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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Flamengo comete erros bizarros em sequência e não sai do atoleiro Rodrigo Mattos Colunista do UOL 27/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Filipe Luís e jogadores do Flamengo acompanham o Lanús levantar a taça da Recopa Sul-Americana no Maracanã Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF Ao final da Recopa, o Flamengo somava 20 chutes a gol, quatro grandes chances e 77% de posse de bola diante do Lanús. Perdeu por 3x2 mais um título. E é incorreto dizer que a derrota foi injusta. Ora, isso parece um incoerência. Mas não é. O futebol é um jogo de margens pequenas, não é vôlei ou basquete. Cada equívoco é decisivo e cobra seu preço especialmente em finais. Marco Antonio Sabino O mau cheiro do Judiciário enjoa a opinião pública Alicia Klein É hora de cobrar o presidente do Flamengo Juca Kfouri A sexta-feira da histeria rubro-negra Daniela Lima Gilmar Mendes puxa reação de corpo do STF O início do ano do Flamengo tem um nível coletivo, físico e técnico bem inferior ao que se viu em 2025. É um fato. Jogadores como Léo Ortiz, Arrascaeta e Pedro não jogam nem de perto seus melhores momentos. Mais do que isso, o time tem repetido erros técnicos em profusão. Diante de um Maracanã cheio, o elenco recheado deveria ser suficiente para suprir essas lacunas. Filipe Luís, diga-se, acertou na escalação ao buscar os jogadores em melhor fase, os mais inteiros, como Carrascal, Plata, Lino, Danilo na zaga. Mas vacilou com Ayrton Lucas na lateral, a não ser é que Alecsandro não tivesse condição física. O time foi melhor nesta etapa, teve três chances de gol. Mas alguns dos atletas rubro-negro são alérgicos a gol, com Carrascal e Plata. Do outro lado, Ayrton e Rossi protagonizaram uma autêntica cena dos trapalhões. O que era um lance para aproveitar Lozada fora do gol do Lanús se transformou em um convite a própria meta. Sem pressão, o lateral deu passe fraco, desconcentrado, se ligou só quando já entregava a bola a Castillo. Rossi escorregou e completou a lambança. O Flamengo se recuperou com um pênalti e evitou a pressão que se ensaiava no Maracanã. Verdade seja dita que a parcela da torcida que queria apoiar abafou a que queria vaiar. No segundo tempo, Filipe também passou a errar. Tirou Lino que era o melhor atacante - acertando passes, criando volume ofensivo - do time por Cebolinha. A entrada de Pedro era previsível. Mas como está mal o centroavante: não ganha bolas, não se antecipa, erra tecnicamente quando receber é um peso morto. O Flamengo procurava um segundo centroavante no mercado, mas a real é que hoje não tem nem um. Continua após a publicidade Paquetá, a maior aposta da temporada, entrou ainda pior. Vive uma fase que mistura afobação e erros técnicos primários. Tem armado contra-ataques, errado passes fáceis e pouco produzido. Foi um dos piores da noite. O Flamengo se tornou um time meio aleatório com Cebolinha de lateral-direito avançado, Ayrton Lucas do outro, e um monta de jogadores próximo a área, inclusive um Bruno Henrique que é um sombra do passado. Apesar de aleatório, o time não atacava no modo abafa total, há uma certa soberba neste Flamengo ao avançar. Quase uma vergonha de ser direto e uma necessidade de refinar tudo. E refinar em um momento em que todos não conseguem acertar nada. Enfim, conseguiu o empate no placar agregado no pênalti sofrido por Arrascaeta. Seguia o domínio rubro-negro, mas sempre à beira do desastre por erros infantis. A prorrogação com os times cansados deveria favorecer o Flamengo que tinha mais peças. Mas foi o Lanús que marcou no final. Paquetá marcava Canale no escanteio e o largou. Ele subiu também próximo a um Léo Ortiz, que substituiu Danilo, voando no ar em busca do futebol perdido. E cravou o segundo do Lanús. Continua após a publicidade O toque final foi o gol de Bou após erro de Pulgar ao tentar matar o contra-ataque. Filipe Luís disse que o Flamengo fez um "grande jogo". Escapa ao treinador, jovem e vitorioso, que erros técnicos fazem parte da avaliação de uma atuação de um time. E nenhuma equipe que erra de forma tão sequencial quanto o Rubro-Negro atual ganha nada. Na arquibancada, a torcida cantava time sem vergonha. Pode ser injusto com um time campeão da Libertadores e do Brasileiro. Será, no entanto, muito difícil convencer o torcedor de que há exagerado diante do futebol apresentado. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Calderano e Bruna batem nº 1 do mundo e são campeões de Grand Smash Sydney Sweeney brilha em ensaio ousado com lingerie nude Choro, desculpas e bronca: entenda a 'treta' entre Neymar e Thiago Mendes O que pode levar ao coma induzido, estado do humorista Marquito, do SBT? CNJ afasta desembargador que absolveu homem em caso de estupro de menina