Aurélio permaneceu internado por aproximadamente 11 dias. Inicialmente, passou cinco dias no hospital e recebeu alta sem a necessidade de cirurgia . Em casa, contudo, percebeu que sua condição havia piorado. Continua após a publicidade "No final de semana eu fui dormir e não conseguia dormir bem, parecia que eu estava na altitude, faltando um pouco de ar. Mal dormi, liguei pra médica, fui pro hospital de novo e estava com 600 ml de líquido no pulmão, as fraturas instáveis. A médica recomendou as cirurgias para fixar as fraturas com placas, fazer a drenagem do pulmão, começar tudo de novo e fazer uma coisa mais definitiva. Eu estava em ótimas mãos", contou. Mesmo após o tratamento, Marco Aurélio Cunha afirma que ainda convive com as consequências físicas do acidente. "A sequela fica, não tem o que fazer. O trauma machuca muito as partes moles, fiquei com um hematoma na perna inteira. Tive medo, mas muito seguro de tudo que estavam fazendo comigo." Prisão dos suspeitos Na última semana, dois homens identificados pela Polícia Civil como responsáveis pelo furto foram presos. Para Marco Aurélio, o avanço da investigação ocorreu também porque ele decidiu registrar imediatamente a ocorrência e buscar informações sobre o caso. O ex-dirigente, porém, fez questão de dizer que não acredita que a prisão tenha ocorrido por causa de suas relações pessoais. "Prenderam os dois, mas quantos não são presos? Quantos são presos e soltos? Não queria que imaginassem que prenderam porque fui eu, que tenho ligações. O fato de eu ter ido atrás e feito um BO imediatamente permitiu que isso fosse adiante, se não eu seria mais um que foi roubado e não falou nada", afirmou. Continua após a publicidade Marco Aurélio também direcionou críticas à legislação brasileira e à forma como crimes desse tipo são classificados. Para ele, a violência empregada durante o roubo do celular não deveria ser tratada apenas como furto. "O meu episódio é tratado como furto. Você acha que um cara que estoura um vidro na sua cara, que me cortou a mão em alguns pontos, me machucou, me levou o celular... é furto? É muito mais que furto. A legislação premia quem faz esse tipo de dano. Ninguém mais assalta banco de metralhadora, dá muito mais trabalho, pega uma milícia digital e fica desfalcando conta de aposentado, chip falso no caixa eletrônico, roubando senha. Isso é colocado na lei como estelionato, é muito pouco". "Não faria de novo" Apesar de toda a gravidade do episódio, Marco Aurélio diz que entende o impulso que o levou a perseguir os criminosos. Ao mesmo tempo, reconhece que, racionalmente, não repetiria a atitude. "Lucidamente, sim (se arrepende da reação). Mas do meu impulso de pessoa reativa, de não aceitar coisa errada, de lutar pelo certo e de querer o melhor pra todo mundo, não me arrependo. É paradoxal. A minha personalidade fez isso, mas a minha racionalidade jamais fará de novo". O médico entende que sua razão é motivada por sua personalidade, mas recomenda que as pessoas não repitam a sua atitude. Continua após a publicidade "Foi bom pra ter uma medida do quanto a gente é impulsivo ou não, isso traz lições. Raciocina, respira e depois corrige o problema. Resolver na hora lá eu não aconselho ninguém. É irracional, mas é justificável pela sensação de angústia que você tem naquele momento, de perdão e invasão. Ali era proteger a raiva que dá do cara quebrar o vidro na sua cara, sair correndo e ficar por isso mesmo. Me entendo, mas não faria de novo", finalizou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Flávio faz ofensiva jurídica contra polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida Proibição das bets afeta 24 clubes das séries A e B; veja lista Governo Lula lança novo Desenrola focado na compra de dívidas pelo Tesouro Proibição de bets colocará '30 milhões no mercado ilegal', diz associação Veto às bets: o que fazer se você tem dinheiro em casas de apostas