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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Título e postura em final épica botam Mané entre os maiores da África Julio Gomes Colunista do UOL 19/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Sadio Mané, capitão de Senegal, comemora título da Copa Africana 2026 Imagem: AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A final da Copa Africana foi simplesmente épica, um daqueles jogos que serão para sempre lembrados. O pênalti marcado (de forma absurda e por um VAR intervencionista) no minuto 98 daria a Marrocos o esperado título caseiro, após 50 anos de espera, confirmando a opinião dos adeptos da teoria de que seria feito tudo o que fosse necessário para a taça ficar em Rabat. Os 15 minutos que sucederam o lance foram de caos. A seleção senegalesa saiu de campo, a torcida tentou invadir o gramado e o único que parecia saber o que precisava ser feito era Sadio Mané. "Nós vamos jogar", anunciou o atacante, após uma conversa ao pé do ouvido com o técnico, Pape Thiaw. Foi buscar os colegas no vestiário para "perder como homens". Mas não teve derrota. Porque teve a absurda cavadinha de Brahim Díaz, a defesa de Mendy, a prorrogação e o golaço de Pape Gueye, após bola roubada por Mané. Senegal venceu por 1 a 0 diante de atônitas 68 mil pessoas no estádio. E conquistou o segundo título africano de sua história, o segundo nas últimas três Copas - são três finais nas últimas quatro e uma invencibilidade que já atravessa três torneios. Sempre com o eixo formado por Mendy, o zagueiro Koulibaly, o volante Gana Gueye e, é claro, Mané - a face sorridente e cativante desta "era" senegalesa. Casagrande A diferença de posturas na final da Copa Africana Juca Kfouri Bidon acaba com a festa tricolor pós-impeachment Luiz Felipe Pondé Militância ideológica se iguala a fanatismo religioso Milly Lacombe Só o racismo explica a fúria da vaia que Vini Jr. levou Com o título em Rabat e, principalmente, pela postura calma e determinada no momento de revolta, Mané se coloca de vez no Olimpo dos grandes jogadores africanos da história. Ele entra em um patamar onde só estavam Samuel Eto'o e Didier Drogba. Sim, houve e há outros grandes do futebol do continente, como o próprio Salah, ex-companheiro de Mané no Liverpool. Mas poucos são os que triunfaram tanto no universo de clubes europeus quando no de seleções. No fim, "escolher" os maiores passa também por uma percepção da influência e do legado que deixam determinados jogadores. Hoje, toda criança africana quer ser como Mané. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Chegou a hora': Trump diz que Dinamarca não afastou russos da Groenlândia FGC realiza hoje primeiros pagamentos a investidores do Banco Master Brasileiros pelo mundo: Vini é vaiado em Madri, e Endrick conquista Lyon Como era o rosto de Aline Campos antes do BBB? Fotos revelam transformação BBB 26: Globo exibe imagens de Pedro tentando beijar Jordana na despensa