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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Desabafo de Leonardo Jardim expõe o auto-boicote do futebol brasileiro Rodrigo Mattos Colunista do UOL 27/10/2025 09h08 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Leonardo Jardim, técnico do Cruzeiro, durante jogo contra o Palmeiras Imagem: JHONY INACIO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO O técnico Leonardo Jardim chegou ao Brasil em fevereiro para dirigir o Cruzeiro, após algumas recusas anteriores. Tem feito ótimo trabalho: elevou a qualidade do seu time, que tem bom elenco, a ponto de disputar o título com os mais ricos Palmeiras e Flamengo. O treinador português está a suficiente tempo no Brasil para conhecer os problemas do futebol local, mas não por um período longo para ter incorporado nossos vídeos. É nesse contexto que soltou um desabafo após o jogo contra o Palmeiras em que seu time foi claramente prejudicado pela arbitragem de Rafael Klein. Juiz, diga-se, que também atrapalhou o jogo tão quanto o time cruzeirense. Casagrande Independente do campeão, Brasileirão está manchado Daniela Lima Tarifaço deu narrativa que Lula não tinha para 2026 Raquel Landim EUA colocaram o 'bode na sala' e agora cobram caro Yara Fantoni Debate sobre arbitragem é aceso (de novo) "Hoje de manhã eu estava com o Gabriel, e ele perguntava se o Brasil está no top-5 das minhas experiências internacionais. Eu disse não. Não estou aqui para puxar o saco de ninguém. Enquanto um grupo de profissionais tiver sendo gerido ou arbitrados dentro do campo com um conjunto de amadores, enquanto não houver um sindicato dos jogadores forte para defender os interesses dos atletas do calendário, enquanto não houver essas coisas todas, não vamos entrar no top 5", descreveu Jardim. Antes disso, Jardim se disse frustrado por não poder controlar o jogo que fica nas mãos dos árbitros. E que, por isso, se questiona se vale a pena ir embora apesar de ver potencial no Brasileiro. Na partir do domingo, o árbitro Rafael Klein não deu nem amarelo para Gustavo Gomez na solada no meio da canela de Gustavo Gomez. Foi chamado ao VAR e deu a punição mínima. O lance era de claro vermelho se fosse seguido o básico da instrução da Fifa sobre solada. No áudio do Var, Klein justifica seu amarelo porque Gomez não teve tempo de "tirar o pé". Ora, isso é absolutamente irrelevante. O árbitro tem que analisar a intensidade do lance e se atende os requisitos de expulsão - não se o jogador podia evitar. Há depois a expulsão de Fabrício Bruno em um lance discutível se é falta. Pelo replay, não dá para saber se ele acerta Allan ou o atacante o acerta. Jardim citou esse lance. Mas, ok, é meio a meio, não dá para atacar o árbitro por isso. Só que Rafael Klein errou muitas outras coisas. Marcou um total de 40 faltas, QUARENTA. O jogo, que nem foi violento, não andava porque qualquer toque era marcado, para os dois lados. Tornou-se uma partida insuportável. Continua após a publicidade E ele apita sempre assim e continua a ser escalado para os principais jogos. Ou seja, é o que a comissão de arbitragem quer para condução jogo. Ramon Abatti Abel fazia o mesmo e só foi afastado por determinação da cúpula da CBF. Jardim ainda falou do gramado e do calendário, citando o fato de os jogadores terem pouca voz nesses itens. São dois outros ponto urgentes para melhoria do nosso futebol. Curiosamente, nenhum deles é discutidos nas chamadas Ligas, LFU e Libra, mais preocupadas com acordos comerciais. A CBF evoluiu no calendário (embora ainda precise avançar mais no futuro), mas ainda tem um longo caminho nos outros dois pontos. Depois da entrevista de Jardim, o técnico palmeirense, Abel Ferreira, disse que ele tinha razão. Só que a sua fala ignora erros a seu favor como de domingo e até minimiza o pênalti não marcado para o São Paulo. Ainda emplaca uma suposta narrativa contra o Palmeiras quando na real é ele quem tenta controlar narrativas em favor de seu clube. E fala dos árbitros sem lembrar que ele e sua comissão são os que mais os pressionam. Enfim, não tem nada a ver com a frustração genuína de Leonardo Jardim com os problemas do futebol. Veremos se no futuro o técnico cruzeirense vai insistir no Brasil e esperar por uma melhora futura. Ou vai desistir ou adotar o hábito local de se aproveitar das mazelas para tentar levar vantagens. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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