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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: Relato nostálgico e afetivo do ex-jogador sobre a excursão, com tom positivo e orgulhoso

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Mencionado de forma neutra, com reconhecimento de jogadores como Lato e Cabinho

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Citado brevemente como 'timaço' bicampeão paulista, tom respeitoso

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Menção nostálgica aos 'bons tempos' da Portuguesa, sem viés negativo

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Viagem do Corinthians ao Caribe em 1982 teve gol de 'Bob Marley' de cabeça Walter Casagrande Jr. e UOL Do UOL, em São Paulo 03/11/2026 11h12 Deixe seu comentário Ataliba, Casagrande e Wladimir durante voo do Corinthians para o Caribe em 1982 Imagem: Arquivo pessoal/Ataliba Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O futebol dos anos 1980 era completamente diferente do que é hoje, principalmente em relação ao calendário. Naquela época não existia a Copa do Brasil, nem a Copa Sul-Americana, e só disputavam a Libertadores o campeão e o vice do Campeonato Brasileiro; então, sobrava tempo durante o ano e muitas equipes, em alguns momentos, faziam uma mini excursão. O Corinthians resolveu fazer uma dessas para os Estados Unidos e Caribe em 1982. Era a primeira vez que eu saía do país e eu sonhava em conhecer a Disneylândia em Anaheim, na Califórnia. Janaína Figueiredo Visita de Janones à Argentina prejudica Lula Milly Lacombe Clubes afundam e passam vergonha no STF Chico Barney Descobri o que deu errado em A Fazenda esse ano PVC Chape pode ser rebaixada; os palpites do Brasileirão Nossos compromissos começavam com um jogo no Coliseum de Los Angeles contra o Atlante do México, depois em Trinidad e Tobago contra a seleção local e, por último, em Curaçao, também contra a seleção deles. Entre a ida e a volta da viagem, foram cerca de 12 dias. Chegamos a Los Angeles e já foi incrível porque ficamos no hotel de frente com o Forum, que era o ginásio onde jogava o meu time na NBA, o Los Angeles Lakers, dos meus ídolos Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Dois dias depois seria o primeiro jogo à noite contra o Atlante, do México, que tinha no seu time o polonês Lato (artilheiro da Copa de 1974, na Alemanha) e Cabinho, ótimo centroavante brasileiro que havia jogado nos bons tempos da Portuguesa de Desportos. O sr. Mário Travaglini, treinador do Corinthians, deu o dia livre e a gente tinha que estar no hotel para ir ao estádio às 17h. O grupo se dividiu e o zagueiro Gomes, o volante Paulinho, o meia Luis Fernando, Biro-Biro e eu partimos rumo à Disneylândia. Eu era fascinado pela Disney porque assistia a todos os desenhos no cinema com minha mãe sempre que passavam, e me lembro bem de ter assistido com ela "Bambi", "Os Aristogatas", "Branca de Neve", "A Bela Adormecida", "Mogli", entre outros. Continua após a publicidade E na TV não perdia um programa do Clube do Mickey. Desde criança sonhava em conhecer o parque e estava realizando um sonho, e ainda junto com meus amigos de time. Ataliba, Casagrande, Mauro, Wladimir e aeromoça de aviação do Caribe Imagem: Arquivo pessoal/Ataliba Pegamos um dia ensolarado e nos divertimos o dia todo. Obviamente, perdemos o horário e fomos direto para o estádio. Chegamos cheios de sacolas de compras 30 minutos antes do jogo e ainda faltavam alguns jogadores. Logo em seguida chegaram Zé Maria, Sollito e Sollitinho de outro lugar. Enfim, jogamos e vencemos por 3 a 2, com dois gols meus e um do Magrão. Do Atlante, Lato marcou os dois. Continua após a publicidade De Los Angeles partimos rumo a Trinidad e foi incrível, porque eu não tinha a mínima ideia de como era a ilha. Naquela época não existiam celulares, redes sociais, TV a cabo, internet, canal do YouTube e, por isso, era difícil conhecer os lugares sem que passasse algum documentário na TV ou sem ler alguma matéria sobre o local. Mas foi incrível porque era similar à Jamaica, já que, além do ritmo caribenho, lá também havia no reggae o seu som revolucionário. Bom, vencemos por 8 a 2 e aconteceu uma coisa muito engraçada nesse jogo. O saudoso goleiro Sollitinho era meu amigo de moleque, porque jogamos juntos no juvenil. Era roqueiro como eu e sempre estávamos juntos. Como o jogo havia virado uns 5 a 0 para nós, o sr. Mário fez várias alterações no intervalo e uma delas foi sair Sollito e entrar Sollitinho. Continua após a publicidade O centroavante deles tinha um cabelo rastafari grande, igual ao do Bob Marley, e, quando voltamos para o campo, eu cheguei ao Sollitinho e falei: "Sollitinho, se você tomar um gol de cabeça do Bob Marley, é o fim." Ele era nervoso e me respondeu assim: "Se ele fizer gol de cabeça, eu te mato." Bom, o segundo tempo começou e fizemos mais uns três gols quando, de repente, eles fizeram uma jogada pela direita, o lateral cruzou, a nossa zaga deu uma bobeada e o "Bob Marley" voou de peixinho e marcou um dos gols deles. Aí começou o show, porque eu gritei lá da frente: Continua após a publicidade "Pô, Sollitinho, não falei que se você tomasse um gol de cabeça dele era o fim?" Ele tirou as luvas e veio andando na minha direção, me xingando e dizendo: "Tá vendo? Você me secou, vou quebrar a sua cara!" Nessa hora o time todo começou a dar risada porque eu continuei provocando: "Você toma um gol de cabeça do 'Bob Marley' e a culpa é minha?" Claro que tudo terminou na gozação e, depois do jogo, ficamos tomando cerveja na piscina com o Zenon tocando violão e cantando Roberto Carlos, enquanto eu e o Sollitinho gritávamos: Continua após a publicidade "Zenon, toca um Iron Maiden ou um AC/DC!" Mas ele metia uns Beatles às vezes para aliviar. Dali partimos para Curaçao, que ainda era uma ilha completamente desconhecida porque ainda não era rota de turismo. Ficamos num resort à beira-mar, com uma piscina enorme e um bar incrível. Já era o final da excursão e, depois de muitos passeios, várias noites sem o time dormir direito e muitas festas, empatamos em 0 a 0 com a seleção deles. No outro dia, iniciamos a volta para o Brasil. Fizemos escala em Miami, chegando às 11h. O nosso voo só saía às 23h, e não poderíamos sair do aeroporto. Continua após a publicidade Eu e o Magrão fomos para um bar e lá ficamos sem sair até por volta das 19h, só tomando cerveja e comendo uns petiscos. Chegamos numa segunda-feira e na quarta jogamos contra a Portuguesa no Morumbi e empatamos em 0 a 0, com o Magrão tendo um estiramento. No domingo, decidíamos o título do primeiro turno contra o São Paulo, que era o bicampeão paulista (1980/1981) e tinha um timaço. Mas a história sobre esse jogo eu conto em outro momento. Psicólogo Flávio Gikovate, o vice de futebol Adilson Monteiro Alves, Casagrande, Wladimir e o saudoso Daniel Gonzalez no hotel Imagem: Arquivo pessoal/Ataliba Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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