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Análise dos Times

Ayat Futsal

Principal

Motivo: A matéria foca na atual experiência do jogador no clube, detalhando seus objetivos e a adaptação a um novo ambiente.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Mencionado como clube de formação e onde o jogador demonstrava desejo de ajudar, mas sem o foco principal da reportagem.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Citado brevemente como parte da trajetória anterior do jogador, sem análise de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

criciuma cazaquistao jackson sant'anna ayat futsal joacaba futsal projetos sociais seminario jean reais nilton

Conteúdo Original

Jackson Sant'Anna não imaginava que ao participar quando criança das aulas de um projeto social poderia, anos depois, viver do futsal. Atualmente, o criciumense de 22 anos está no Cazaquistão, onde defende o Ayat Futsal. 1 de 3 Jackson em atuação pelo Ayat Futsal, no Cazaquistão — Foto: Divulgação/Ayat Futsal Jackson em atuação pelo Ayat Futsal, no Cazaquistão — Foto: Divulgação/Ayat Futsal +Confira os episódios da série "Catarinenses pelo Mundo" Em entrevista ao Globo Esporte, para a série "Catarinenses pelo Mundo" , Jackson relembrou a trajetória, que começou no bairro Cristo Redentor, em Criciúma, e atravessou fronteiras até chegar no Cazaquistão. - Tem um projeto chamado Anjos do Futsal, comandado pelo professor Jean Reais, e eu comecei a disputar competições com nove anos. Depois, fui para Forquilhinha, conheci pessoas novas e comecei a disputar meu primeiro Campeonato Catarinense. [...] Passei também um ano em Timbó, com 16 anos, e disputei uma Olesc com o Jaraguá. [...] Depois, eu voltei para Criciúma e comecei minha caminhada na base do time Criciúma até o sub-20. Quando termina minha base, foi onde Criciúma deu esse primeiro passo para o time adulto, que agora está crescendo na cidade. Logo que eu termino esse primeiro ano, eu vou para o Joaçaba Futsal, no início desse ano - explica. 2 de 3 Jackson defendendo o Joaçaba Futsal — Foto: Arquivo Pessoal Jackson defendendo o Joaçaba Futsal — Foto: Arquivo Pessoal Longe de casa, essa é a primeira experiência dele fora do país. Chegou no Cazaquistão na metade de 2025 e assinou por duas temporadas com o Ayat. Entre os desafios, a possibilidade de ganhar mais experiência e conhecer novas culturas. - A cultura do país é muito diferente aqui. Aquele ditado que brasileiro tem em todo lugar, aqui não é verdade. Tem poucos brasileiros no Cazaquistão. Pouquíssimos mesmo. A maioria está fazendo esporte. Os brasileiros são esses que jogam futsal em outros clubes. Aqui no clube onde eu jogo tem outro brasileiro comigo. É uma cultura totalmente diferente, cultura asiática aqui do Cazaquistão, a culinária, língua. Aqui eles falam Russo, uma língua totalmente diferente. Não tem o costume de falar inglês. Então, você tem que aprender o Russo. A diferença pode ser notada também no calendário de competições. Enquanto no Brasil, o ano é preenchido com diversas disputas, no Cazaquistão, segundo Jackson, existe apenas uma competição profissional. - No Brasil, ele é de muitas competições. Aqui tem somente uma, e tirando essa, tem as competições amadoras. É diferente também em questões de regras. Aqui é liberado o bloqueio, diferente do Brasil que não é liberado. É muito parecido com o basquete. O sistema de jogo é sistema de bloqueio - conta. O chamado para a fé Mas antes de chegar ao Cazaquistão, Jackson o sonho do futsal ficou 'guardado' por nove meses, quando ele mergulhou no mundo da fé e esteve em um Seminário, para buscar respostas e, segundo ele, atender a um chamado. 3 de 3 Jackson durante os nove meses que passou em um Seminário — Foto: Arquivo Pessoal Jackson durante os nove meses que passou em um Seminário — Foto: Arquivo Pessoal - Eu passei por uma fase de me perguntar muito: o que Deus quer para a minha vida? E nessa pergunta, um momento de juventude, de indecisão. Eu tenho um irmão mais velho que já tinha conhecido o seminário também e foi onde eu decidi conhecer o seminário e ver o que que Deus quer pra mim. Eu abandonei o futsal, larguei o futsal e por nove meses eu fui acompanhado no seminário. Cheguei lá, vivi coisas muito boas. Aprendi muito, cresci como ser humano. [...] Eu fiquei nove meses e vi que não era a minha vocação. [...] Foram nove meses de muita luz na minha vida, onde eu aprendi demais e vi que não era aquilo. - Retornei ao futsal com muitos quilos a mais. Muita dificuldade e aí entrou um cara na minha vida que é Nilton, preparador de goleiros do Criciúma, ele me ajudou, me abraçou nos momentos que eu achei que não mais conseguir voltar a jogar. E eu tenho certeza que Deus está me abençoando de continuar essa carreira, de estar crescendo ainda mais e eu tenho certeza que tudo porque lá trás quando ele tocou no meu coração eu fui escutar esse chamado e não me arrependo até hoje. O criciumense tem contrato com o Ayat Futsal até a temporada de 2027 e agora tem bem definido os sonhos que quer realizar nos próximos anos. - Eu almejo chegar nas finais, assim como no Criciúma e Joaçaba que eu consegui deixar um pouco de mim, de poder ajudar o clube, estar junto e apoiando e querendo tá próximo e eu quero isso aqui no Cazaquistão. Quero que esse clube chegue numa final de Cazaquistão e vá para uma Champions League. É um desejo meu, um sonho, se não der nessa temporada, vou tentar buscar na próxima. Mais informações do esporte catarinense em ge.globo/sc