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Opinião Esporte Copa será segura para visitantes? Imigração dos EUA exige reflexão Andrei Kampff Colunista do UOL 10/01/2026 11h06 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A Copa do Mundo de 2026 se aproxima cercada de promessas de celebração, diversidade e festa global. Mas, fora dos estádios, cresce um debate que o esporte não pode fingir não ver: a política migratória dos Estados Unidos e seus impactos diretos sobre segurança, direitos humanos e liberdade de circulação . A pergunta é simples - e incômoda: a Copa será segura para todos os torcedores? Depois dos últimos episódios é possível ir além, FIFA deveria levar Copa para outro local? As últimas notícias mostram uma política migratória cada vez mais agressiva. Operações intensificadas do serviço de imigração, confrontos armados envolvendo agentes federais, relatos de abusos, protestos em diversas cidades e um clima de tensão permanente em comunidades latinas e estrangeiras. Não se trata de retórica política, mas de fatos que revelam um ambiente de exceção normalizada , em que imigração passa a ser tratada como caso de polícia — e não de direitos. Do ponto de vista jurídico, o problema é claro. Estados têm o direito de controlar suas fronteiras, mas não à margem de tratados internacionais , da proteção contra discriminação, do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana. Quando a política migratória se ancora no medo, na força e na lógica do inimigo interno, ela deixa de ser política pública e passa a ser violência institucional legitimada . Paulo Camargo O que líderes podem aprender com a Venezuela Diogo Cortiz Cortes em pesquisas sufocam futuro do país Casagrande Há 49 anos, Ademir fazia seus últimos gols na Lusa Juca Kfouri O melhor Campeonato Paulista dos últimos tempos E é aqui que o esporte entra, porque ele não chega mais "neutro" aos países-sede. A FIFA incorporou formalmente compromissos com direitos humanos, exigindo que países anfitriões garantam segurança, não discriminação e liberdade de expressão a atletas, jornalistas, trabalhadores e torcedores. A Copa não é apenas um evento esportivo; é um ambiente jurídico temporário , com obrigações claras assumidas em contratos e regulamentos. A experiência recente mostra que isso não é abstração. Em outras Copas e Jogos Olímpicos, políticas internas de Estados-sede foram questionadas — de direitos trabalhistas a liberdade de imprensa. O diferencial agora é que a política migratória americana afeta diretamente o acesso ao evento : entrada no país, controle em aeroportos, abordagens policiais, perfilamento racial e risco de detenções arbitrárias. Para muitos torcedores, especialmente latino-americanos, africanos e árabes, a viagem pode deixar de ser festa para virar incerteza. O histórico recente do esporte também pesa. Após a invasão da Ucrânia, o movimento esportivo abandonou de vez o conforto da neutralidade absoluta. Sanções, exclusões e restrições simbólicas mostraram que o esporte escolhe quando entende que valores fundamentais foram violados . Isso criou uma expectativa legítima: se direitos humanos importam, eles importam sempre, inclusive quando o país-sede é o centro do sistema. A Copa de 2026 coloca o esporte numa posição delicada. Não se trata de boicote, nem de histeria. Trata-se de prevenção, coerência e responsabilidade institucional . FIFA, comitês organizadores e autoridades americanas precisarão responder, com transparência, a perguntas objetivas: haverá garantias claras contra discriminação? Protocolos para proteger torcedores estrangeiros? Treinamento específico de forças de segurança? Compromissos públicos verificáveis? Ignorar o tema não o fará desaparecer. Pelo contrário: a ausência de respostas amplia o risco . O maior perigo não é um incidente isolado, mas a normalização de práticas que afastem torcedores, inibam a circulação e transformem a Copa num evento juridicamente blindado por dentro, e socialmente hostil por fora. No fim, a questão é maior que futebol. Uma Copa do Mundo só é segura quando todos se sentem seguros: quem entra, quem trabalha, quem torce, quem protesta. Se o esporte quiser sustentar o discurso de direitos humanos que ele próprio escolheu adotar, precisará olhar de frente para a política migratória dos EUA. Porque, em 2026, a fronteira também será parte do jogo . Continua após a publicidade Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Este conteúdo tem o patrocínio do Rei do Pitaco. Seja um rei, seja o Rei do Pitaco. Acesse: www.reidopitaco.com.br . Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Lei em Campo por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Filha de Olavo buscava na Justiça gerir herança do pai; irmãos contestavam Caças, ciberataque e fator surpresa: como os EUA romperam a defesa aérea venezuelana Empresário, corredor e pai de 3: quem era homem achado morto no mar em SC Lula nomeia ministro interino da Justiça; PT disputa vaga ainda não criada 'Não acho que será necessário', diz Trump sobre suposta captura de Putin