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Futebol Richarlison x Flávio Bolsonaro: entenda a polêmica por ilha em Angra Bruno Braz Do UOL, no Rio de Janeiro 19/10/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O atacante Richarlison, do Tottenham, voltou a se manifestar sobre a batalha judicial por uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Em vídeo postado no último sábado, o jogador acusa o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de terem tomado o imóvel "na mão grande". Entenda o caso Richarlison alega ter investido R$ 10 milhões para a aquisição da mansão, entre 2020 e 2021, durante a pandemia da covid-19, numa sociedade com Alencar da Silveira Júnior, que presidia o América-MG à época, e Renato Velasco, que já foi seu empresário e que foi chamado de "picareta" pelo jogador no último vídeo. O atacante contou ter recebido, na época, ofertas pela ilha, sendo uma delas de Flávio Bolsonaro, mas não aceitou vendê-la. Posteriormente, porém, teria perdido o imóvel em uma manobra judicial feita pelo político e o advogado. Letícia Casado Flávio imita Trump ao se posicionar atrás de Lula Igor Gielow Bate-boca entre Flávio e Lula esquece os indecisos Casagrande Flamengo é arte, Palmeiras é competitividade Mauro Cezar Grêmio e Internacional se afundam juntos "Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada", afirmou Richarlison, em vídeo. A batalha judicial O advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL) Imagem: Reprodução / WillerTomaz via X Hoje, o imóvel está sob posse da WT Administração de Imóveis, do advogado Willer Tomaz. Do lado do atacante, as partes no processo eram a Sport 70 Intermediação de Negócios, de Renato Velasco, ex-empresário do jogador, e a RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, empresa de Richarlison e do pai, Antonio Andrade. A ação tramitou por cerca de três anos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao STJ. Após sentença favorável em março de 2025 e recursos sem sucesso, a Sport 70 e Velasco desistiram do processo em agosto do ano passado. O timing para isso também se dá já depois da ruptura entre Renato Velasco e Richarlison. O jogador trocou de representante após perder a confiança nele, em episódios descritos pelo UOL em 2024. Continua após a publicidade Flávio Bolsonaro nega qualquer relação Flávio Bolsonaro não é parte do processo. Em 2022, o senador já tinha negado envolvimento no caso. "A defesa dele me arrolou como testemunha numa disputa de imóvel no RJ, sem eu ter absolutamente nada a ver com o tema. Parabéns ao craque Richarlison pelo golaço e pela 1ª vitória do Brasil na Copa do Mundo", publicou Flávio em novembro de 2022, quando o caso veio à tona. Em 2021, Flávio chegou a visitar a mansão com Willer Tomaz, e naquela ocasião o advogado teria sido informado de que a propriedade tinha sido vendida à empresa de Richarlison. Procurada pelo UOL em julho deste ano, a assessoria do senador disse que ele "não comprou, vendeu, intermediou e nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão, tentar associá-lo é factualmente infundado e eleitoralmente motivado". O estafe acrescentou que Flávio "foi arrolado apenas como testemunha pela empresa do atleta que chegou a ter posse do imóvel. O processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e, nesse caso, cabe aos respectivos envolvidos qualquer manifestação". Continua após a publicidade Pessoas ligadas à WT dizem que Flávio nem chegou a dar depoimento, pois não houve audiência de instrução para isso. Willer lança desafio a Richarlison: 'Apresente um documento e a ilha é sua' Após a nova manifestação pública de Richarlison sobre o caso, o advogado Willer Tomaz procurou o UOL e, em texto encaminhado, lançou um desafio de 72h ao jogador com o título: "apresente um documento e a ilha é sua". "O advogado Willer Tomaz desafia Richarlison a apresentar, em 72 horas, um único documento anterior a julho de 2022 que o vincule ao imóvel de Angra dos Reis: escritura pública, contrato de compra e venda registrado ou inscrição em seu nome na SPU, junto com o comprovante dos R$ 10 milhões que diz ter pago a quem tinha direitos sobre o bem. Se forem válidos, Willer Tomaz transfere a ele os direitos sobre o imóvel sem cobrar um centavo", diz um trecho da nota. Na sequência, Tomaz alega que Richarlison perdeu em todas as instâncias e que o inquérito policial foi arquivado: "Richarlison nunca foi parte em processo algum. A empresa ligada a ele e ao sócio Renato Velasco, a Sport 70, perdeu em todas as instâncias, inclusive no STJ, renunciou em juízo em 2025 e declarou nos próprios autos ter pago R$ 2,6 milhões a terceiros invasores, sem título, não à titular registrada do imóvel. O negócio já foi objeto de inquérito policial, arquivado por falta de qualquer indício de crime". Continua após a publicidade Por fim, o advogado diz que o atacante é réu na Justiça por conta de suas declarações em relação ao imóvel: "Richarlison já é réu, em Brasília, pelas mentiras que repete desde julho, mesmo depois de notificado. E faz isso em plena campanha eleitoral, usando o nome de Flávio Bolsonaro que nunca foi parte em nada e só apareceu no processo como testemunha arrolada por Alencar, ex-deputado de esquerda e sócio do próprio Richarlison. A proposta está de pé. O prazo começa agora". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Combustível da eleição, STF passa quase ileso no debate entre Flávio e Lula Parado há 17 anos, Ford Galaxie é resgatado com relíquias na cabine Sem luz e água, brasileira relata efeitos da pressão dos EUA em Cuba Fla afasta 'romantismo' e liga modo ataque para jogo mais importante do ano Era Seedorf começa no Corinthians com cenário que era sonhado por Diniz