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Análise dos Times

Sao Paulo

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Motivo: Artigo retrata crise e 'caos' na política interna do clube, com críticas à gestão anterior e à política de alianças.

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Futebol MAC vê presidência do São Paulo como improvável: 'Tempo de ouro já passou' Gabriel Sá Colunista do UOL 26/09/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ex-dirigente e atual conselheiro vitalício do São Paulo, o médico Marco Aurélio Cunha não coloca uma eventual candidatura à presidência do clube entre os planos para os próximos anos. Aos 72 anos, ele entende que o momento mais adequado para comandar o Tricolor já passou e afirma que, hoje, sua intenção é contribuir nos bastidores — caso seja procurado por integrantes da próxima administração. Em entrevista exclusiva ao UOL , Marco Aurélio afirmou que não tem nenhum plano de curto prazo para assumir algum cargo relevante na política são-paulina. Isso não depende da gente, depende de quem está lá. Eu me sinto orgulhoso de ter ficado cinco anos como oposição no São Paulo, aquela oposição mínima, que as pessoas riam, que o ex-presidente (Julio Casares) falava que era contra o São Paulo, que deveria ser expulso. Eu ouvia isso e doía, porque a gente sabia o fim da história. Uma vez me perguntaram: 'quando é que o São Paulo vai ter jeito?' E eu falei: só com o caos. O caos é que gera alguma mudança Marco Aurélio Cunha, ao UOL Mariana Sanches Assembleia da ONU: cenas inusitadas e humanas Julián Fuks Algumas perguntas extras para conhecer candidatos PVC Futebol brasileiro tem semana do arrependimento Luiz Henrique Matos Um manifesto pela improdutividade Na avaliação de Marco Aurélio, a política interna do São Paulo historicamente foi marcada pela construção de alianças e pela distribuição de benefícios entre diferentes grupos do clube. Ele classificou esse mecanismo como uma estratégia política que, em sua visão, contribuiu para o cenário de crise vivido pelo Tricolor. "No São Paulo, se você agradar os idosos, os velhinhos, e presentear os novinhos, você tem a coisa na sua mão. Não é uma coisa de malfeito pleno, é tática, estratégia. Você dá uma placa para um, homenageia o pai que morreu, pega os mais novos e dá ingresso para show. É uma política sórdida que fez o São Paulo nesses anos todos se movimentar para o caos", disse. "2020 era o momento" Marco Aurélio Cunha cita a eleição de 2020, vencida por Julio Casares, como o momento em que esteve mais próximo de uma candidatura e entende que aquela teria sido a oportunidade mais adequada para assumir o comando do Tricolor. "Neste momento eu falei que não quero concorrer, eu não tenho essa expectativa. Meu tempo de ouro passou. Foi exatamente naquela eleição (de 2020) que seria eu e foi o Roberto Natel, e a gente perdeu. Aquele era o momento que eu estava na minha melhor fase para dirigir o São Paulo", afirmou. Questionado se o torcedor poderia, em algum momento, vê-lo novamente como candidato à presidência, Marco Aurélio Cunha tratou o cenário como pouco provável. Continua após a publicidade Eu não sei. São três anos para presidente, uma reeleição se possível. Espero que o atual eleito tenha energia e qualidade para usufruir de uma reeleição. Já seriam seis anos. Acho que eu já vou estar idoso demais para isso. Deve ter gente jovem melhor que eu Hoje eu estou mais maduro, experiente, já vivi tudo que você pode imaginar, e conheço o São Paulo como pouca gente. As relações que eu criei no futebol são muito sólidas e verdadeiras, não são meus amigos porque eu era alguma coisa, e sim porque trabalharam comigo. Tem respeito por mim, nunca cometi nenhum equívoco voluntário, então as pessoas têm boa recordação. Mas os tempos são outros Marco Aurélio Cunha Apoio a Marcelo Portugal Gouvêa Ao falar sobre o futuro político do São Paulo, Marco Aurélio citou Marcelo Portugal Gouvêa, candidato confirmado pela chapa de oposição para e eleição presidencial ao final do ano, como uma liderança com a qual estaria disposto a colaborar. "Se tiver uma equipe, se for o Marcelinho, vou ficar muito satisfeito. Tem DNA impecável, um cara honestíssimo. Se faltar experiência, sobra honestidade. Eu prefiro um presidente honesto do que um esperto. Ele será esse presidente honesto e seguramente vai ter pessoas do lado dele que vão poder assessorá-lo. O pai dele fez isso muito bem. Espero que o filho caminhe nessa linhagem. Se eu puder ajudar, eu ajudo. Você quer cargo? Não quero cargo", disse. Na avaliação de Marco Aurélio, entretanto, é preciso separar a construção de uma maioria eleitoral da formação de uma futura administração. Continua após a publicidade "Se o Marcelo me pedir ajuda, jamais negarei. Mas volto a dizer: com quem ao lado? Não adianta fazer uma composição colocando quem era da turma deles, de repente virou bonzinho e virou para o nosso lado. Na política até dá, mas na parte executiva não dá para compor com gente que de repente se transformou em boazinha. Ajuda, mas fica lá no fim da fila", finalizou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora RealTime Big Data CE: Elmano tem 48% e Ciro Gomes aparece com 41% Flávio pede prisão de funcionário do Planalto por caso sobre Nossa Senhora Ônibus tomba e deixa 7 mortos na região da Chapada Diamantina, na Bahia As cenas inusitadas (e humanas) de uma reunião de chefes de Estado em NY A semana do arrependimento do futebol brasileiro