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Os brasileiros tricampeões da Libertadores passaram e vão em busca de um título inédito para o Brasil. Flamengo, Palmeiras e São Paulo sonham em se tornarem os únicos tetracampeões da história do futebol brasileiro na Libertadores, e isso por si só já é uma grande competição interna. De repente, poderemos ter outra final entre brasileiros, mas dessa vez valendo algo mais. O São Paulo foi o primeiro a conquistar o tri (92/93/2005) e poderia ter sido tri seguido se não tivesse perdido, em um Morumbi lotado com 92.650 pessoas, para o Vélez Sarsfield nos pênaltis em 31 de agosto de 1994, e consequentemente tetra em 2005, quando venceu o Athletico Paranaense. Em 74, o clube também teve a chance de vencer, mas foi derrotado pelo Independiente na decisão. O tricolor tem história e muito peso na Libertadores e terá pela frente a também pesada LDU, que acabou de eliminar o atual campeão Botafogo. O time equatoriano, treinado pelo brasileiro Thiago Nunes, é o "invasor" nessa disputa entre argentinos e brasileiros e tem como arma a altitude de Quito; porém, irá decidir a vaga para a semifinal no Morumbi, que conhece muito bem, pois já eliminou o São Paulo nos pênaltis na Copa Sul-Americana de 2023. O time tricolor cresceu muito e ficou mais competitivo com a chegada do Crespo, principalmente no Campeonato Brasileiro, porque na Libertadores estava invicto também com o Zubeldía. O Flamengo é outro tri-campeão da Libertadores (1981/2019/2022) que já poderia ter sido tetra, caso não tivesse perdido em Montevidéu para o Palmeiras em 2021. É o time que tem o elenco mais forte da América do Sul, está na liderança do Brasileiro e simplesmente amassou o Internacional, chegando com muita moral e confiança para o confronto das quartas de final da Libertadores. O rubro-negro irá enfrentar o time argentino do Estudiantes de La Plata, que, para mim, é a equipe mais fraca dessas quartas de final. Sem dúvida, o Maracanã estará lotado no jogo de ida e, se conseguir manter o foco apresentado contra o Colorado, irá atropelar os argentinos também; porém, precisa ficar esperto com a catimba e as provocações tradicionais dos argentinos. O Palmeiras é outro brasileiro tricampeão da Libertadores (1999/2020/2021) e que já poderia ter sido tetra se não tivesse perdido nos pênaltis em 2000 no Morumbi, diante de 75 mil torcedores —também perdeu as finais de 1961 para o Peñarol e de 1968 para o Estudiantes. O time do Abel Ferreira teve tudo na mão para ter dado uma atropelada histórica no Universitário do Peru na última quinta-feira (21) no Allianz, já que tinha goleado em Lima por 4 a 0. A classificação já estava garantida, mas era uma questão de aumentar a confiança e chegar grandão no confronto contra o tradicional e também gigante River Plate. Os argentinos chegaram com quatro times nas quartas de final (Racing, Vélez, Estudiantes e River) e fariam de tudo para acabar com a hegemonia brasileira dos últimos seis anos de conquistas. O Palmeiras também decidirá a vaga para a semifinal em casa, mas pega o time mais pesado entre os brasileiros. O River Plate, de Marcelo Gallardo, é muito perigoso, experiente e forte em decisões. Apesar de eu achar o Palmeiras superior, não dá para "relaxar" contra o River, mesmo se vencer bem lá no Monumental de Núñez. O Abel já tem na história uma decisão de vaga com eles, vencendo bem lá na Argentina e, depois, passou um sufoco incrível no Allianz e quase foi eliminado. Não dá para "piscar os olhos" contra o River Plate. Na minha visão, o Flamengo passará tranquilo, mas São Paulo e Palmeiras sofrerão, mas também irão adiante. As semifinais terão um confronto brasileiro entre São Paulo x Palmeiras e Brasil x Argentina entre Flamengo e quem vencer entre Racing e Vélez Sarsfield, que, para mim, dará o Racing.