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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Gérson e Paquetá fazem recordes de transferências subirem 200% em sete anos Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 14/01/2026 08h38 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Lucas Paquetá pode se tornar o número um entre as contratações mais caras do Brasil Imagem: GLYN KIRK/AFP Carlitos Tévez foi a transferência recorde do futebol brasileiro entre dezembro de 2004, quando chegou ao Corinthians por R$ 60 milhões, até janeiro de 2019, quando o Flamengo contratou De Arrascaeta, do Cruzeiro, por R$ 89 milhões. A compra mais cara da história do Brasil demorou 14 anos e um mês para ser batida. Arrascaeta reinou como recorde por quatro anos, em função do preço alto de sua contratação e, também, da pandemia, que tirou dinheiro do mercado e inibiu grandes negociações. Até Gérson voltar do Olympique de Marselha para o Flamengo, no início de 2023. Desde então, o recorde foi batido cinco vezes: Gérson (Flamengo, 2023), Luiz Henrique (Botafogo, 2024), Almada (Botafogo, 2024), Vítor Roque (Palmeiras, 2025), Gérson (Cruzeiro, 2026). A sexta quebra de recorde pode ser a contratação de Paquetá pelo Flamengo, por aproximadamente R$ 248 milhões. José Fucs A 'extrema direita' e o 'gabinete do ódio' petista Sakamoto Intervenção dos EUA só irá bombar a tragédia no Irã Juca Kfouri Garotada do Vitória aprende o que é roubo Maria Prata Já foi em um aquadate? O novo vocabulário do amor Entre os R$ 89 milhões pagos pelo Flamengo para ter De Arrascaeta, em 2019, e os R$ 186 milhões gastos pelo Cruzeiro para repatriar Gérson, do Zenit, neste janeiro de 2026, os números subiram 208%. Entre Gérson, 2023, e Gérson, 2026, a alta é de 202% Se Paquetá vier para o Flamengo por 40 milhões de euros (R$ 248 milhões), a alta chegará a 269%. Nos três anos, entre Gérson voltar ao Flamengo e ser contratado pelo Cruzeiro, a inflação acumulada do Brasil é de 14,71%. O que explica a subida estratosférica dos números são os valores mais altos de contratos de televisão, turbinados com a concorrência pelas entradas de Amazon Prime, Cazé TV, Record TV, Warner e Paramount. Também o crescimento dos acordos por patrocínios nas camisas, impulsionado pelos sites de apostas. Em menor escala, pelo aumento de público e por alguns clubes dinamizaresm as receitas de dias de jogos. O que fica claro é que o dinheiro a mais no mercado não está refrescando a vida dos grandes clubes, com exceções de Flamengo e, em menor escala, do Palmeiras. Os maiores beneficiados são os jogadores, os artistas. Não que esteja errado. Paga-se por ingressos para ver os craques. Muitas vezes, para ver seu time, independentemente dos jogadores. A única maneira de concorrer com os europeus é gastar mais para contratar quem está na Europa ou para evitar exportações precoces, como nos casos de Rodrygo, Vinicius Júnior, Estêvão e Endrick. Continua após a publicidade Ainda se está distante disso. Mas os números só aumentam. Mais aqui do que na Europa. Desde a rescisão de contrato de Neymar com o Barcelona, paga pelo Paris Saint-Germain com 222 milhões de euros, em 2017, a maior transferência de todos os tempos não muda de dono. Neymar reina como o mais caro da história desde que foi para a França. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 8 ferramentas mostram como a China virou o jogo da Inteligência Artificial Irã diz que fará 'julgamentos rápidos' e execuções de manifestantes presos Nova ordem mundial? Ação dos EUA e Europa acuada redesenham xadrez global Palmeiras tem sinal verde de Arias, mas precisa derrubar cláusula pró-Flu Novo ministro da Justiça ganhou Lula e o PT debelando crises nos bastidores