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Esporte Futebol Associações de arbitragem repudiam punição a Ramon Abatti e VAR no STJD Do UOL, em São Paulo 19/11/2025 16h33 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Ramon Abatti Abel foi o árbitro de Corinthians x Flamengo, duelo do Campeonato Brasileiro Imagem: Miguel Schincariol/Getty Images A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) e a Associação de Árbitros de Futebol do Brasil (Abrafut) emitiram notas criticando as sanções a Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) os puniu com 40 dias de suspensão por erros técnicos no clássico entre São Paulo e Palmeiras. Ramon Abatti era o árbitro principal, enquanto Ilbert Stevam estava responsável pelo VAR. Nas publicações (veja abaixo) , as associações de arbitragem criticam o critério de julgamento do STJD. Enquanto os árbitros foram punidos, dirigentes que criticaram suas decisões "escaparam" com punições brandas. Amanda Klein BC crava independência no caso Master Carlos Nobre Um novo pacto pelo fim do desmatamento Mônica Bergamo Haddad se recusou a receber dono do Master Ronilso Pacheco Alcolumbre põe Lula em saia-justa sobre Pacheco De acordo com o tribunal, a dupla recebeu a punição por não ter marcado pênalti de Allan , do Palmeiras, em Tapia, do São Paulo, quando a partida estava 2 a 0 para o Tricolor. O Alviverde acabou vencendo por 3 a 2. Classificação e jogos brasileirao Outras supostas falhas também foram analisadas, como a possível expulsão de Andreas Pereira , do Palmeiras, por pisão em Bobadilla. Veja as notas das associações de arbitragem Abrafut "A ABRAFUT manifesta profunda indignação diante da punição aplicada aos árbitros envolvidos na partida São Paulo x Palmeiras, suspensos por 40 dias por supostos erros técnicos, enquanto dirigentes que proferiram ofensas públicas e ataques diretos à honra dos profissionais receberam apenas advertências brandas. É inadmissível que erros inerentes à dinâmica do jogo -- passíveis de correção por meio de treinamentos, avaliações e aperfeiçoamento contínuo -- resultem em punições desproporcionais, ao passo que comportamentos antidesportivos, atentatórios à ética e ao respeito institucional sejam tratados com leniência. A disparidade no rigor das punições evidencia um tratamento injusto e desequilibrado, que expõe a arbitragem a constrangimento público e fragiliza sua autoridade em campo. Ao punir severamente árbitros por decisões interpretativas, enquanto releva ofensas proferidas por dirigentes, cria-se um ambiente hostil que ameaça a integridade do trabalho e a segurança emocional dos profissionais. A categoria reafirma seu compromisso com o futebol brasileiro, com a ética e com o constante aprimoramento técnico. Contudo, repudia veementemente qualquer julgamento seletivo, qualquer punição desproporcional e qualquer tentativa de transformar a arbitragem em bode expiatório para pressões externas. Por respeito ao esporte, à justiça e à transparência, exigimos que os critérios disciplinares sejam aplicados de forma equânime, imparcial e com o mesmo rigor para todos os envolvidos no espetáculo. A arbitragem merece respeito. E se o STJD não conhece as regras do jogo de futebol, em particular a regra 5, também merece respeito." ANAF "A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) manifesta sua discordância em relação à decisão do STJD que suspendeu por 40 dias o árbitro e o VAR da partida São Paulo x Palmeiras. A medida é, a nosso ver, equivocada e desproporcional. O Código Brasileiro de Justiça Desportiva é claro. A responsabilização disciplinar da arbitragem exige conduta objetivamente enquadrada em infração prevista em lei, como deixar de observar as regras da modalidade ou descumprir obrigações próprias da função. Divergência interpretativa em lance de jogo, por mais polêmica que seja, não se confunde com violação de regra. A própria Justiça Desportiva já reconheceu, em manifestações anteriores, que decisões técnicas devem ser preservadas, reservando sanções disciplinares para situações excepcionalíssimas, como erro de direito relevante, fraude, má fé ou corrupção. Punir árbitros apenas porque houve discordância posterior sobre lances de jogo fragiliza a segurança jurídica e abre um precedente perigoso para toda a categoria. Entendemos que eventuais ajustes de desempenho devam ser tratados, em primeiro plano, na esfera técnica da Comissão de Arbitragem da CBF, com análise criteriosa, formação contínua e correção de rumos quando necessário, e não por meio de decisões disciplinares que respondem ao calor do resultado e à pressão externa. A ANAF reafirma seu respeito às instituições da Justiça Desportiva, mas exige o mesmo respeito ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva, à independência técnica da arbitragem e à dignidade dos profissionais que atuam em campo e na cabine. A entidade acompanhará de perto a defesa dos envolvidos e avaliará as medidas cabíveis para que decisões futuras observem com rigor os limites da legislação esportiva. A arbitragem brasileira merece respeito." Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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