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Coube a Rebeca Andrade saltar para encaminhar a vaga do Brasil na final por equipes. Justamente a campeã olímpica do salto teve a responsabilidade da última nota, praticamente precisando cravar. E foi o que ela faz. Rebeca foi para a liderança do salto e fez o time verde-amarelo ultrapassar três adversários na última nota e entrar na zona de classificação para a decisão do Mundial de Roterdã. Flávia Saraiva também brilhou, especialmente na trave, em que liderou o aparelho. Ainda resta um último grupo de ginastas a se apresentar no encerramento da classificatória desta segunda-feira, com as equipes de China e Coreia do Sul. Assim, a única final confirmada até o momento é o salto para Rebeca, uma vez que só três ginastas do último grupo vão tentar os dois saltos para ir à decisão do aparelho. Flavinha está em 10º lugar no individual geral, prova em que o top-24 avança à final. Lorrane Oliveira está na 20ª posição e também tem chances de ir à decisão. + Mundial de ginástica artística: veja programação e onde assistir às finais + Brasil fica fora das finais masculinas no Mundial de Ginástica Artística + Arthur Nory sofre acidente na barra fixa e sai sangrando em classificatória do Mundial 1 de 8
Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG A briga pela final por equipes e por vagas olímpicas Além das medalhistas olímpicas Rebeca, Flávia e Lorrane, o Brasil contou com Thais Fidelis e Sophia Weisberg - Gabriela Bouças foi a reserva. A equipe somou 159,131 pontos para ocupar a sétima posição no momento, superando a Grã-Bretanha por menos de dois décimos. A China é a favorita ao título e ainda vai se apresentar, mas a Coreia do Sul tem poucas chances de surpreender e ultrapassar o Brasil. A final da quarta-feira, às 14h30 (de Brasília), vai distribuir vagas olímpicas antecipadas para as equipes medalhistas. 2 de 8
Sophia Weisberg, Lorrane Oliveira, Gabriela Bouças, Thais Fidelis, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva — Foto: MeloGym/CBG Sophia Weisberg, Lorrane Oliveira, Gabriela Bouças, Thais Fidelis, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva — Foto: MeloGym/CBG O retorno de Rebeca ao Mundial Foi a primeira grande competição de Rebeca Andrade desde as Olimpíadas de Paris. A campeã olímpica tirou o ano de 2025 para recuperar corpo e mente do desgaste para conquistar quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de 2024. De volta, Rebeca brilhou no salto com um Duplo Twist Yurchenko para 14,400 pontos (5,0 de dificuldade) e um Lopez para 14,266 (4,8). Com dois décimos de bonificação por executar saltos de grupos diferentes, ela ficou com média de 14,533, muito próxima dos 14,549 que fez no Campeonato Pan-Americano de junho, a maior do mundo neste ano. Provavelmente teria lugar na final da trave também não fosse por uma queda. + Sorriso vale ponto? Entenda como o carisma é carta na manga de Flávia Saraiva no Mundial + Rebeca Andrade volta ao Mundial como especialista de salto e trave; entenda ausência no solo + Caio Souza passa por cirurgia após lesão no bíceps: "Mais uma marca de guerra!" 3 de 8
Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Flavinha lidera na trave Flávia Saraiva foi estratégica no seu principal aparelho. Quarta colocada no Mundial do ano passado e duas vezes finalista olímpica da trave, a brasileira optou por simplificar a sequência acrobática para não correr riscos e focar na boa execução. Deu certo. Ela foi precisa e conseguiu 14,400 pontos (6,1 de dificuldade). A ginasta lidera o aparelho, mas as chinesas e uma sul-coreana são as favoritas e ainda vão se apresentar. 4 de 8
Flávia Saraiva no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Flávia Saraiva no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Prova a prova Barras assimétricas O Brasil começou em um aparelho que historicamente é o ponto fraco da equipe. Thais Fidelis abriu a rotação com uma boa forma nas barras até o momento da saída, quando teve erros de execução e tirou 12,200 (5,0 de dificuldade). Sophia pareceu nervosa e teve duas quedas para tirar 10,033 (4,8), nota que foi a de descarte da equipe. Na sequência, Lorrane praticamente cravou a série para 13,700 (5,6), e Flávia deu dois passos grandes na chegada, mas evitou a queda e conseguiu 13,300 (5.6). Assim, o Brasil somou 39,200 pontos nas barras. 5 de 8
Sophia Weisberg no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/Panamerica Press Sophia Weisberg no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/Panamerica Press Trave Thais abriu a trave com segurança, teve apenas desequilíbrios leves e deixou de executar ligações de elementos para focar na boa execução, sendo recompensada com 13,500 pontos (5,3). Lorrane teve desequilíbrios médios e precisou colocar a mão na trave para não cair do aparelho: 12,466 (5,5). Aí Flavinha entrou em ação e deu show. Simplificou a sequência acrobática para não correr riscos e foi precisa. Ela tirou 14,400 (6,1) e disparou para a liderança do aparelho. Rebeca Andrade fez seu retorno ao Mundial e estava indo muito bem, mas sofreu uma queda em uma acrobacia. Ainda assim conseguiu 13,033 (5,5) para levar o somatório do Brasil a 40,933 pontos na trave, um dos melhores países no aparelho. 6 de 8
Thais Fidelis no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Thais Fidelis no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Solo Thais abriu bem no solo mais uma vez. Deu passos largos na chegada de duas acrobacias, mas conseguiu 12,733 (5,3). Ao som de Pedro Sampaio, Sophia entrou mais calma no solo e só pisou fora do tablado em uma acrobacia, o que lhe custou três décimos, mas ficou com 12,566 (5,3). Lorrane abria o sorriso a cada acrobacia bem executada, inclusive um Dos Santos I. Ao som do tema do filme 007, conseguiu 13,133 pontos. Flavia praticamente cravou o solo de Ney Matogroso e Luiz Gonzaga, embora não tenha sido a série de maior dificuldade da ginasta. Ela conseguiu 12,866 (5,4). Assim, o Brasil somou 38,732 no solo. 7 de 8
Lorrane Oliveira no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Lorrane Oliveira no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Salto Lorrane abriu o salto com um Yurchenko com pirueta (FTY): 12,866 (4,2). Sophia fez um salto mais difícil, um Yurchenko com dupla piruete (DTY), mas sofreu a queda na chegada, e tirou 12,766 (5,0). Flavinha simplificou o salto de DTY para FTY para poupar a coxa esquerda, com um incômodo desde o aquecimento do treino de pódio, na sexta-feira. Ela cravou e conseguiu 13,000 (4,2). Rebeca precisava cravar o DTY do primeiro salto para elevar a nota do Brasil. A campeã olímpica só teve um mínimo desvio de direção, mas tirou 14,400 (5,0), justamente o que a equipe brasileira precisava para passar Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda na última nota. Rebeca ainda saltou o Lopez (4,8 de dificuldade) para tentar a vaga na final do aparelho e mais uma vez foi impecável: 14,266. Com a bonificação de 0,2 por executar saltos com entradas diferentes no aparelho, a média da brasileira foi de 14,533 pontos, a maior da competição até aqui. 8 de 8
Rebeca Andrade abraça o técnico Francisco Porath — Foto: Ricardo Bufolin/Panamerica Press Rebeca Andrade abraça o técnico Francisco Porath — Foto: Ricardo Bufolin/Panamerica Press