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Josh Wander , co-fundador da 777 Partners , ex-dona da SAF do Vasco da Gama , entre outros clubes, declarou-se culpado de acusações de fraude, em julgamento em Nova York (EUA), nesta quinta-feira (16), e concordou em restituir US$ 500 milhões, mais de R$ 2,5 bilhões, em prejuízos causados por um grave esquema de fraude.
Durante a audiência de confissão, Wander admitiu ter contraído empréstimos em 2021 e 2022 com base em números que exageravam seus ativos. "Na época em que fiz essas coisas, eu sabia que estava fazendo algo errado e lamento profundamente minha conduta", disse no tribunal.
O juiz marcou a sentença para 1º de março, quando Wander, que permanecerá em liberdade sob fiança, poderá enfrentar até 40 anos de prisão se for condenado. Wander concordou em pagar a quantia bilionária em restituição aos investidores.
A empresa de Wander investiu pesado no futebol em 2021, adquirindo participações em clubes com dificuldades financeiras que se recuperavam dos jogos em estádios vazios durante a pandemia de COVID-19.
A empresa 777 Partners detinha participações em uma companhia aérea australiana, além dos clubes Hertha Berlin , na Alemanha, Genoa , na Itália, Standard Liège , na Bélgica, e Vasco da Gama, no Brasil.
Em 2024, Wander e a 777 fracassaram em sua maior empreitada no futebol, não conseguindo comprar o Everton, nove vezes campeão inglês, devido a questionamentos sobre o negócio após um investidor londrino entrar com um processo em Nova York.
A história da 777 tornou-se um exemplo do que pode dar errado na tendência global do futebol de propriedade de múltiplos clubes — investidores adquirindo participações em diversos clubes em diferentes países.
A UEFA , entidade máxima do futebol europeu, identificou essa tendência como uma ameaça à integridade dos jogos e ao mercado de jogadores, que movimenta mais de 10 bilhões de dólares anualmente.
Os promotores afirmaram que Wander usou a 777 Partners para enganar credores e investidores privados, desviando centenas de milhões de dólares ao oferecer como garantia ativos que sua empresa não possuía, falsificar extratos bancários e fazer outras declarações falsas sobre a situação financeira da empresa.