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O técnico Carlo Ancelotti evitou entrar em polêmica com o atacante Neymar, que não foi convocado para a seleção brasileira. Depois de um jogo do Santos, o craque afirmou que a decisão de não incluí-lo na lista foi técnica, enquanto Ancelotti havia justificado citando problemas físicos. . "Creio que estamos na reta final. Temos tempo para preparar. Tenho a ideia de um grupo bastante consolidado, fixo, para a Copa do Mundo. Outros, temos que ver, aproveitar esse tempo para tentar não errar nos 25 que vão para a Copa. Errar aqui é bastante fácil porque há muita concorrência, muitos com qualidade. Há posições que a equipe está mais coberta que outras. Creio que não é uma posição que vai definir o êxito na Copa do Mundo, é uma equipe que define." . "A primeira memória que tenho não é boa para vocês. Eu lembro quando me falavam da partida da final de 1950. Não quero lembrá-la agora. Maracanã sempre foi o estádio mais importante da história do futebol mundial. Pra mim é uma experiência nova e muito bonita. Primeira vez no templo do futebol mundial do Maracanã. Sempre terei na minha memória. Depois, do jogo espero o máximo, que a equipe jogue bem, que tenha confiança, boa atitude e intensidade. É esse caminho que queremos seguir até o mundial" O CT é muito bom, organizado. Jogadores aproveitam a possibilidade que tem de estarem juntos no tempo que passam aqui. É diferente do ambiente de um clube, porque primeiro eles falam o mesmo idioma e tem a mesma cultura. Muito mais fácil criar um bom ambiente em uma equipe nacional do que em um clube. Aproveito para passar um tempo com os que conheço um pouco menos, falar com eles para conhecer um pouco mais as pessoas. É um ambiente positivo, estou contente com esse ambiente. Nessa convocação, temos jogadores novos. Estou contente com eles. Trabalham bem, focados. A ideia é ser capaz de levar esse ambiente até a Copa do Mundo. A história do Brasil no futebol é uma maravilhosa e feita por essas lendas que tenho tido prazer de conhecer. É muito bom para nós estarmos próximos a essas lendas como exemplo ao futuro. Saímos do jogo contra o Paraguai muito contentes e satisfeitos. Penso que a equipe jogou muito bem, teve boa atitude no campo defensivo e ofensivo e intensidade. É o que queremos no jogo de amanhã. Jogar intenso, forte a nível defensivo, com boa pressão ofensiva e jogar rápido com bola. Acho que se pode repetir o jogo contra o Paraguai para que a torcida possa estar contente com nossos jogos. Você é muito atento ao que faço no treino. Ontem testei quatro atacantes. A ideia é jogar sem mudar muito o que fizemos. O importante se eu colocar muitos atacantes é que o time não perca equilíbrio. Isso é o mais importante para mim: não perder equilíbrio e defender bem. A verdade é que o futebol moderno perdeu esse tipo de jogador, que joga por dentro, como meia-ponta. O futebol moderno tem mais extremos rápidos, fortes. Estêvão é esse tipo de jogador. Acho que ele pode jogar por dentro como estão fazendo todos os extremos, como Raphinha, Vinicius, Martinelli também. É o que pedem agora no futebol moderno. Três coisas. Uma é a qualidade e todos têm para estar na seleção. 100% fisicamente e que encaixem bem com a equipe. Que joguem para a equipe e não individualmente. Pode ser que coloque na escalação um jogador que tenha menos qualidade que outro, mas que seja mais efetivo para a equipe. Onde vai jogar? Centroavante. No Chelsea jogou como número 10. Isso é bom para ele, pode jogar como 10 ou como centroavante. Amanhã vai jogar como centroavante. Atrás dele, vamos ver. Tenho que pensar. Pode ser Estêvão, pode ser Raphinha. O que gostei mais foi a paixão do torcedor em todos os estádios. O futebol brasileiro é bem-organizado a nível defensivo, quase todos defendem bem. Falta um pouco de qualidade porque os melhores jogadores estão jogando na Europa. Mas é um futebol que compete muito bem. No último Mundial, as equipes fizeram muito bom Mundial competindo com equipes europeias. Temos que avaliar que o clima também afeta o jogo e as viagens com calendário apertado. Nem sempre o time chega para o jogo na sua melhor qualidade física. Porque já tinha Douglas Santos e Caio Henrique. Não precisávamos de outro lateral-esquerdo. Creio que todas as posições estavam bem cobertas. Também porque quando treinamos, o número para treinar bem é 20 mais três. Hoje somos 24 treinando. A ideia é ter 20 mais três goleiros. A nível técnico, conhecemos. Não precisamos utilizar no jogo (para testar). No jogo contra o Chile podemos pensar em jogadores novos para atuar contra a Bolívia. Mas os novos chegam para que eu conheça seu caráter e personalidade. Impacto muito positivo. Ver a emoção mostra que a seleção é muito importante, como tem que ser. Quem vem para a seleção tem que ter emoção e estar contente por estar aqui. A reação de emoção eu gosto muito. Depois de 24 anos é hora de ganhar uma Copa. Temos uma grande responsabilidade para trabalhar nesse sentido e da melhor forma. Estamos fazendo isso, trabalhando para chegar na Copa do Mundo na melhor condição possível. Isso aumenta a responsabilidade, mas também a motivação. Não só da CBF, da comissão técnica, mas de um país como o Brasil. Isso pode ser muito importante para o êxito. Paquetá é um meio-campista com características diferentes de Casemiro e Bruno. É um meia que por esse tipo de características está muito bem no grupo por poder jogar de meia-ponta ou com três meio-campistas. Pode atuar em diferentes posições no campo. Quero dizer também que o sistema de amanhã é para amanhã. O time pode jogar em diferentes sistemas a depender do tipo de jogo que queremos fazer na partida. Amanhã a ideia que temos é seguir com a ideia do jogo contra o Paraguai. Contra a Bolívia pode ser que mude o sistema.