Conteúdo Original
Esporte Futebol Caso de polícia e prejuízo milionário: sonho de arena vira pesadelo da Lusa Livia Camillo e Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 26/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Estádio do Canindé, da Portuguesa Imagem: JHONY INACIO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO A Portuguesa registrou prejuízo operacional de R$ 10,9 milhões no primeiro semestre de 2025. Conforme documentos e relatórios recuperação judicial obtidos pelo UOL , o resultado evidencia a gravidade da crise financeira no clube, apesar da previsão de uma injeção de R$ 1,2 bilhão, estabelecida no acordo de reestruturação apresentado pela SAF. Investidora fora da jogada Com o déficit, o projeto do Novo Canindé foi interrompido . A Revee, empresa imobiliária do grupo REAG que seria responsável pela obra, foi colocada fora da jogada por Alex Bourgeois, presidente da SAF, após a holding de investimentos ser alvo de operação da Polícia Federal. No entanto, o afastamento da Revee compromete o aporte de R$ 500 milhões destinado à modernização do patrimônio do clube . Como investidora e signatária do acordo, a sua saída desfigura a estrutura de financiamento do empreendimento. Sem este pilar imobiliário, a capacidade de gerar receitas para quitar as dívidas da associação é incerta. Sakamoto Bolsonaro atiça guerra entre Flávio e Michelle Josias de Souza Cirurgia de Bolsonaro vira palanque de projeto familiar Anna Virginia Balloussier Tainara ia ser feliz de novo; agora é hora de justiça Daniela Lima Silêncio de Fachin sobre Moraes alarma STF A operação tinha a REAG como alvo, mas nós não temos nenhum vínculo com ela. Em relação à Revee, ela havia sido contratada para ser a operadora do Novo Canindé, até pela experiência na gestão de praças esportivas pelo país, mas optamos por não manter essa ligação diante do que ocorreu. A operação do Novo Canindé pode ser feita por qualquer empresa do ramo de gestão de arenas, e nós escolheremos a melhor opção possíve Alex Bourgeois Impasse jurídico do Canindé Além disso, a cessão dos terrenos públicos do Canindé e do Centro de Treinamento impõe outro risco à concretização do negócio . Embora a Portuguesa utilize esses espaços há décadas, eles pertencem à Prefeitura de São Paulo e ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). A legislação vigente proíbe a transferência dessas concessões públicas para empresas privadas . Atualmente, a cessão direta para a SAF esbarra em restrições legais que exigem autorização governamental expressa ou a alteração de leis municipais. Sem essas mudanças, a exploração comercial dos terrenos por investidores permanece juridicamente inviável. O contrato estabelece a regularização dessas terras como uma condição obrigatória para o negócio . Se o poder público não autorizar a transferência, o acordo de R$ 1,2 bilhão pode ser rescindido sem o pagamento de multas. Clube social em apuros O prejuízo teve grande impacto financeiro no clube social . Pelo contrato estabelecido, a Portuguesa manteve 20% das ações da SAF, mas seu direito a receber recursos depende exclusivamente da existência de lucro. Continua após a publicidade Como a gestão do futebol, liderada pela Tauá Partners, gastou mais do que arrecadou, não houve repasse de verbas . Isso gerou um estrangulamento no caixa da associação, que viu os cofres esvaziarem. As receitas "nobres" do futebol — como cotas de TV e patrocínios — migraram integralmente para a nova empresa . Restou ao clube apenas receitas insuficientes de mensalidades sociais e aluguéis, que hoje não cobrem as despesas básicas e salários. O que diz a Portuguesa SAF Em contato com a reportagem, a SAF garante que o prejuízo não afeta seu planejamento e que não tem conhecimento da situação financeira da associação. Neste ano nós tivemos que pagar R$ 15 milhões para viabilizar o processo de recuperação judicial da associação (clube social). Isso teve impacto em nosso balanço, mas é algo que já estava previsto em nosso planejamento. Nós não temos conhecimento da saúde financeira da associação, pois são duas empresas distintas e sem envolvimento na gestão. A associação, como detentora de 20% da participação na SAF, tem direito a uma fatia de 20% nos dividendos, mas não há nenhuma outra obrigação além dessa Alex Bourgeois Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Justiça proíbe servidor da CGU de ter contato com filho de mulher agredida Luana Piovani opina sobre ex de Birkheuer: 'Sujeito asqueroso' Mercado: saída dupla no São Paulo, nova investida do Palmeiras e mais Copa do Mundo 2026: Quem pode surpreender? Colunistas debatem Com Rio em alerta e recorde em SP, calor permanecerá; veja previsões