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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: O artigo analisa a evolução da seleção brasileira, focando na mudança de sua rotina de treinos e na busca por privacidade como estratégia de preparação.

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Seleção mudou em 20 anos, da farra de Weggis à privacidade dos treinos Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 04/06/2026 09h36 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Paquetá titular: treino aberto à comunidade aumentou chance de ver Imagem: CAEAN COUTO/IMAGN IMAGES via Reuters É muito comum ouvir colegas das coberturas de Copa do Mundo das décadas de 1970 e 1980 reclamarem da mudança da rotina, da falta de acesso, dos treinos fechados. A Copa de 1994, nos Estados Unidos, foi um divisor de águas para a privacidade dos jogadores. Não nos treinos, abertos na Universidade de Santa Clara, com corneta do torcedor profissional Dartagnan Jatobá. Mas em Los Gatos, casa da seleção durante a campanha do tetra, ninguém entrava, exceto em entrevistas coletivas agendadas. Os treinos abertos seguiram na alegria e na tristeza, na vitória ou na derrota. A rotina da cobertura de 1970 continuou com Telê Santana, em 1982 e 1986; com Carlos Alberto Parreira, em 1994; com Zagallo, em 1998, e com Felipão, em 2002. Julián Fuks O sonho da literatura, no tempo do desencanto Josias de Souza Flávio Bolsonaro perde de goleada em casa Luiz Henrique Matos Desertos de notícias são uma ameaça à democracia PVC Seleção brasileira recupera harmonia perdida Até que se chegou a Weggis, início da preparação na Suíça, em 2006, com invasão de campo por torcedores e a falta de privacidade criticada por toda a imprensa. "Acho que a rotina de treinos fechados começou mesmo em 2010, com Dunga, também em função do que aconteceu em Weggis", opina Moraci Sant'Anna, preparador físico do São Paulo bicampeão mundial em 1992 e 1993 e integrante das comissões técnicas nas Copas de 1982, 86, 1994 e 2006. Dunga é o pai dos treinos fechados em Copas do Mundo, também por sua cultura do futebol italiano, onde os momentos de trabalho são privativos. Na África do Sul, em 2010, o Brasil treinava no Randpark Golf Club, ao lado do hotel Fairway, onde se hospedava. Havia treinos abertos por não mais do que 20 minutos. Contraste absoluto com a preparação para o Mundial da Alemanha, quatro anos antes. A vitória e a derrota não vêm por causa disso, mas é de se respeitar profundamente o direito aos treinos privados, chance de aprimorar jogadas ensaiadas e situações de jogo e de haver conversas mais ásperas ou mais íntimas. É trabalho. Nos Estados Unidos, segundo dia de preparação para o Mundial que se inicia na próxima semana, o Brasil fez treino aberto à comunidade de Nova Jérsei. Houve muita gente vestida com camisetas amarelas da seleção brasileira. Newark, condado onde fica o aeroporto de New Jersey, estado onde a seleção se localiza, reúne mais de 50 mil brasileiros, perto de 20% de sua população. A ação da seleção foi bem pensada e organizada. Continua após a publicidade Hoje, um dia depois de abrir suas portas, a seleção volta à rotina de todas as seleções. Treinos privativos. Não é o que leva à vitória ou à derrota, mas é como funciona com qualquer grande time do planeta no século 21. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Juíza determina expedição de alvará de soltura de Monique Medeiros Cinco anos após Copa América da covid, seleção recupera harmonia perdida Danilo Lavieri: Ancelotti testou Paquetá e cobrou Igor Thiago 'Perseguição implacável': o que é perdão judicial dado à mãe de Henry Borel Trio avança, e finais de Roland Garros Junior terão ao menos um brasileiro