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O Vasco saiu do Nilton Santos com um clássico na mão e três pontos preciosos: venceu o Botafogo por 2 a 1, com Lescano abrindo o caminho e David ampliando; Alex Telles ainda descontou para os donos da casa. Na 29ª rodada do Brasileirão, o resultado teve gosto de fôlego renovado — e de recado dado ao rival. [ , ] Foi uma noite de nervos à flor da pele: Bruno Duarte desmaiou após um choque e deixou o gramado de maca; depois, o VAR semiautomático anulou gols dos dois lados, em lances que alimentaram a discussão. Na comemoração de um gol invalidado do adversário, o técnico Tite invadiu o campo e acabou expulso. O placar apertado veio acompanhado de sustos, reclamações e um roteiro que não deu descanso a ninguém. [ , ] Com o triunfo, o Cruz-Maltino chegou a 34 pontos, subiu à 14ª posição e abriu três pontos de distância para a zona de rebaixamento, ainda com um jogo a menos. A equipe soma agora três vitórias consecutivas no Brasileirão; para uma torcida que vinha olhando para baixo na tabela, cada ponto pareceu valer também um pouco de ar. [ ] Enquanto a bola resolvia o clássico, a política do futebol também se mexia: o Conselho Deliberativo aprovou a proposta de venda do controle da SAF à Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia. O pacote prevê cerca de R$ 4 bilhões em compromissos e investimentos, mas ainda depende da votação dos sócios; Pedrinho descreveu o novo parceiro como dono de recursos “praticamente infinitos”, frase que acende esperança, mas não encerra o processo. [ ] Há, porém, outra batalha à espera: o palco da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors. O Vasco insiste em São Januário ou no Maracanã, enquanto a indefinição mantém o Nilton Santos como alternativa; o parecer do policiamento considera São Januário inadequado para esse confronto e aponta o Maracanã como opção mais recomendável. Pedro Emanuel também fez seu apelo contra o gramado sintético: para ele, um duelo dessa dimensão merece um grande palco. [ , ]