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Análise dos Times

Motivo: O artigo foca na seleção brasileira e nas decisões do treinador Ancelotti em relação a ela, apresentando um tom informativo e analítico sobre os desafios da equipe.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: O jogador é o centro da controvérsia, mas o artigo tenta apresentar os fatos de forma equilibrada, embora a gravidade de sua lesão e o impacto em sua convocação sejam o mote da reportagem.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: O Santos é mencionado em um contexto de divergência de laudos médicos, o que sugere uma leve inclinação negativa na narrativa em relação ao clube neste ponto específico.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Cbf

Motivo: A CBF é apresentada como parte de uma 'guerra de narrativas', mas sem um viés muito forte, apenas como uma das instituições envolvidas na polêmica.

Viés da Menção (Score: -0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Santos Carlo Ancelotti Real Madrid Seleção Brasileira Neymar CBF Milan Parma Rodrigo Lasmar Roberto Baggio

Conteúdo Original

Futebol Em dois dias, Furacão Neymar já testa Ancelotti como gestor de crises Igor Siqueira , Pedro Lopes e Thiago Arantes do UOL e Colunistas do UOL, em Teresópolis e Barcelona 29/05/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti é conhecido como um gestor de crises quase inabalável, capaz de transformar problemas em caminhos para vencer. Na seleção brasileira, ele vinha tendo um ano de trabalho plácido fora de campo, apesar de resultados inconstantes com a bola rolando. A calmaria de doze meses acabou em dois dias de treinamentos na Granja Comary. Culpa do "Furacão Neymar". Com sua capacidade de atrair todas as atenções para si, o camisa 10 do Santos virou o grande assunto — às vezes, o único assunto — no que deveria ser a preparação de 26 jogadores e comissão técnica para uma Copa do Mundo em que o Brasil tenta acabar com um jejum de 24 anos sem um título. João Paulo Charleaux Decisão dos EUA exporta a 'guerra ao terror' ao Brasil José Paulo Kupfer Fôlego do PIB no trimestre não deve se manter no ano Ronilso Pacheco Cínicos, Flávio e Eduardo celebram o ressentimento Mauro Cezar Ancelotti buscou encrenca; faltou rigor sobre Neymar A chegada em um helicóptero particular e a visita a uma clínica para fazer exames, na quarta-feira, mostraram a Ancelotti o que é o ambiente da seleção com Neymar, algo que o italiano ainda não conhecia. Só que os fatos de quinta-feira tornaram a situação mais delicada. Após análise de exames de imagem, o médico Rodrigo Lasmar fez um pronunciamento dizendo que Neymar tem uma lesão de grau 2 na panturrilha, deve ficar fora entre 2 a 3 semanas, e é dúvida para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Os resultados não batiam com um laudo que o Santos enviara à CBF no dia 18 deste mês, horas antes da convocação para a Copa. Fontes da entidade afirmam ao UOL que Ancelotti convocou Neymar sem saber o real estado de saúde do jogador; o Santos se defende e diz que compartilhou todas as informações sobre a panturrilha do jogador. Diante deste cenário, Ancelotti terá de lidar com situações inéditas até mesmo para ele, o único treinador com cinco títulos da Champions League, e também o único campeão em todas as grandes ligas nacionais europeias. Descrito por seus comandados e interlocutores como uma pessoa serena, com bom trânsito entre os jogadores e sempre aberto ao diálogo, "Carleto" terá de manter a calma diante da pressão (e as perguntas) por ter convocado Neymar sem condições de jogo, enquanto médico e presidente do Santos diziam que o craque poderia entrar em campo dois dias após a divulgação da lista. O homem da "liderança tranquila" (título de um de seus livros) terá de lidar com uma coletânea de desafios até a bola rolar contra Marrocos, no dia 13 de junho, pelo Grupo C da Copa do Mundo. Continua após a publicidade Neymar e Ancelotti se abraçam na chegada da seleção brasileira na Granja Comary Imagem: Reprodução/Instagram/@brasil O mais imediato é navegar sem desgaste pela guerra de narrativas entre CBF, Santos e estafe de Neymar, enquanto tenta encontrar soluções para um time que perdeu três titulares por lesão nos últimos meses. Até 24 horas antes da estreia, Ancelotti também terá de tomar uma decisão, com base nos próximos exames de Neymar: a de cortar o jogador do grupo, caso ele não tenha condições de jogar nos primeiros jogos da Copa; ou a de mantê-lo, confiando em uma recuperação no decorrer do torneio. Só que a decisão, seja qual ela for, não será apenas sobre Neymar. Ancelotti terá de administrar um vestiário em que grande parte dos jogadores advogaram abertamente pela presença do camisa 10 na Copa. Até para um eventual corte, os riscos de impacto nos demais atletas terá de ser medido com cuidado. Decisões difíceis A carreira de Ancelotti está repleta de decisões difíceis. A maioria delas envelheceu bem, mostrando que o "mister" tinha razão. O próprio treinador assina seus maiores erros e diz ter aprendido com eles. Continua após a publicidade O episódio mais famoso aconteceu em 1997, quando ele treinava o Parma e teve a chance de contratar Roberto Baggio. Na época, o técnico não quis que o clube fechasse o negócio, porque o meia o forçaria a mudar o esquema do time, que jogava no 4-4-2. Pouco depois, Ancelotti se arrependeu e passou a adaptar seus times aos jogadores que tinha à disposição. Foi assim que ele fez o Milan mudar seu esquema para o 4-3-2-1 — a famosa árvore de Natal — após a saída de Andriy Shevchenko, por exemplo. No Real Madrid, após a saída de Karim Benzema, o técnico decidiu que não precisava de um novo atacante: escalou Bellingham como um meia com chegada na área, Vini Jr. e Rodrygo como dupla de ataque, e ganhou a Champions League com o centroavante Joselu saindo do banco em momentos-chave para fazer gols. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mauro: 'Ancelotti procurou encrenca e encontrou; faltou rigor sobre Neymar' Após derrota no Senado, Lula diz que indicará Messias novamente ao STF Ancelotti escolhe Luiz Henrique em 1ª formação da seleção para Copa Palmeiras reencontra Cerro em oitavas da Liberta e tem chave mais tranquila Oitavas da Sula podem ter dois confrontos entre brasileiros; veja jogos