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A desorganização marca o Botafogo em 2026, e a derrota para o Internacional , no último sábado (24), foi apenas um retrato da temporada caótica do Alvinegro. Em uma partida que era importante dar resposta à altura de olho na dificuldade da reta final, a equipe comandada por Tite foi atropelada e pouco competiu.
O recorte do trabalho recente do treinador ex-Seleção é de cinco jogos, com três derrotas, um empate e uma vitória, sendo essa com atuação muito criticada pela torcida diante da lanterna Chapecoense. O tempo para correção dos problemas é curto e a necessidade de resultados se faz urgente.
Tite ainda não encontrou o encaixe defensivo que faça o time parar de sofrer. No Beira-Rio, o Inter foi mais perigoso desde o apito inicial. O relapso Botafogo erra, não minimiza a possibilidade de falha e, na transição, escancara problemas no sistema defensivo – que é a tônica desde o início do ano, quando o técnico ainda era Martín Anselmi.
Falta combatividade e competitividade a um time que, apesar de muita qualidade técnica, se mostra frágil a cada jogo. A trinca de meias com Allan, Danilo e Montoro não tem dado a pegada necessária. Na primeira linha, o posicionamento da zaga segue como o grande ponto de atenção.
Uma rodada a mais e a distância para a zona de rebaixamento caiu um ponto. São 39 somados pelo Botafogo, contra 33 do Corinthians, que abre a zona de rebaixamento na 17ª colocação.
O próximo compromisso será na quarta-feira (28), novamente fora de casa, contra outro time desesperado na luta contra o rebaixamento. O Botafogo visita o Remo, às 21h30, no Mangueirão, em Belém, pela 33ª rodada.