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O Avaí foi condenado a pagar cerca de R$ 2,5 milhões por dívidas com o atacante Hygor e o goleiro César Augusto. As ações trabalhistas envolvendo os dois ex-atletas do Leão da Ilha constam o não pagamento de direitos como salários, FGTS , férias, auxílio moradia e multas. As setenças foram proferidas pela 1ª e 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis de Florianópolis, na última sexta-feira. 📱Receba as notícias do Avaí no canal do ge no WhatsApp 1 de 5
Bandeira do Avaí na Ressacada — Foto: Leandro Boeira / Avaí F.C. Bandeira do Avaí na Ressacada — Foto: Leandro Boeira / Avaí F.C. A sentença reconhece que o clube está em recuperação judicial desde 2023, mas determina continuidade do processo trabalhista, apuração normal dos créditos e o reconhecimento de que os valores cobrados têm natureza “extraconcursal”, por serem posteriores ao pedido de RJ. Mais sobre o Leão + Chico Lins na Rede: Avaí joga bem, mas empata + Avaí empata com o Fortaleza pela Série B O ge entrou em contato com a defesa dos jogadores, o advogado Filipe Rino, que deu detalhes sobre as condenações (veja abaixo). A reportagem também procurou a diretoria do Avaí FC, que ainda não se pronunciou oficialmente, mas afirma que está ciente e analisa o caso. César Augusto 2 de 5
César Augusto, ex-goleiro do Avaí — Foto: Leandro Boeira/Avaí César Augusto, ex-goleiro do Avaí — Foto: Leandro Boeira/Avaí Conforme a sentença da ação trabalhista movida por César Augusto, proferida pela 1ª Vara do Trabalho de Florianópolis, na última sexta-feira, o atleta alegou atraso de salários, falta de pagamento de auxílio-moradia, inadimplência nos direitos de imagem, ausência de depósitos de FGTS. A ação tinha valor inicial de R$ 2.254.252,35. O jogador foi contratado em janeiro de 2024 com salário inicial de R$ 15 mil, auxílio-moradia de R$ 3 mil e direito de imagem de R$ 10 mil. O contrato foi prorrogado até dezembro de 2026 , com reajustes salariais sucessivos, chegando ao montante de R$ 44 mil mensais em 2025. A Justiça confirmou decisão liminar que havia reconhecido a rescisão indireta do contrato em 9 de dezembro de 2025 , liberando o jogador para atuar por outro clube, por descumprimento contratual do Avaí — ele está atualmente no Novorizontino. Foi considerado que: o Avaí recolheu FGTS apenas em janeiro e fevereiro de 2024, houve atraso salarial de forma prolongada, além da inadimplência ultrapassar o limite previsto na Lei Geral do Esporte. 3 de 5
César Augusto, goleiro do Novorizontino — Foto: Pedro Zacchi César Augusto, goleiro do Novorizontino — Foto: Pedro Zacchi A juíza Mariana Philippi de Negreiros condenou o Avaí ao pagamento de: Verbas trabalhistas: salários atrasados de julho a novembro de 2025; saldo salarial de dezembro de 2025; aviso-prévio indenizado; férias integrais acrescidas de 1/3; 13º salário integral de 2025; auxílio-moradia atrasado; parcelas vencidas do contrato de imagem entre abril e novembro de 2025; saldo proporcional de dezembro de 2025. Direito de imagem: parcelas vencidas entre abril e novembro de 2025; saldo proporcional de dezembro de 2025. Cláusula compensatória desportiva: o Avaí foi condenado a pagar os salários correspondentes ao período de 11 de janeiro de 2026 até 31 de dezembro de 2026. FGTS e multa: recolhimento integral do FGTS do período contratual e pagamento da multa de 40% sobre os depósitos devidos. O valor provisório da condenação foi arbitrado em R$ 1,5 milhão. Hygor 4 de 5
Hygor, ex-atacante do Avaí — Foto: Avaí F.C Hygor, ex-atacante do Avaí — Foto: Avaí F.C A sentença do caso de Hygor foi proferida pela 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, também na última sexta. A juíza Danielle Bertachini julgou a ação e condenou o clube ao pagamento de verbas trabalhistas e contratuais ao atleta, assim como terá de pagar à César. O clube chegou a alegar que os valores de direito de imagem tinham natureza civil e não poderiam ser discutidos na Justiça do Trabalho, porém, a magistrada rejeitou e reconheceu que o contrato de imagem decorre diretamente da relação de trabalho do atleta. O jogador deixou o clube no final da temporada passada , após 70 jogos com a camisa do Leão. 5 de 5
Hygor está atualmente no Botafogo-SP — Foto: João Victor Menezes de Souza / Agência Botafogo Hygor está atualmente no Botafogo-SP — Foto: João Victor Menezes de Souza / Agência Botafogo Diante disso, o Avaí foi condenado a pagar: R$ 234.666,66 em direitos de imagem atrasados; R$ 260 mil em salários atrasados; R$ 66.666,66 de auxílio-moradia; R$ 71.500,00 de 13º proporcional; R$ 95.333,33 de férias proporcionais + 1/3; R$ 157.560,00 de FGTS; R$ 14 mil de premiação pelo título do Campeonato Catarinense de 2025; R$ 78 mil de multa do artigo 477 da CLT; R$ 96.416,66 de multa do artigo 467 da CLT; Honorários advocatícios de 10% sobre o proveito econômico da ação. A condenação foi estimada em R$ 1.074.143,31. Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc