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Aos 3 minutos, em Bragança, Laquintana evitou que a bola saísse pela linha e a cruzou para Jhon Jhon fazer 1 a 0. No minuto seguinte, o uruguaio lançou Sasha que fez 2 a 0. Foi tudo que o Bragantino fez no primeiro tempo contra o atarantado Fluminense. Precisava fazer mais? Sim, porque aos 46 o Flu achou seu gol com Hércules, em boa jogada de Canobbio na linha de fundo. O segundo tempo responderia, mas, a julgar pelo que o Flu não fez nos 45 minutos iniciais, parecia nem ser preciso até que se deu o 1 a 2. Depois de sete jogos sem vitória e seis derrotas seguidas, o Braga voltava a vencer e complicar o sonho tricolor de se aproximar do topo da tábua. Mas o tricolor estava no jogo como havia deixado de estar em quatro fulminantes minutos. Renato Gaúcho deve ter alertado o time no intervalo para não bobear no reinício do jogo. Se o fez, foi em vão. No segundo minuto, Vanderlan cruzou na perfeição da esquerda e Laquintana, cansado de dar passes para os gols, fez o dele, o do 3 a 1. O Fluminense batia o recorde mundial de sofrer gols em começos de etapas. Renato só não foi chorar em seu quarto porque Bragança Paulista fica a 450 quilômetros da casa dele no Rio de Janeiro. Desanimador, de fato. Se a defesa carioca, porém, estava um queijo suíço, o ataque estava guerreiro como gosta a torcida. Aos 17 minutos o Fluminense voltou outra vez à partida. Chute potente e cruzado de Guga resultou em rebote de Cleiton do qual Lucho Acosta se aproveitou para diminuir: 3 a 2. O fantasma da invencibilidade reversa do Braga novamente se fez presente. Nonato e Soteldo foram em busca do empate e Manoel e Canobbio saíram, aos 29. Seis minutos antes o Braga já havia sacado Sasha e Laquintana para Mosquera e Borba jogarem e, no intervalo, trocado Praxedes por Davi Gomes. Aos 32, saiu Vanderlan e Gulherme entrou a tempo de ver dentro de campo o 4 a 2, de Davi Gomes, em contra-ataque que Guga não pode interromper porque escorregou. Gomes cavou com frieza sobre Vitor, o recordista mundial em número de jogos. Um minuto antes Fuentes tinha desperdiçado o empate em cabeceio bizarro ao receber de Soteldo. Aí Acosta foi-se e Santi Moreno. Diga-se que o Flu insistiu até o fim e que o Braga foi de uma eficácia digna de nota, embora, no fim do jogo, tenha perdido dois gols em contra-ataques. Não era dia do quarto colocado na Copa do Mundo de Clubes e o Braga tirava a barriga da miséria.