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Análise dos Times

Atletico

Principal

Motivo: O artigo relata a derrota do Atlético-MG na justiça, com argumentos que desfavorecem o clube e favorecem o Galo da Madrugada.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: A matéria apresenta a nota oficial do Galo da Madrugada de forma positiva, destacando sua história e o reconhecimento da justiça.

Viés da Menção (Score: 0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

atletico galo da madrugada justica federal querozia silvia reis gustavo escobar

Conteúdo Original

Tradição no carnaval pernambucano, corrida dos Bonecos Gigantes toma as ruas de Olinda Tradicionalíssimo no carnaval, o Galo da Madrugada ganhou uma disputa contra o Atlético-MG. Isso porque a Justiça Federal do Rio de Janeiro recusou o pedido do clube para anular o registro da marca "Galo Folia", usado pelo bloco que leva milhões às ruas do Recife. Na decisão da 9ª Vara Federal, a juíza Quézia Silvia Reis afirmou que, apesar do termo "galo" ser utilizado tanto pelo clube quanto pelo bloco, não há risco de confusão ou associação indevida entre marcas. 1 de 2 Galo da Madrugada no Carnaval do Recife — Foto: Luka Santos/G1 Galo da Madrugada no Carnaval do Recife — Foto: Luka Santos/G1 Na ação, o Atlético alegava que a marca "Galo Folia" violaria direitos do clube. Um dos pontos da decisão para rejeitar a ação, porém, foi de que futebol e carnaval atuam em segmentos diferentes. "Ademais, embora uma mesma pessoa possa gostar de futebol e carnaval, o público é abordado em momentos de consumo diferentes, assim, não é crível que o público confundiria um bloco de carnaval com uma marca de futebol devido à notoriedade distinta de cada um em seu segmento", diz trecho da decisão. A sentença também reconheceu que o Galo da Madrugada possui registros anteriores, consolidados há mais de duas décadas. Ainda na decisão, não seria possível aplicar a Lei Pelé neste caso, já que no entendimento da Justiça não há disputa fora do ambiente esportivo. Para o advogado Gustavo Escobar, especialista em Propriedade Intelectual, a proteção da marca existe dentro de um determinado contexto econômico. “A marca não confere um monopólio absoluto sobre uma palavra isolada. A proteção existe dentro de um determinado contexto econômico. Isso é fundamental para preservar tanto o direito marcário quanto a livre iniciativa”, afirmou. O ge procurou o Galo da Madrugada, que se posicionou por meio de nota oficial (ler abaixo) sobre a decisão. Já o Atlético-MG ainda não retornou à reportagem. O espaço será atualizado caso o clube se pronuncie. Nota oficial do Galo da Madrugada: Recebemos a decisão com tranquilidade. A Justiça reconheceu a trajetória histórica do Galo da Madrugada, que há mais de 40 anos leva cultura e alegria às ruas do Recife. Não vemos isso como uma disputa contra ninguém. Respeitamos o Atlético Mineiro e entendemos que são instituições de áreas diferentes: cultura e esporte. O Galo segue fazendo o que sempre fez: promovendo carnaval, tradição e inclusão. Nosso compromisso é com o povo e com a cultura pernambucana. 2 de 2 Galo Doido, mascote do Atlético-MG na Arena MRV — Foto: Pedro Souza Galo Doido, mascote do Atlético-MG na Arena MRV — Foto: Pedro Souza