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Abel Neto exalta a luta de Vini Jr: "O Vinicius Júnior não fica calado" Para o técnico do Benfica, José Mourinho, foi Vinícius Júnior quem provocou as ofensas racistas que recebeu no Estádio da Luz, ao dançar na comemoração do gol do Real Madrid, quarta-feira. Pela lógica do treinador português, a lista do que os jogadores negros não podem fazer, se não quiserem ser vítimas de racismo, ganhou mais três itens: ser expulso, sofrer a falta que resulta na expulsão e perder pênalti. Esses foram os "erros" que geraram os três casos de ódio racial registrados apenas na rodada deste fim de semana da Premier League. O mais recente foi neste domingo. O nigeriano Tolu Arokodare, atacante do Wolverhampton, perdeu um pênalti na derrota do seu time por 1 a 0 para o Crystal Palace . Um erro que, a rigor, mudaria muito pouco a situação dos Wolves, que estão isolados na última colocação do Campeonato Inglês , com dez pontos, nove a menos que o Burnley, o penúltimo. Mas foi o suficiente para despertar o ódio racial online, denunciado pelo clube logo após a partida. "Tolu tem nosso apoio total e inabalável. Nenhum jogador deveria ser alvo de tanto ódio simplesmente por fazer seu trabalho. Estamos firmemente ao lado dele e de todos os jogadores de futebol que são obrigados a suportar esses abusos de contas anônimas que agem com aparente impunidade", diz um trecho da nota oficial dos Wolves. 1 de 1
Tolu Arokodare (centro), do Wolverhampton, lamenta o pênalti perdido contra o Crystal Palace — Foto: Reuters/Andrew Couldridge Tolu Arokodare (centro), do Wolverhampton, lamenta o pênalti perdido contra o Crystal Palace — Foto: Reuters/Andrew Couldridge Os outros dois casos aconteceram no sábado , originados no mesmo lance: a expulsão do francês Wesley Fofana, zagueiro do Chelsea, por uma falta no meia tunisiano Hannibal Mejbri, do Burnley, no empate em 1 a 1 entre as duas equipes . Nas três situações, os jogadores receberam mensagens de ódio e ofensas raciais pelas redes sociais. Mourinho evita comentar suas declarações sobre o caso Vini Jr.: "Tem sido difícil para todos" Técnico diz que Real Madrid iria ao vestiário após racismo: "Foi decisão do Vini continuar o jogo" Ofensas racistas: esporte nacional na Inglaterra A perseguição a jogadores negros na Inglaterra não se restringe a jogos de clubes. Em 2021, Marcus Rashford, Bukayo Saka e Jadon Sancho sofreram uma enxurrada de ofensas raciais online após a Inglaterra perder o título da Eurocopa nos pênaltis para a Itália, em Wembley. Como de hábito, as ofensas são "punição" por erros em campo: os três perderam suas penalidades na final. Nos meses seguintes, a Justiça britânica conseguiu identificar e punir ao menos dois homens que publicaram ofensas contra o trio da seleção: Justin Lee Price, de 19 anos, condenado a seis semanas de prisão, e Scott McCluskey, de 43 anos, que pegou 14 semanas de detenção, revertida em 18 meses de supervisão, além de 30 dias de reabilitação e toque de recolher nos finais de semana por dez meses. Chelsea 1 x 1 Burnley | Melhores momentos | 27ª rodada | Premier League 25/26