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Análise dos Times

Alemanha

Principal

Motivo: Colunista defende que a Alemanha não decaiu, alega roubo na Euro e exalta a chegada de Klopp com tom claramente otimista

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Cita tradição da Holanda e chance de Xavi se provar, mas sem elogios ou críticas profundas à equipe

Viés da Menção (Score: 0.1)

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Alemanha de Klopp é a seleção que mais desperta curiosidade no novo ciclo Julio Gomes Colunista do UOL 23/09/2026 12h22 Deixe seu comentário Jürgen Klopp em entrevista coletiva da seleção alemã de futebol após primeira convocação Imagem: picture alliance/dpa/picture alliance via Getty I Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Começa nesta quinta-feira o novo ciclo do futebol de seleções, após a Copa do Mundo. No caso dos europeus, os ciclos são menores, de dois em dois anos, com a Euro-2028 em vista. E a Liga das Nações da Uefa, que meio que fez os europeus jogarem só entre eles nas Datas Fifa, "pegou" e já virou uma competição consolidada - ainda que o efeito colateral dela sejam eliminatórias para Euro e Copa estranguladas. A Nations começa nesta quinta à tarde e o duelo entre Alemanha e Holanda é o que mais chama a atenção. Não só pela tradição das duas seleções - ambas eliminadas na segunda fase da Copa do Mundo, diga-se -, mas pelos treinadores que ocupam os cargos. Xavi, aquele, virou o técnico da Holanda e tem a chance de se provar no futebol de seleções após uma passagem decepcionante pelo Barcelona. Mas quem desperta mais curiosidade mesmo é Jurgen Klopp na Alemanha. O homem é disciplinador e já veio com regras de conduta estritas, não permitindo atrasos, proibindo celulares no vestiário, nada de barbearia no hotel de concentração e limitação de visitas familiares. Alexandre Borges Na ONU, Lula alinhou o Brasil com Rússia e China Matheus Pichonelli Lula e Flávio levam disputa para o supermercado PVC Caminhos do São Paulo para voltar a ser gigante Tatiana Farah Lula vai ao Nordeste para socorrer candidatos Klopp, no meu ponto de vista, foi um técnico mais influente até do que Pep Guardiola na virada para esta década. Depois dos anos de rivalidade contra Mourinho, Guardiola encontrou em Klopp um rival à altura, seja nos tempos de Bundesliga (Borussia Dortmund x Bayern de Munique) ou de Premier League (Liverpool x Manchester City). Ainda que Pep tenha conquistado mais títulos, os duelos diretos mostravam outra coisa - no total, Klopp ganhou 12 e perdeu 11 jogos contra times do catalão. Ao longo dos 10 anos de rivalidade (saudável, diga-se) e duelos, Klopp virou o mestre da "gegenpressing", a tal pressão pós-perda que hoje todo mundo tenta fazer no futebol mundial. O futebol "heavy metal", como o próprio Klopp batizou, não só é mais fácil de ser copiado como agrada mais aos fãs de futebol de uma maneira geral do que o ballet clássico de Guardiola (que também se transformou em outra coisa, importante frisar). Klopp foi quem mais obrigou Guardiola a rever conceitos e fazer adaptações ao longo da carreira. E agora, depois de anunciar aposentadoria e ir trabalhar na Red Bull fora dos gramados e do stress do dia a dia, ele chega para resgatar a seleção alemã, que vem de três Copas do Mundo consecutivas sem sequer chegar às oitavas de final. A Alemanha não virou uma porcaria. Tão somente dois anos atrás, foi quem passou mais perto de eliminar a Espanha de uma grande competição, nas quartas de final da Euro. Foi roubada, vamos falar o português claro, e perdeu o jogo na prorrogação após um pênalti escandaloso por mão de Cucurella não ter sido marcado - erro este que foi admitido pela Uefa posteriormente. Ou seja, poderíamos hipoteticamente estar falando de uma Alemanha campeã da Europa, vai saber. O material humano está lá e não é ruim. Os alemães tem uma liga competitiva, apesar do domínio escandaloso do Bayern de Munique quando se fala de títulos, saudável financeiramente, com estádios lotados, jogadores e técnicos sendo revelados o tempo todo. A Alemanha tem algo mais valioso do que o resultado da seleção absoluta. Mas, como sabemos, resultado de seleção importa por várias razões, entre elas o orgulho nacional. Klopp fez algo bem interessante para esta primeira Data Fifa. Convocou 44 jogadores e os separou em dois grupos de 22, cada grupo fará uma dobradinha de jogos. Equilibrou os times, não são exatamente elenco A e elenco B. A nova Data Fifa, mais extensa, é ótima para o trabalho de treinadores de seleções, que têm mais tempo para treinar, observar, testar, conviver. E Klopp vai sair de um grande contingente para tentar arrumar as soluções que busca. Continua após a publicidade A grande chave, no meu ponto de vista, é reencontrar uma identidade alemã no futebol. É o mesmo desafio que o Brasil tem, aliás, e a Itália também. O jogo mudou, virou global e algumas seleções, as mais vitoriosas, perderam uma vantagem que tinham sobre as outras, uma espécie de método, um modo de ser. É preciso jogar bola e saber de bola, mas é preciso também encontrar química, algo que mova um grupo de marmanjos e que vá além de patriotismo, cor da camisa, esse bla, bla, bla. Começa nesta quinta a era Klopp na Alemanha. E isso é o mais legal de ver no universo de seleções desta Data Fifa. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Bets já notificam clubes de rescisão se governo proibir apostas Roberta Luchsinger fez pagamentos a servidores de ministério, diz jornal Viúva de Rick desabafa: 'Como me despeço depois de 42 anos?' 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