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Esporte Futebol CBF anuncia grupo de 72 árbitros profissionais e cria até rebaixamento Igor Siqueira e Bruno Braz Do UOL, no Rio de Janeiro 27/01/2026 15h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Samir Xaud, presidente da CBF, em evento da arbitragem Imagem: Igor Siqueira/UOL A CBF anunciou hoje a formação e "convocação" do primeiro grupo de árbitros profissionais para atuar nos jogos do Brasileirão. O time de elite contará com 72 integrantes, sendo 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). Veja aqui a lista completa. O início dos trabalhos como profissionais será em 1º de março. Os contratos com os árbitros serão assinados ao longo do mês de fevereiro e terão duração até o final de cada ano. Daniela Lima Ação de Caiado reflete descrença em Flávio Alexandre Borges O Holocausto retórico que o governo Lula promove José Paulo Kupfer Corte dos juros pode ter tamanho maior Nelson de Sá Míssil da Coreia do Norte é alento a premiê do Japão Ao fim da temporada, pelo menos dois árbitros serão rebaixados e outros serão promovidos. A profissionalização faz parte de um pacote de R$ 195 milhões que serão investidos pela CBF na arbitragem até o fim de 2027. Especificamente para a remuneração fixa dos árbitros, o orçamento da CBF está na casa de R$ 12 milhões por ano. Mesmo com o contrato de profissionalização, a CBF poderá afastar das escalas árbitros que cometerem erros graves. A ideia é que o programa, inclusive, ajude a comunicar o trabalho de correção de rota e reforço de conceitos que por acaso sejam aplicados de forma errada no Brasileirão. Foi uma mudança pedida há décadas por todos que amam o esporte. O movimento segue as práticas de todas as grandes federações do mundo. Isso precisava ser implementado com firmeza, mas estava adormecido na CBF. Essa gestão decidiu encarar o desafio. Analisamos as demandas e possibilidades, conversamos com atletas, árbitros e especialistas. Chegamos a um modelo 100% adequado à realidade do nosso futebol e aos anseios dessa categoria tão importante. Samir Xaud, presidente da CBF Como eles serão pagos? Os árbitros serão vinculados como prestadores de serviço (PJ) à CBF, que arcará com a remuneração fixa deles. Continua após a publicidade Relacionadas CBF promete investir R$ 195 milhões na arbitragem até o fim de 2027 'Geladeira'? Como a CBF vai lidar com erros dos árbitros profissionais Quem são os 72 árbitros profissionais escolhidos pela CBF para o Brasileiro Eles ganharão um salário fixo que não será divulgado oficialmente pela CBF e ainda terão uma renda variável de acordo com a participação nos jogos — a já conhecida taxa de arbitragem, descontada da bilheteria de cada partida. A CBF ainda criou um bônus de desempenho cuja aplicação é variável e a periodicidade ainda está em estudo. Uma preocupação na definição do valor da remuneração foi estipular um valor atraente o suficiente — com uma dinâmica de atividades ao longo da semana — que leve os profissionais a terem a arbitragem como único trabalho. Mas, juridicamente, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva dos prestadores de serviço. Os árbitros Fifa terão direito a um valor maior do que os que pertencem apenas ao quadro nacional. Evento de anúncio da profissionalização dos árbitros na CBF Imagem: Igor Siqueira/CBF Continua após a publicidade Como eles foram escolhidos? A seleção dos árbitros para o quadro profissional teve o quadro da Fifa como ponto de partida, além das notas na avaliação de desempenho da CBF nas temporadas 2024 e 2025. A comissão de arbitragem também olhou para quem foi mais escalado na Série A ao longo dos últimos dois anos. A CBF entende que 20 árbitros centrais é número suficiente para cobrir a Série A e viu que esse número também já era usado nas principais ligas que também contam com profissionalização da arbitragem. Ano passado, a comissão escalou 32 árbitros diferentes no Brasileirão, mas sem ter um grupo de elite como balizador. Continua após a publicidade De toda forma, árbitros bem avaliados fora do quadro profissional podem ser convidados para apitar nas divisões superiores. Como será o rebaixamento? A CBF entende que o sistema de rebaixamento e promoções vai ajudar os árbitros a se manterem motivados. A análise de quem entra e sai do quadro profissional se dará por um ranking atualizado a cada rodada, mas ele não será público e sim para consumo interno. O ranking também vai balizar escalas para os jogos do Brasileirão. Treinos, preparação e tecnologia A CBF planja encontros mensais presenciais com os árbitros, um período de treinos nos quais poderá reforçar conceitos técnicos, aspectos físicos e critérios. Continua após a publicidade Ao mesmo tempo, a profissionalização trará, segundo a entidade, uma rotina intensa de acompanhamento e trabalho com a arbitragem. A falta de critério foi uma das principais reclamações dos clubes que participaram do grupo de trabalho montado pela CBF para discutir a profissionalização da arbitragem. O recado da CBF é claro: o árbitro só será escalado se cumprir as metas semanais. A ideia é tratá-los como se fossem jogadores e usar a tecnologia como aliada. Cada árbitro receberá um smartwatch, por meio do qual a comissão de arbitragem acompanhará a rotina de treinos, o desempenho físico e até de sono. Os árbitros terão à disposição uma equipe com preparador físico, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e instrutor técnico. Continua após a publicidade A ideia é que essa equipe atue como se fosse uma comissão técnica da seleção. O time completo ainda será contratado pela CBF. Mas os árbitros poderão continuar trabalhando de forma adicional com seus profissionais pessoais, nas respectivas cidades, caso desejem. A rotina de testes físicos envolverá quatro ocasiões principais: uma no início da temporada e outras três ao longo do ano (uma a cada três meses). Os árbitros que forem muito mal ao longo do ano ou não cumprirem requisitos de participação poderão ter o contrato com a CBF encerrado antes mesmo de cumprirem a temporada completa. Por que os árbitros erravam? Erravam por serem seres humanos. Todos erramos e continuaremos errando. Mas muitas vezes por faltar apoio, investimento, preparo físico, instrução técnica, apoio psicológico, tecnologia, saúde e uma trilha de desenvolvimento. Agora, não mais. Samir Xaud, presidente da CBF Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Virada na enquete UOL BBB 26: nova parcial mostra disputa muito acirrada Quem são os 72 árbitros profissionais escolhidos pela CBF para o Brasileiro Dólar cai a R$ 5,20 e Bolsa bate 181 mil pontos em novo recorde Dani Lima: Ação de Caiado reflete descrença do centrão em Flávio Bolsonaro Como descobrir onde os escorpiões-amarelos estão escondidos na sua casa