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Esporte Suspensão de votação gera união improvável entre grupos no Corinthians Fábio Lázaro Colaboração para o UOL 25/11/2025 12h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Parque São Jorge foi palco de reunião sobre reforma do Estatuto que foi suspensa Imagem: Fábio Lázaro/UOL A suspensão da votação da reforma do Estatuto, nesta segunda-feira (24), uniu grupos políticos antagônicos do Corinthians. Quem articulou a paralisação Após os conselheiros aprovarem por unanimidade a necessidade de alterações no Estatuto, surgiram divergências em relação ao anteprojeto que seria colocado em votação, liderado por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo. Ligado ao grupo Renovação e Transparência e com apoio de alguns conselheiros vitalícios, Jorge Kalil foi o primeiro a solicitar a suspensão da votação. Ele foi quem tomou a frente nas solicitações à mesa diretora do Conselho. Sakamoto Generais golpistas ainda podem ir para a Papuda Josias de Souza Briga de Alcolumbre e Motta com petistas é teatro Mônica Bergamo Motta rompe também com líder do PL na Câmara Milly Lacombe O grande blefe de Abel ao poupar 11 titulares Achei muito interessante e importante. Até porque não poderíamos votar na pressa. Inclusive, eu redigi e coloquei em proposta o voto do Fiel Torcedor. Acho que temos que ter o voto do Fiel Torcedor, isso é irreversível. O que precisamos saber serão os requisitos para que o FT possa votar. Haverá o voto do FT, sim. Como é um anteprojeto que contém 145 artigos de mais de 500 parágrafos, não dava pra gente fazer isso de maneira rápida e intempestiva. Jorge Kalil Diretor de futebol durante a gestão de Augusto Melo, Rubens Gomes, o Rubão, uniu-se ao antigo opositor nesse movimento. Quando você faz um estatuto, reforma ele inteiro. O Estatuto do Corinthians vai ser discutido inteiro. É algo muito complexo. Fizemos uma pauta positiva para construir um estatuto de verdade ao nível do Corinthians. Rubão Em paralelo, ocorreram algumas articulações nos bastidores da reunião, que contou com Paulo Pedro, secretário do Conselho de Orientação (Cori) e um dos líderes do Movimento Corinthians Grande (chapa 82), e Felipe Ezabella, ex-candidato à presidência corintiana e ex-líder do mesmo grupo. Assim, liderado por Kalil, foi proposto o voto de apenas três pontos específicos da reforma: o direito ao voto do sócio-torcedor corintiano, cota feminina no Conselho Deliberativo, e proporcionalidade dos votos (individuais, em vez de chapinhas). Frente a isso, o ex-diretor jurídico do Corinthians, durante a gestão de Augusto Melo, Vinicius Cascone defendeu a redicussão da reforma estatutária por meio de audiências públicas. Continua após a publicidade Eu fui um dos autores do requerimento mais a Comissão de Reforma do Estatuto. Doutor Kalil, Doutor Felipe Ezabella também apresentaram requerimentos nesse sentido, para ampliar o debate inclusive para a torcida, conselheiro, associados e quem for corintiano e queira debater. A gente não pode deixar que a "Democracia Corinthiana" seja apenas uma peça de propaganda. Hoje, quem financia a torcida, de fato, é a torcida, que é o nosso maior patrimônio. A ideia de fazer audiência públicas é para que todos os interessados debatam o tema de forma democrática. Cascone Abordado pela reportagem, Felipe Ezabella foi o único entre os conselheiros que não quis se pronunciar. As lideranças da Gaviões da Fiel presentes também evitaram dar declarações, por entenderam que o momento era para os atores políticos do clube serem questionados. Essa medida teve a anuência e articulação de bastidor do conselheiro Peterson Ruan, que também apoiou ativamente Augusto Melo até o impeachment do ex-presidente. Romeu Tuma Júnior, então, propôs que as audiências ocorressem entre segundas e quartas-feiras de dezembro, em dez sessões, e que o projeto fosse votado ainda em 2025. O espaçamento das datas foi revogado internamente. Assim, foi necessária uma interrupção da sessão por aproximadamente dez minutos. Neste tempo, Romeu Tuma Júnior conversou com essas lideranças e também com Alê Oz, presidente da Gaviões da Fiel. Ao final, definiu-se que as reuniões ocorrerão entre dezembro e fevereiro, a votação no Conselho Deliberativo acontecerá depois do Carnaval e a Assembleia Geral de Sócios será realizada em março. Continua após a publicidade Com isso, Romeu buscou garantir que as definições passem a valer já para a eleição de 2026. Articulação ocorreu desde o fim de semana Os acontecimentos que se desenharam na reunião desta segunda-feira (24) já vinham sendo previstos em encontros realizados no último fim de semana. Diversas reuniões ocorreram dentro e fora do Parque São Jorge, especialmente no sábado (22). Líderes como Jorge Kalil e Felipe Ezabella se reuniram com alguns conselheiros, entre eles vitalícios e adeptos da Renovação e Transparência, como Ademir Benedito e Guilherme Strenger. Em paralelo, outros grupos políticos também se articulavam nos bastidores em busca de consenso. Continua após a publicidade Ciente dessas movimentações, Romeu Tuma Júnior admitiu alternativas para evitar a reprovação total do anteprojeto de reforma estatutária. Foi a partir daí que o presidente do Conselho passou a cogitar a possibilidade de rediscutir o projeto e agendar uma nova data para votação. Ainda que ligeiramente frustrado com o andamento da reunião, Tuma avaliou o cenário como positivo, sobretudo pelas garantias de que os pontos definidos na reforma serão aplicados já na eleição de 2026. Ex-presidente da Gaviões pede desculpas a André Negão Logo após Tuma anunciar o encerramento da reunião desta segunda-feira (24), o ex-presidente da Gaviões da Fiel, Douglas Deúngaro, conhecido como Metaleiro, pediu a palavra. Em seu discurso, criticou ideias e propostas de SAF no Corinthians e, ao final, pediu desculpas ao conselheiro André Luiz de Oliveira, o André Negão, candidato derrotado na última eleição presidencial. Continua após a publicidade Metaleiro admitiu arrependimento por ter votado em Augusto Melo, presidente destituído por impeachment. Em resposta, André Negão deixou o local onde estava e abraçou Metaleiro, selando a reconciliação entre eles. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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