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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Bidon foi o representante genuíno nesse título de quem nasceu no Terrão Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 22/12/2025 11h08 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Bidon em ação durante Vasco x Corinthians, duelo da final da Copa do Brasil Imagem: REUTERS/Pilar Olivares Para um corintiano, não há nada igual a ver seu time campeão vencendo fora de casa, principalmente no Maracanã, com os torcedores adversários secando e torcendo contra, e ainda por cima com um representante da base do Corinthians em campo, sendo determinante. Historicamente, o Corinthians sempre teve seus representantes genuínos em suas finais, e neste final com o Vasco, esse cara foi o Breno Bidon. Que partida fez esse garoto, que conhece desde pequeno a raça corintiana, que sabe que a técnica é muito importante, mas que, com essa camisa, precisa ter espírito de luta. Quem, além de uma jogada genial como a que ele fez no gol do título, precisa vir acompanhada de algumas divididas, alguns carrinhos e de alguns gritos? O "Terrão" sempre esteve presente nos títulos do Timão; são raras as conquistas sem um representante do Parque São Jorge nelas. Josias de Souza A volta de gafanhotos em RR e a corrupção rotineira Daniela Lima Pressão de Fachin no STF por código amplia divisão PVC Corinthians pode pagar dívidas e ser campeão Juca Kfouri São Paulo amanhece em preto e branco Além do Bidon, tivemos outro cara que cresceu no Corinthians e que foi também muito determinante, que é o volante Maycon. Maycon e Bidon, dois caras que cresceram no Parque São Jorge e hoje são campeões da Copa do Brasil. Eu, que cheguei ao Corinthians aos 10 anos de idade para jogar na categoria Dente de Leite, fico emocionado de ver o time campeão e de ter um nosso representante dentro de campo. Sim, nosso representante. Porque existem os jogadores do Corinthians e os jogadores que nasceram no Corinthians. São duas espécies raras, mas com formações diferentes. Os que nasceram crescem sabendo como devem se comportar com essa camisa, o que é importante ter para vesti-la, e o orgulho que é ser campeão com ela. Os que chegam nem sempre conseguem entender o que é jogar ali, o que é prioridade para alguém chegar e cair nas graças da torcida. Esse time conseguiu unir as duas espécies e, por isso, conquistou um título nacional importante e difícil. Neste domingo, no Maracanã, não dava para distinguir quem nasceu e quem chegou ao Corinthians; tamanha foi a entrega e a dedicação para essa conquista. Mas a belíssima jogada do gol do título, realizada pelo Bidon, que nasceu no clube, foi muito significativa para a história. Esse garoto é muito bom de bola e não deve mais sair do time titular, porque ele representa a fiel torcida em campo, como sempre teve alguém fazendo isso. Em 1977, estavam dentro de campo o eterno Wladimir e o zagueiro Zé Eduardo como representantes da base. Em 1979, além do Wlá, ainda estavam os zagueiros Mauro e Zé Eduardo. Em 1982, fomos marcantes em campo com o Sollito no gol, Wladimir, Ataliba e eu, e o terceiro gol daquela vitória por 3 x 1 contra o São Paulo mostrou o nosso peso em campo, com o Ataliba fazendo uma jogada incrível e eu marcando o gol que fechou o título daquele ano. Continua após a publicidade Em 1988, entre tantos, um goleiro que ganhou a posição de grande Carlos chamado Ronaldo passava segurança, enquanto um centroavante jovem chamado Viola fazia o gol de mais um título, dando um carrinho no meio da jogada e deslocando o goleiro. E assim por diante, os títulos foram sendo conquistados, e por ser Corinthians, nada mais representativo que um garoto representante dos povos indígenas, mais especificamente da etnia Xucuru-Kariri, sendo o lateral direito de títulos brasileiros, paulista e mundial em 2000, vencido, coincidentemente, em cima do Vasco, no mesmo estádio Mário Filho (Maracanã). Me refiro ao Índio. Todos nós que viemos da base na época do verdadeiro Terrão, ou aqueles que já vieram da grama artificial, fomos muito bem presenteados por esse garoto incrível chamado Breno Bidon. Quero dar os parabéns e, ao mesmo tempo, agradecer ao Breno Bidon por nos representar em mais um título corintiano. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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