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Só para assinantes Assine UOL Opinião Libertadores do São Paulo, hoje, é acordar e fugir do fundo do poço Pedro Lopes Colunista do UOL 28/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Hernán Crespo durante a partida entre Fluminense e São Paulo, pelo Brasileirão Imagem: DELMIRO JÚNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Até ontem à tarde, o discurso no São Paulo era de que o objetivo neste final de temporada era conseguir uma vaga na pré-Libertadores. A vaga na competição continental seria importante para geração de receita, dentre outros argumentos. Depois do devastador 6 a 0 diante do Fluminense, é um bom momento para dizer: o São Paulo não tem que pensar em Libertadores. É completamente irrelevante pro momento atual do clube disputar a Libertadores. Na verdade, a classificação pode ser danosa para o clube, por vários motivos. O São Paulo precisa acordar para o fundo do poço que se aproxima em alta velocidade, tentar mudar as coisas e proteger o departamento de futebol do nocivo processo eleitoral que acontece em 2026. Começar a tentar resolver os muitos problemas atuais, e a evitar os outros, previsíveis, que já se anunciam. Alexandre Borges Sem Bolsonaro, Tarcísio terá 4 caminhos em 2026 A Hora Centrão tenta contornar Bolsonaro preso por 2026 Daniela Lima Vaidade atrapalha punição a devedores contumazes Milly Lacombe Não foi só o São Paulo que perdeu, Flu também triturou Nada mais. É melhor assumir e aceitar, desde já, que a temporada acabou. A reconstrução começa pela parte médica, de fisiologia e preparação física. Hoje, nesse momento, o clube não tem a figura de um médico chefe, em regime de exclusividade. A mudança pode começar por aí, com autonomia para os profissionais. Seria ideal fazer o mesmo com o futebol: dar autonomia a um profissional, seja o atual gerente Rui Costa ou não, para que comande, desde já, o planejamento de elenco para 2026. Presidente, diretor de futebol, adjuntos, já estão todos envoltos nas águas políticas do processo eleitoral (as eleições do clube acontecem no fim do ano que vem), em um cenário que vai se agravar nos próximos meses. Dentro da própria composição atual da diretoria há potenciais adversários. Embora as discussões e candidaturas não estejam públicas ou definidas, quem acompanha o clube sabe que o diretor de futebol Carlos Belmonte é um potencial candidato; o superintendente financeiro Marcio Carlomagno, outro. O presidente do conselho Oten Ayres Jr., outro. Não é razoável que potenciais adversários planejem juntos a temporada de um clube em crise, em um ano eleitoral. A solução mais clara seria transferir o poder de decisão a um profissional, remunerado, que pode ser cobrado depois. Nesse contexto, não estavam ontem no Maracanã nem o presidente Julio Casares, nem o diretor de futebol Carlos Belmonte. O técnico Hernán Crespo e o gerente Rui Costa falaram com a imprensa. No momento atual São Paulo, a Libertadores serviria como pretexto para agravar a crise financeira do clube, sob a justificativa de perseguir o cada vez menos realista devaneio de competir no mais alto nível. E traria a ilusão de que a solução para crise que se aprofunda está fora, no mercado de transferências. A hora é de olhar para dentro. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Mãe de Mel Maia morre aos 53 ano no Rio de Janeiro Brasil lidera alta no turismo internacional no mundo, diz estudo da ONU PGR defende que Heleno fique preso em casa, mas ele cumpre os requisitos? 'A encomenda saiu para entrega': como suas compras online chegam de avião Sem Bolsonaro, Tarcísio terá que escolher entre quatro caminhos para 2026