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Foi dia de aperto e diagnóstico: o Corinthians segue sob a sombra de transfer bans provocados por condenações na Fifa que somam cerca de R$ 85 milhões — entre elas R$ 40 milhões ao Santos Laguna pela compra de Félix Torres (transfer ban vigente desde 12 de agosto) e R$ 45 milhões relativos a Matías Rojas, hoje no Portland Timbers [ ]. O roteiro traçado pela diretoria é pragmático: usar verbas previstas para o fim do ano, em especial os recursos da LFU, para limpar pendências e tentar liberar a inscrição de reforços; houve até proposta de empréstimo de R$ 30 milhões com a LFU que naufragou por contrapartidas rejeitadas por Osmar Stabile [ ]. Existe pressão de prazo: o Corinthians espera costurar um acordo com Rojas antes dos 45 dias estabelecidos pela Fifa, com vencimento em meados de novembro, para evitar novo impedimento que atrapalhe a janela de transferências de 5 de janeiro a 3 de março [ ]. Ao mesmo tempo, o mapa de débitos não é pequeno: além dos casos citados, há outras quatro condenações que somam cerca de R$ 44 milhões — destaque para os R$ 23,3 milhões cobrados pelo Talleres pela contratação de Rodrigo Garro, assunto que ganhou reação pública do presidente Andrés Fassi, embora apurações indiquem que os argentinos têm se mostrado mais maleáveis nos bastidores; também figuram na lista dívidas ligadas a Shakhtar Donetsk (Maycon), Philadelphia Union (José Martínez) e Midtjylland (Charles) [ ]. Enquanto a novela financeira se desenrola, a cena interna ferve: o executivo Fabinho Soldado entrou na mira de uma ala do conselho por conta do alto salário e de supostos "negócios obscuros" ligados a contratos de logística e mudanças no quadro do CT; o CORI chegou a convocá-lo, mas a reunião foi barrada após intervenção do presidente Osmar Stabile, que assegurou respaldo ao executivo até o fim do ano [ ]. Fabinho, no clube desde janeiro do ano passado, tem trânsito com o elenco e participou das negociações da maior parte do atual elenco — antes de sua chegada, apenas Félix Torres, Raniele, Rodrigo Garro e Diego Palacios haviam sido contratados — e também esteve envolvido nas sucessivas trocas de técnicos (Mano Menezes, António Oliveira, Ramón Díaz e Dorival Júnior) [ ]. O saldo é uma mistura de pragmatismo e nervosismo: contas que exigem solução rápida e uma direção que, por ora, segura o executivo que comanda contratações — situação que deixou a última janela quase em branco (apenas Vitinho foi contratado) e mantém em aberto a dúvida se o Timão terá liberdade para reforçar o elenco em 2026 [ ][ ].