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Esporte Pódio na São Silvestre, Fábio Jesus relembra trajetória e desabafa: "Atletismo está acabando" 01/01/2026 05h00 Deixe seu comentário Fábio Jesus Correia foi um dos grandes personagens da 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na última quarta-feira. O baiano colocou seu nome na história da prova ao terminar na terceira colocação, atrás apenas do etíope Muse Gizachew e do queniano Jonathan Kamosong. A trajetória do atleta não foi fácil, mas ele superou as dificuldades para alcançar o pódio. Em 2022, ainda trabalhando como coletor de lixo, Fábio decidiu correr a São Silvestre e passou por uma transformação. O quarto lugar na prova lhe rendeu uma nova vida. Já no ano seguinte, correu lesionado e não conseguiu entregar o esperado. Em 2024, acabou em sexto lugar. Um ano depois, voltou ao tão sonhado pódio na edição centenária. "Mudou muita coisa. Até 2022, eu trabalhava na coleta de lixo com todo o orgulho. Eu saí do Nordeste para vir trabalhar e hoje estou entre os melhores do Brasil, estou disputando com os africanos, o que não é fácil", afirmou Fábio em coletiva de imprensa após a cerimônia de premiação. Sakamoto Clã Bolsonaro faz plot twist oportunista e ruim de doer Casagrande Neymar e Gabriel juntos é aposta arriscada do Santos Demétrio Magnoli Difamadores de Malu são militantes políticos Mariliz Pereira Jorge A pauta do feminismo em 2026 será o homem SHOW DE FÁBIO JESUS CORREIA NA SÃO SILVESTRE!?? O melhor brasileiro da 100ª São Silvestre fez a prova em 45 minutos e chegou MUITO PRÓXIMO dos dois líderes! ? #SaoSilvestre100 #SaoSilvestre #GazetaEsportiva pic.twitter.com/TChI7f8lbl ? Gazeta Esportiva (@gazetaesportiva) December 31, 2025 Não à toa, Fábio luta diariamente para a valorização do atletismo no Brasil. Logo após o fim da prova, o atleta fez um apelo às autoridades para a liberação de pistas para treinos e chegou a revelar que foi barrado em alguns locais de treino. Posteriormente, voltou a cobrar a abertura das pistas e desabafou, relembrando as dificuldades superadas ao longo da trajetória no esporte. "Lá fora, às vezes você tem que pagar uma taxa, mas ela é usada. Aqui, mesmo se pagar, ainda não usa. Não sei para que fazem a pista, com todo respeito. Às vezes, a gente nem entra na pista. Tinha uma pista em que eu não podia treinar com a sapatilha. Então, para que é feita? Peço para os governantes para liberar o acesso aos atletas que estão iniciando, porque é a base. O atletismo está acabando, indo por água abaixo por conta disso. Muitos atletas têm que trabalhar, levar o pão de cada dia para a mesa. É difícil trabalhar e correr. Eu fiz isso, de 2019 a 2022. Era cansativo", contou o atleta. Continua após a publicidade "Nos primeiros anos, foi uma confusão. Batalhando para o Elvis [treinador] entender o que era a minha rotina. Eu tinha que trabalhar e ir para o clube treinar, pegava duas horas de metrô, da zona Leste até o Morumbi. E as vezes a gente chega nas pistas e é barrado. Vamos liberar essas pistas, para esses jovens. É diferente ver um Fábio, uma Núbia nas pistas. Serve de motivação para os atletas, para treinarem. Somos todos seres humanos. Vamos liberar as pistas, porque o atletismo tem muitos talentos e só precisa disso. Vamos valorizar o nosso esporte brasileiro, o atletismo", completou. Olhar direcionado à base Fábio Jesus não fala por si só. O desabafo do corredor também traz um olhar carinhoso para a nova geração de jovens atletas, que precisa de locais para treinamento. Terceiro colocado na 100ª edição da São Silvestre, ele reconhece que a nova safra pode gerar frutos ao Brasil, desde que fornecidas as devidas estruturas. O brasileiro ainda citou a compatriota Núbia de Oliveira, terceira colocada na elite feminina. Ela completou os 15km da São Silvestre em 52min42s. "Tem muito talento no nosso Brasil. Principalmente essa juventude. Muitos só pensam que a parte financeira é a única coisa que o atleta quer. Precisamos valorizar mais os espaços de treinamentos. Estava treinando na USP. Não fui para a altitude. Quero parabenizar, porque não é fácil deixar sua família aqui e dar o seu melhor. Todos estão de parabéns. Temos muitos talentos, muitos jovens que podem representar bem como eu, como a Núbia. Muitos se espalham em nós, guerreiros do Sertão. Peço que as autoridades possam fazer um bom papel, abrindo um espaço de segurança, porque a pista é segura para treinar. Na rua, corremos riscos com cachorros, torcemos o pé", pediu. Continua após a publicidade Espírito de campeão Apesar da boa colocação de Fábio e Núbia nesta edição da São Silvestre, o jejum ainda foi mantido. O último brasileiro a subir ao lugar mais alto do pódio foi o tricampeão Marilson Gomes dos Santos, que conquistou seu último título em 2010. Antes disso, ele foi o mais rápido em 2003 e 2005. No feminino, o último título foi em 2006, com Lucélia Peres. A meta de Fábio era conquistar a 100ª edição da São Silvestre, o que não aconteceu. Contudo, como um bom brasileiro, não desiste nunca, e continuará tentando alcançar o lugar mais alto do pódio. "Temos que ter sempre o pensamento de ser campeão, de vencer em tudo que fazemos. Treinamos muito e nos dedicamos para fazer isso acontecer. Faz 16 anos que um brasileiro não ganha, mas vamos treinar bastante para, quem sabe, quebrar esse tabu nos próximos anos. Sempre vou manter esse pensamento de ser campeão. Uma vibração muito grande. Isso mostra o quanto nos dedicamos", finalizou o atleta. YouTube video player 0:00 / 0:00 Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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