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Era justo, embora demasiadamente otimista, esperar que Bahia e Fluminense repetissem o jogaço que fizeram pelo Campeonato Brasileiro, 20 dias atrás. Na Fonte Nova como palco do jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, ambos os tricolores estiveram longe da excelência daquele jogo. Ao contrário, fizeram primeiro tempo tão disputado como pobre de emoções, apenas uma bola na trave de Fábio, mandada por Jean Lucas de cabeça, e uma excelente defesa de Ronaldo, com os pés, em finalização de Canobbio. Seis gols é muito, de fato. Nenhum é frustrante. Rogério Ceni tinha mais motivo de preocupação do que Renato Gaúcho e esperava-se jogo melhor no segundo tempo. Ao Bahia cabia a responsabilidade de buscar ser o único vencedor como mandante nos jogos de ida do torneio, o que nem Vasco, nem Athletico Paranaense, nem Atlético Mineiro conseguiram. O Bahia saiu vaiado ao fim do primeiro tempo — e o Fluminense voltou dominante no começo do segundo, ao criar duas chances de gol nos três minutos iniciais. Logo aos 6 minutos, Ceni chamou Lucho Rodriguez e Erick Pulga para os lugares de William José e Kayky, como a torcida exigia. O jogo transcorria ao feitio dos desejos do Fluminense que seguiu mais perigoso e jogava sem pressa, confiante na volta no Maracanã. Aos 25, Cauly saiu vaiado, Éverton Ribeiro também foi embora e Rodrigo Nestor e Tiago entraram. O Flu não mexia além da troca obrigatória que havia feito no começo da partida, com Guga no lugar do machucado Samuel Xavier. Aos 30, Bernal, Soteldo e Cano nos lugares de Everaldo, Serna e Martinelli. Aos 33, enfim, o Bahia teve uma chance de gol depois de escanteio, defesa de Fábio em cabeçada de David Duarte e rebote desperdiçado por Tiago. Se os primeiros 45 minutos frustraram, os derradeiros decepcionavam ainda mais, Aos 38, Nonato quase fez o gol que o Flu merecia mais, mas Ronaldo evitou novamente, em sua segunda defesa importante na partida. A resposta veio em seguida, com lançamento de Jean Lucas para Luciano Juba driblar Guga e finalizar com desvio no mesmo Guga e vencer Fábio: 1 a 0, aos 40. Justo não era e, aos 43, o assoprador de apito deu pênalti de Santiago Arias em chute de Soteldo, lance idêntico ao não marcado a favor do Vasco contra o Botafogo. O assoprador voltou atrás depois de chamado pelo VAR. Acertou. Nonato fora, Lucho Acosta dentro, aos 49. Mas era noite de quem jogou pior vencer — e quase por 2 a 0, porque Pulga perdeu gol feito, aos 50.