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Análise dos Times

Boca Juniors

Principal

Motivo: Vitória retratada como partida 'inteligente', com destaque para liderança, vaga na Libertadores e retrospecto ampliado; imprecisão ofensiva é nota neutra.

Viés da Menção (Score: 0.4)

River Plate

Principal

Motivo: Time descrito como 'descontrolado', derrota como 'golpe' em ano de 'escassez de alegrias'; reclamações de arbitragem aparecem, mas tom é crítico.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

River Plate Boca Juniors Copa Libertadores La Bombonera Gonzalo Montiel Belgrano Torneio Clausura Sebastián Villa Leandro Paredes Nicolás Otamendi Lautaro Di Lollo Lucas Martínez Quarta Rodolfo Arruabarrena Leonardo Ponzio

Conteúdo Original

O Boca Juniors venceu neste domingo o superclássico do futebol argentino por 1 a 0 sobre um descontrolado River Plate, que terminou com nove jogadores. O zagueiro Lautaro Di Lollo marcou de cabeça, aos 27 minutos, o único gol da partida disputada na La Bombonera, pela 15ª e penúltima rodada do Torneio Clausura. O River Plate, que precisava da vitória para garantir sua classificação às oitavas de final, sofreu as expulsões dos defensores Lucas Martínez Quarta (9') e Gonzalo Montiel (79'). “Vencemos porque fizemos uma partida inteligente. Disse aos meus companheiros que este jogo é algo único, que aproveitassem. Poderíamos ter marcado mais gols, mas fomos inteligentes. O importante era vencer. Ainda não conquistamos nada, mas estamos no caminho certo”, destacou o capitão do Boca, Leandro Paredes. Com o triunfo, o Boca ficou em segundo lugar no Grupo A do Clausura e recuperou a liderança da tabela anual. O Xeneize ampliou sua vantagem no retrospecto oficial do superclássico, com 95 vitórias, contra 88 do Millonario e 84 empates. Além disso, venceu os dois confrontos disputados em 2026. O técnico do Boca, Rodolfo Arruabarrena, afirmou que o importante para a equipe azul e ouro é que continua “brigando por tudo”. “Foi uma partida muito complicada, a intenção dos dois times ficou evidente. Nós nos concentramos no nosso trabalho, não damos atenção ao que dizem.” O River, por sua vez, ocupa a quarta posição do Grupo B, mas caiu para o oitavo lugar na tabela anual, que concede três vagas para a Copa Libertadores de 2027. A derrota representa mais um golpe para o River em um ano já marcado pela escassez de alegrias. Por enquanto, o Millonario está classificado para a Copa Sul-Americana do próximo ano, mas suas chances de disputar a Libertadores, sua prioridade, estão cada vez menores. “Um minuto de silêncio para o River, que está morto”, cantaram os jogadores do Boca logo após o término da partida na La Bombonera, lotada com cerca de 50 mil espectadores. Di Lollo cabeceou uma cobrança de escanteio do colombiano Sebastián Villa e marcou o único gol de um duelo tenso e acirrado, que o árbitro Nicolás Ramírez tentou controlar. O árbitro mostrou sete cartões amarelos para jogadores do Boca e dois para o River, que também sofreu as expulsões, ambas com cartão vermelho direto, de Martínez Quarta, por impedir uma clara oportunidade de gol, e Montiel, por uma falta violenta sobre Lautaro Blanco. “O VAR interfere contra nós. Em outras situações, não interfere, e a decisão fica com o árbitro. Não quero que me deem nada, mas também não quero que me tirem. Não queremos repercussões por coisas que não têm relação com o futebol. Ficamos com dez jogadores aos nove minutos e pudemos fazer pouco”, reclamou o técnico do Millonario, Leonardo Ponzio. Condicionado pela expulsão precoce, o River quase não atacou. O Boca teve mais de 70% de posse de bola, mas se mostrou impreciso nas finalizações e não conseguiu construir uma vitória por placar mais amplo. Mais irritado estava o capitão Nicolás Otamendi, que expressou sua “raiva” porque “não deixam competir” e denunciou que “hoje não se usou a mesma régua”. “Que no próximo torneio designem o campeão diretamente e não disputemos. O Boca não jogou a ponto de dizer que foi melhor”, acrescentou o zagueiro central. O Belgrano, campeão do Apertura, teve que se contentar com um empate por 2 a 2 em Córdoba diante do Barracas Central. A equipe Pirata vencia com dois gols do artilheiro Lucas Passerini (27 e 48'), mas Esteban Rolón (80') descontou para o Guapo e, na última jogada, Nicolás Demartini (90+5') garantiu a igualdade. Também não houve vencedor no confronto entre Newell's e Unión, que dividiram os pontos em um empate por 1 a 1. Juan Pablo Ludueña (58') marcou para o Tatengue, enquanto Ignacio Isla (76', contra) fez o gol dos rosarinos. O Lanús não conseguiu vencer o Gimnasia de Mendoza e também empatou por 1 a 1. O paraguaio Gonzalo Lobos (45+4') marcou para o Granate, enquanto o gol do Lobo saiu de uma infelicidade do colombiano Raúl Loaiza (72', contra). *Por AFP