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Jogadores vivem momentos de tensão com guerra no Oriente Médio A situação no Oriente Médio tem deixado o mundo apreensivo desde o último sábado. Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã ligaram o alerta para um conflito que deve ganhar maiores proporções nos próximos dias. E para quem está lá, o medo não é só notícia... é rotina! + Ataques ao Irã: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o conflito no Oriente Médio 1 de 3 Teerã, capital do Irã, registra explosões em diferentes áreas após ataques de Israel — Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images Teerã, capital do Irã, registra explosões em diferentes áreas após ataques de Israel — Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images É o caso do zagueiro Breno Calixto, cearense de Fortaleza, e que já atuou por clubes como Náutico, Santa Cruz, Madureira, Treze, entre outros. O defensor atualmente atua pelo Al-Fahaheel, do Kuwait, país onde vive com a esposa. — A noite foi bem difícil por aqui. São muitos ataques, a sirene tocando. Quando a gente tentava cochilar, era uma explosão — desabafou o brasileiro. 2 de 3 Zagueiro Breno Calixto também já atuou no Iraque e hoje joga no Kwait — Foto: Foto: Divulgação/Naft Al-Basra Zagueiro Breno Calixto também já atuou no Iraque e hoje joga no Kwait — Foto: Foto: Divulgação/Naft Al-Basra Após o ataque dos Estados Unidos e de Israel, o Irã reagiu e lançou mísseis e drones. Os alvos foram Israel e as bases norte-americanas em alguns países do Oriente Médio, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a região tem mais de 50 mil brasileiros residentes. Para quem vive nesses países, o dia a dia virou uma incerteza. — O mais comum agora é a gente ficar olhando para o céu. Eu estou 24h no celular lendo as notícias e fico na janela, não tem como pensar em outra coisa. Todo estrondo que você escuta. A cada 30 minutos tem algum míssel ou drone interceptado no ar — disse Breno Calixto. No Kuwait, o futebol está paralisado. Os treinos foram cancelados, e as competições acabaram suspensas. Tudo para priorizar a segurança dos atletas e de quem faz o futebol acontecer. A embaixada brasileira está passando informações para a gente. Estamos tentando ir para a Arábia Saudita para depois viajar para o Brasil. Pelo menos as famílias. O que dificulta é que para sair do Kwait para a Arábia Saudita, é necessário um visto. A gente está tentando para poder voltar ao Brasil — Breno Calixto. Situação diferente é a vivida por Yuri Mathias. O paraibano de Campina Grande atua pelo Ajman, dos Emirados Árabes. Por lá, a rotina segue normalmente. — Na cidade em que eu estou, está tudo bem. É na cidade de Ajman, fica a uns 50 quilômetros de Dubai. E graças a Deus, até o momento, zero ocorrências. O que conseguimos escutar é o barulho dos caças no ar — contou o zagueiro paraibano. 3 de 3 Yuri Matias em ação nos Emirados Árabes — Foto: Divulgação Yuri Matias em ação nos Emirados Árabes — Foto: Divulgação Yuri conhece de perto a realidade do Irã. Afinal de contas, o defensor jogou no país na temporada 2019/2020. Naquela época, ele atuou pelo Tractor Clube e criou laços com atletas iranianos. — Naquela época, eu joguei com os três capitães da seleção iraniana. Todos seguem por lá, e eu acompanho o que eles postam. Nem sempre eles conseguem, por causa da falta de internet dependendo do local — frisou. O espaço aéreo está fechado em boa parte do Oriente Médio. E no meio de tanto barulho e medo causado por sirenes e mísseis, a ansiedade é realmente pela volta para casa. Se o espaço aéreo estivesse aberto, eu já teria comprado uma passagem para voltar para casa. Você estar vivendo uma situação dessas longe da sua família é desesperador — Yuri Matias