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Gols de cabeça viram trunfo do Guarani na Série C Willian Farias não é um artilheiro. Com uma média de apenas 0,01 gol por jogo na carreira, a grande área adversária raramente é o seu destino final. Mas na última rodada da Série C, contra o Santa Cruz, um sentimento diferente tomou conta do volante. + siga o canal ge Guarani no WhatsApp Guiado pela intuição em uma cobrança de escanteio nos minutos finais, o capitão do Guarani se lançou ao ataque, marcou de cabeça o gol da vitória por 1 a 0 e colocou fim a um longo jejum. - Eu acredito muito em Deus e sei que nada acontece por acaso. Eu não tenho o costume de fazer bola parada. Há 20 anos eu sempre fico na sobra, na fase defensiva, mas senti de ir pra área naquele momento e até brinquei no trajeto com meus companheiros perguntando se a bola chegaria ali. A bola chegou e fui feliz de fazer o gol. 1 de 2
Willian Farias comemora o gol do Guarani contra o Santa Cruz — Foto: Raphael Silvestre/ Guarani FC Willian Farias comemora o gol do Guarani contra o Santa Cruz — Foto: Raphael Silvestre/ Guarani FC O jogador de 36 anos não balançava as redes há mais de dois anos - sua última comemoração havia sido em 21 de janeiro de 2024, no empate do Novorizontino contra o Palmeiras. Curiosamente, aquele tento também saiu nos acréscimos do segundo tempo, mas através de um chute de fora da área. Com o gol no Brinco de Ouro, Farias chegou à marca de apenas sete gols em 513 jogos disputados como profissional . 2 de 2
Willian Farias comemora gol pelo Novorizontino contra o Palmeiras no Paulistão — Foto: Gustavo Ribeiro/Novorizontino Willian Farias comemora gol pelo Novorizontino contra o Palmeiras no Paulistão — Foto: Gustavo Ribeiro/Novorizontino A consagração como herói improvável da partida, no entanto, não ofuscou o lado autocrítico do volante. Homem de confiança do técnico Elio Sizenando e presente em todos os 14 compromissos do Bugre na atual temporada, ele chamou a atenção na entrevista coletiva ao admitir abertamente que não teve uma boa atuação nos 90 minutos contra os pernambucanos. - Para mim é natural isso, a gente tem essa noção de quando está fazendo uma boa partida e quando não está. Meu trabalho é exposto, não tem como eu querer enganar alguém. É ao vivo e a minha avaliação também - revelou o capitão. VEJA TAMBÉM: + Maurício pede voto de confiança e acredita em evolução na Série C A sinceridade do camisa 8, aliada à sua experiência - com passagens por Cruzeiro, Vitória, São Paulo e Sport -, funciona também como um escudo para o grupo. Invicto na Série C, com duas vitórias e três empates, o Guarani ocupa a sexta posição com nove pontos. A distância para o Floresta, primeiro time fora da zona de classificação, é de apenas um ponto, enquanto o líder Amazonas tem 13. Vitória no fim de semana dá respiro a Élio Sizenando no Guarani Sabendo do peso que o clube carrega para voltar à Série B e tendo vivenciado recentemente duas campanhas em que seu ex-clube (Novorizontino) bateu na trave pelo acesso, Farias fez um alerta sobre o nível de cobrança logo no início do campeonato. - A gente não pode pegar uma pressão que é natural do futebol e colocar um fardo muito pesado a ponto de limitar os atletas. Se a cada dia a gente for ali despejar um caminhãozinho de pressão... nós não vamos subir na segunda-feira. É em outubro. É uma construção grande que está sendo feita - ponderou. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre o Guarani O próximo passo dessa construção acontece justamente na segunda-feira, quando o Guarani visita o Maringá, às 20h, no estádio Willie Davids, pela sexta rodada. E Willian Farias espera usar seu conhecimento dos tempos em que defendeu o rival paranaense Coritiba para ajudar o Bugre a ditar o ritmo fora de casa. - Joguei no Coritiba, então eu tenho essa experiência do campeonato estadual de lá. A gente sabe que é uma equipe nos seus domínios muito forte, com uma maneira de jogar bem complicada, que segue individualmente os atletas. Vamos analisar os pontos fortes e vulneráveis do Maringá para ir até lá com esse pensamento e sair vitorioso;