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F1: Antonelli vence GP da China; Bortoleto não larga A Audi, equipe do brasileiro Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, confirmou nesta sexta-feira (20) que Jonathan Wheatley não é mais o chefe da escuderia. Em comunicado divulgado à imprensa (leia no fim da matéria) , o time alemão afirmou que o inglês deixa a chefia de forma imediata e citou "motivos pessoais" para a decisão. O italiano Mattia Binotto, atual gestor do projeto Audi na F1, vai assumir o cargo e passa a acumular funções. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Leclerc aprova carros, mas critica a classificação da F1 2026 Chefe da Mercedes diz que Red Bull "horrível" afeta visão de Verstappen 1 de 5
Gabriel Bortoleto recebe parabéns de chefe da Sauber, Jonathan Wheatley, após pontuar no GP da Áustria de F1 em 2025 — Foto: Andy Hone/LAT Images Gabriel Bortoleto recebe parabéns de chefe da Sauber, Jonathan Wheatley, após pontuar no GP da Áustria de F1 em 2025 — Foto: Andy Hone/LAT Images - À medida que prossegue sua trajetória rumo à frente do grid, a Audi Revolut F1 Team implementará mudanças significativas em sua estrutura de gestão sênior. Por motivos pessoais, Jonathan Wheatley deixará a equipe com efeito imediato. A equipe agradece a Jonathan por sua contribuição ao projeto e deseja-lhe o melhor em seus futuros empreendimentos - disse a equipe. 2 de 5
Mattia Binotto e Jonathan Wheatley dividiram a gestão da Audi na F1 no início de 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images Mattia Binotto e Jonathan Wheatley dividiram a gestão da Audi na F1 no início de 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images O destino de Jonathan Wheatley deve ser a Aston Martin. Na quinta-feira, o site "Autosport" e outros veículos da mídia internacional publicaram que a equipe inglesa fez proposta por Wheatley. Ele deve ser o novo gestor da escuderia no lugar de Adrian Newey, que voltará a ocupar funções técnicas no time de Silverstone. No entanto, a Aston Martin não confirma a informação. Em comunicado feito minutos depois do anúncio da Audi, Lawrence Stroll, dono da escuderia, reafirmou a parceria com Adrian Newey e disse receber contatos "regulares" de executivos que gostariam de fazer parte do time, mas disse que não vai falar sobre os rumores. 3 de 5
Audi confirma saída de Jonathan Wheatley do cargo de chefe de equipe — Foto: Reprodução/Redes sociais Audi confirma saída de Jonathan Wheatley do cargo de chefe de equipe — Foto: Reprodução/Redes sociais Wheatley começou a trabalhar na Audi em 2025, depois de deixar o cargo de diretor esportivo na Red Bull. Em menos de um ano na equipe, ele foi um dos responsáveis por conduzir a transição da Sauber para a equipe alemã, que se concretizou no fim da última temporada. Sob o comando de Jonathan Wheatley, a Sauber evoluiu: depois de acabar o campeonato de 2024 na última posição, a equipe terminou à frente da Alpine em 2025 e chegou a obter bons resultados, como o pódio de Nico Hulkenberg no GP da Inglaterra e o sexto lugar de Gabriel Bortoleto, na Hungria. 4 de 5
Jonathan Wheatley, ex-chefe da Audi, ao lado de Gabriel Bortoleto — Foto: Anni Graf - Formula 1/Formula 1 via Getty Images Jonathan Wheatley, ex-chefe da Audi, ao lado de Gabriel Bortoleto — Foto: Anni Graf - Formula 1/Formula 1 via Getty Images De acordo com a mídia internacional, dois motivos são apontados como determinantes na saída de Wheatley e para a possível ida à Aston Martin. Primeiro, a família do ex-chefe da Audi estaria disposta a retornar à Inglaterra, após passar o último ano na Suíça - a sede da Sauber era na cidade de Hinwil. Outro motivo seria a maior autonomia para Wheatley exercer o cargo de chefe de equipe, sem ter que dividir responsabilidades com Mattia Binotto. A Aston Martin procura justamente um gestor que possa centralizar as decisões, já que Adrian Newey, projetista multicampeão na F1, acumula funções em meio à crise vivida pelo time de Silverstone, com um carro que ainda não concluiu corridas em 2026 e tem sido alvo de críticas devido às constantes vibrações, causadas pelo motor Honda. Rumores à parte, Binotto passa a ocupar a vaga deixada por Wheatley e volta a assumir a chefia de uma equipe na Fórmula 1 após deixar a Ferrari. 5 de 5
Gabriel Bortoleto ao lado de Mattia Binotto, chefe do projeto Audi na F1 — Foto: Erica Hideshima Gabriel Bortoleto ao lado de Mattia Binotto, chefe do projeto Audi na F1 — Foto: Erica Hideshima O italiano se destacou como engenheiro da escuderia de Maranello, durante os anos de domínio de Michael Schumacher na escuderia à qual se juntou em 1995. Ele atuou no departamento de motores e, com o time italiano, conquistou cinco campeonatos de pilotos, entre 2000 e 2004. Binotto deixou a área técnica da Ferrari para se juntar ao setor executivo no início de 2019, substituindo Maurizio Arrivabene como chefe de equipe. Acumulando a função de gestor esportivo, pediu demissão em 2023 após duas temporadas de altos e baixos no time, sendo substituído por Frédéric Vasseur, que segue no comando até aqui. Leia o comunicado completo da Audi: "À medida que prossegue sua trajetória rumo à frente do grid, a Audi Revolut F1 Team implementará mudanças significativas em sua estrutura de gestão sênior. Por motivos pessoais, Jonathan Wheatley deixará a equipe com efeito imediato. A equipe agradece a Jonathan por sua contribuição ao projeto e deseja-lhe o melhor em seus futuros empreendimentos. Mattia Binotto, chefe do projeto Audi F1, continuará liderando a equipe, assumindo responsabilidades adicionais como diretor da equipe. Desde que assumiu o comando do projeto em 2024, Mattia tem sido responsável pela transformação da equipe, à medida que a Audi se preparava e, por fim, ingressava na F1 como fabricante de chassis e unidades de potência. A estrutura futura da equipe será totalmente definida em uma fase posterior, à medida que a organização continua a se adaptar ao ambiente em constante evolução da Fórmula 1. Com o compromisso inabalável da AUDI AG, a Audi Revolut F1 Team continuará avançando rumo à disputa de campeonatos até 2030".