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A situação de Memphis Depay no Corinthians: lesão e renovação O Conselho Deliberativo do Corinthians rejeitou o texto-base da reforma estatutária em votação nesta quarta-feira, mas aprovou o direito a voto ao programa Fiel Torcedor já a partir das eleições para a diretoria deste ano. A sessão terminou sem a votação de todos os itens previstos, com retomada prevista para a próxima segunda-feira. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Depois da abertura dos trabalhos, no teatro do Parque São Jorge, houve uma votação nominal e aberta dos conselheiros. O texto-base teve votos contrários de 93 conselheiros. Outros 60 votaram a favor. O texto-base tinha uma série de alterações no estatuto, em itens em que não havia mais de uma proposta de redação. Já as propostas com mais de uma alternativa seriam votadas como destaques. Na sequência, os conselheiros deliberaram se deveriam votar ou não os 15 destaques. Foram 79 votos favoráveis à votação dos destaques e 57 contrários. No destaque sobre o Fiel Torcedor, 79 conselheiros votaram pela implantação do direito a voto aos integrantes do programa de sócio-torcedor já a partir das eleições de 2026 para quem tenha contribuído nos últimos quatro anos, sem cobrança de taxa adicional. Para os próximos pleitos, todos os requisitos passarão a valer, inclusive a taxa. Nove conselheiros votaram pela aprovação do Fiel Torcedor a partir de 2030. Dois conselheiros votaram pela terceira redação da proposta, que não prevê votação ao Fiel Torcedor. Depois da votação de dois destaques, o presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, suspendeu a sessão e marcou a continuidade dela para a próxima segunda-feira. 1 de 1
Sessão do Conselho Deliberativo do Corinthians para votação da reforma do estatuto — Foto: Vitor Chicarolli Sessão do Conselho Deliberativo do Corinthians para votação da reforma do estatuto — Foto: Vitor Chicarolli Discussões e divergências A sessão começou com uma divergência entre o conselheiro Felipe Ezabella e o presidente licenciado do Conselho, Romeu Tuma Júnior. Pantaleão explicou que, se o texto-base fosse rejeitado, não seria necessário votar os destaques. Entretanto, o conselheiro Rozallah Santoro pediu a palavra e defendeu que os destaques fossem votados mesmo assim, já que se tratam de alterações possíveis em cima do texto atual do estatuto. Romeu Tuma apresentou uma questão de ordem para que Pantaleão esclarecesse que, mesmo no caso de rejeição, o texto deveria ser submetido na íntegra para votação dos associados em assembleia geral. Na sequência, Ezabella pediu a palavra e, contestando Romeu Tuma, sustentou que somente os itens aprovados pelo Conselho fossem colocados para votação entre os sócios. Ele alegou que a decisão sobre essa divergência fosse votada pelo plenário. Foi só após essa discussão que Pantaleão deu início à votação do texto-base e depois proclamou o resultado. Assim que a votação terminou, alguns conselheiros deixaram a sessão, o que reduziu o quórum para a deliberação seguinte, se os destaques deveriam ser votados ou não. Parte dos conselheiros se opôs à ideia de continuar a sessão, com a alegação de que, rejeitado o texto-base, os destaques não deveriam ser votados. Eles também resistiram à proposição de Pantaleão de fazer uma votação para decidir se votariam ou não os destaques. Rubens Gomes, o Rubão, Alexandre Husni e Jorge Kalil se manifestaram contra a continuidade da sessão, se apoiando em uma fala inicial de Pantaleão de que, rejeitado o texto-base, os destaques seriam votados. Porém, o presidente em exercício colocou o assunto em debate, e maioria presente decidiu votar os destaques. Com a proclamação do resultado, integrantes de torcidas organizadas, presentes no teatro, protestaram contra os conselheiros vitalícios. Um deles bradou: "O Corinthians não tem dono, vocês têm regalias". Depois, os conselheiros votaram dois destaques - o primeiro sobre constituição de sociedade empresarial (não se trata de transformação em SAF) e o segundo sobre o voto do Fiel Torcedor. A partir daí, conselheiros passaram a pressionar o presidente do Conselho pelo encerramento da sessão nesta quinta-feira, com retomada na semana que vem. Os conselheiros Vicente Cascone, Herói Vicente e Ezabella se pronunciaram no sentido de que apenas os itens aprovados pelo Conselho fosse submetido à assembleia geral, enquanto Pantaleão e Romeu Tuma defenderam que todo o projeto fosse submetido aos sócios, independente da decisão dos conselheiros. O imbróglio não teve uma resolução até a suspensão da sessão. + Leia mais notícias do Corinthians 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge 50 vídeos