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Com a medalha de bronze neste domingo (25), Flávia Saraiva fechou a participação do Brasil no Mundial de Ginástica Artística de 2026 , em Roterdã, na Holanda. Apesar de a trave ser uma das especialidades da brasileira, este terceiro lugar é o melhor resultado da sua carreira no aparelho. ➡️ Veja como foi o bronze de Flavinha Em 2025, Flavinha ficou com a quarta colocação, uma atrás do tão aguardado pódio. Com 27 anos, esta foi a sua terceira final do aparelho em Mundiais. Antes, a atleta já havia sido finalista em Stuttgart 2019, além de Jakarta 2025. Nos Jogos Olímpicos, o alto desempenho também não é diferente. A atleta já foi finalista do aparelho duas vezes: no Rio 2016 , com apenas 16 anos, quando se tornou a primeira brasileira a disputar uma final de trave nas Olimpíadas, e em Tóquio 2020 . Em Paris 2024 , quando sofreu uma queda que a tirou da final no aparelho, Flavinha conseguiu dar a volta por cima e conquistou a medalha de bronze por equipes. Logo depois, também entrou para a história ao figurar entre as finalistas do individual geral. Ao lado de Rebeca Andrade , Flávia Saraiva se tornou a segunda brasileira na história a ficar entre as dez melhores ginastas do mundo. Em Los Angeles 2028 , a expectativa é alta. Para se classificar, a atleta poderá disputar uma das 14 vagas individuais que serão disputadas no Mundial de 2027 . Isso caso o Brasil não conquiste uma das nove vagas de equipes referentes à competição, o que renderia a todas as atletas convocadas para a equipe poderem competir em qualquer aparelho – inclusive na trave –, sem precisar de uma classificação individual separada. O Mundial também dará vagas específicas por aparelho. Em cada prova, o atleta elegível mais bem colocado entre os três primeiros da final poderá conquistar uma vaga, desde que seu país não tenha equipe classificada e que ele ainda não esteja classificado pelo individual geral. Outras vagas também serão distribuídas pela Copa do Mundo por Aparelhos e pelos campeonatos continentais. Contudo, mesmo sem conquistar uma das três vagas distribuídas neste Mundial de 2026, o Brasil tem grandes chances de conseguir se classificar pelo torneio de 2027, o que pouparia a Flavinha, um dos principais nomes do Time Brasil, de buscar uma vaga individualmente. ➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico A medalha conquistada por Flávia Saraiva foi a segunda da história da ginástica brasileira na trave em Mundiais. Antes desta, apenas Rebeca Andrade já havia conquistado um pódio no aparelho, com um bronze na Antuérpia, em 2023. O feito inédito na carreira de Flavinha veio acompanhado de um misto de alívio e maturidade. A ginasta revelou que acordou muito tranquila no dia da final, bem diferente da ansiedade do dia anterior, e decidiu arriscar para garantir a nota necessária: "Pensei em ir para o tudo ou nada. As notas estavam muito altas, então aumentei minha dificuldade." O resultado coroou uma longa trajetória de insistência no aparelho. Flávia lembrou que há uma década vinha "batendo na trave" por um pódio internacional, acumulando finais e quartos lugares. Ao alcançar o bronze com uma excelente apresentação, a ginasta se emocionou ao olhar para trás e ver sua evolução no esporte. — É um resultado muito importante para a Flavinha pequenininha de 2016, que fez a primeira final na Olimpíada. Tinha que ser hoje, eu sentia isso no coração. Pensei em fazer o meu e sabia que o resultado viria — comemorou Flávia Saraiva.