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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Auxílio da CBF à crise da Série B tem nó jurídico e divisão dentro da LFU Rodrigo Mattos e Igor Siqueira Colunista do UOL 29/10/2025 14h13 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Reunião na CBF com os clubes da Série B Imagem: Rafael Ribeiro/CBF A pedido dos clubes, a CBF se propôs a dar auxílio financeiro à Série B em troca de passar a negociar os direitos comerciais da competição. A proposta da confederação, no entanto, causou um nó jurídico e discussões acaloradas entre clubes da LFU (Liga Forte União). Explica-se: a LFU e seus investidores têm a prerrogativa de negociar os direitos da Série B previsto nos contratos. Isso foi acertado quando clubes venderam de 10% a 20% da suas cotas de TV. Só que, no primeiro ano da comercialização da Série B, nas mãos da LFU e Libra, os recursos obtidos foram insuficientes. Desesperados, os times foram recorrer à CBF por ajuda. Josias de Souza Combate-se melhor o crime na Faria Lima que na favela Helio de La Peña Rio tem nova operação e velho resultado: tragédia Raquel Landim Castro fez operação em zona de maior risco Carla Araújo Para governo Lula, Castro fez trapalhada em operação Na semana passada, a confederação fez uma proposta de garantir R4 240 milhões por anos aos clubes, R$ 12 milhões por agremiação. Em troca, assumia todos os contratos atuais de TV. No total, a receita obtida na Série B gira entre R$ 160 milhões e R$ 170 milhões. Dos 20 times, 15 já assinaram cedendo à CBF o direito de negociar por eles, o que está registrado em ata. Goiás, Athletico-PR, Atlético-GO, Coritiba e Cuiabá foram clubes que não assinaram. Na sexta-feira, houve uma reunião da LFU com os clubes da Série B. O discurso da diretoria da CBF até foi de que apoiaria a proposta. Mas, então, Gabriel Lima (CEO da LFU) ressaltou que poderia haver riscos jurídicos, inclusive para os dirigentes na pessoa física. Disse que os dirigentes poderiam sofrer consequências na pessoa física. Uma advogada falou em multas, o que foi reforçado pelo investidor principal da LFU, Carlos Gamboa. Após essa exposição, houve uma divisão entre clubes que defenderam cautela diante da CBF por ve-la como inimiga e outros que não gostaram do tom da cúpula da LFU. Houve inclusive discussões entre os clubes. Clubes que não assinaram se posicionaram por entender que há, sim, contradição entre os dois contratos. A CBF não mudou de posição e tem uma flexibilidade em relação à LFU. Aceita repassar os direitos que forem dos investidores dentro dos contratos. Mas pretende assumir os contratos da Série B e dar o dinheiro direto aos clubes. O principal é da ESPN, de R$ 50 milhões. Continua após a publicidade A LFU tem o plano de, em 2027, ter uma liga integrada entre Série A e Série B. Pelo acordo, 15% do total da receita seria repassado à Segundona. Isso poderia dar algo em torno de R$ 300 milhões, mas os times da Série A terão de aceitar perder fatia de seus ganhos. Além da cota da Série B, a CBF gasta outros R$ 70 milhões com logística e arbitragem na competição. Ainda não há uma resolução para o conflito. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Continua orando': mulher de PM morto em operação mostra última conversa 'Arrancaram a cabeça do meu sobrinho', diz moradora do Complexo do Alemão Minha dívida atrasada vai fazer cinco anos; não preciso mais pagar? Fortes declarações do técnico do Racing deixam o time do Flamengo 'mordido' Busca pela mata, carros queimados: o dia após a operação mais letal do RJ