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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Será que a fiel torcida invadirá o Maracanã como fez em 1976? Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 14/12/2025 20h47 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Hugo Souza celebra durante Corinthians x Cruzeiro, duelo da Copa do Brasil Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Bom, agora acho que ficou claro que o time do Corinthians é fraco tecnicamente, que só consegue competir quando consegue colocar o jogo no plano físico, como fez no Mineirão no primeiro jogo. Já na Neo Química Arena, quem ditou a dinâmica do jogo e quem definiu o jeito de se jogar foi o Cruzeiro. O Leonardo Jardim fez seu time se impor no plano técnico, por ser superior ao Corinthians. O primeiro tempo foi de total domínio do Cruzeiro, com grandes jogadas, inclusive com uma jogada genial em que quase saiu um gol de placa do ótimo Matheus Pereira. Mauro Cezar Hugo Souza herói, Gabigol vilão Casagrande Corintianos invadirão Maracanã como em 1976? Sylvia Colombo Kast não será um novo Bolsonaro ou Milei Josias de Souza Motta encolhe tanto que cabe na caixa de fósforos Na realidade, não teve jogo, porque o Corinthians não viu a cor da bola, principalmente depois do primeiro gol da Raposa, feito pelo garoto de 19 anos, o equatoriano Arroyo. Classificação e jogos Copa do Brasil O segundo tempo começou como estava o primeiro tempo, com o Cruzeiro tendo o domínio total do jogo, até marcar o segundo gol, também com o garoto Arroyo, num contra-ataque perfeito. Aí parecia que iria ser uma goleada, até a entrada do Rodrigo Garro, porque, além do time ter a força física, aumentou o nível técnico do Corinthians. E, quando fez o gol com Matheus Bidu, a partida se transformou, porque a fiel torcida, que lotou o estádio, enlouqueceu e o time mudou completamente. O time do Dorival Jr. cresceu muito com o apoio da torcida, acompanhando a força e a energia que se estabeleceram na Neo Química Arena. Foi uma pressão alucinante, e, dessa vez, quem não viu a cor da bola foi o Cruzeiro, porque o Corinthians atropelou literalmente. Continua após a publicidade Agrediu muito, tanto que, numa mini-bicicleta de Matheus Bidu, que foi no travessão, e, na sequência, foi a vez do Breno Bidon acertar a trave, e, no rebote, ele mesmo bateu, e, dessa vez, o ótimo Cássio pegou. Além disso, o Cássio teve que fazer várias defesas difíceis com chutes de longa distância. Aos poucos, o equilíbrio da partida foi aparecendo, porque não havia tido nenhum equilíbrio antes. Porque, em um tempo, o Cruzeiro tomou conta, e, no outro, foi o Corinthians que estava mandando. Esse equilíbrio final veio porque a intensidade do jogo estava alucinante, e é normal a queda de energia. E, no fim, a decisão foi para os pênaltis, com uma vitória do Corinthians por 1 x 0 no Mineirão, e o Cruzeiro venceu na Neo Química Arena por 2 x 1. Continua após a publicidade De um lado, o melhor goleiro da história do Corinthians, para mim, que é o Cássio, vestindo azul, e o novo ídolo do gol, Hugo Souza, com a camisa corintiana. Os dois são exímios pegadores de pênaltis. Emoção, destinos cruzados e muita pressão. Que semifinal incrível. 0:00 / 0:00 Nas primeiras cinco batidas, os únicos dois que bateram mal foram os dois camisas 9. Continua após a publicidade No caso do Yuri Alberto, eu não tinha a mínima dúvida de que perderia, porque não tem técnica nem personalidade para encarar um goleiro como o Cássio. Já o Gabriel foi uma surpresa: o pênalti mal batido, tão fácil para um goleiro como o Hugo Souza. O seu pênalti era o último e que daria a classificação para o Cruzeiro, e o cara bate com uma displicência absurda. Quando foi para os alternados, o Hugo brilhou novamente, e os corintianos foram muito bem. O impressionante time do Corinthians chega a mais uma final de Copa do Brasil com muito mérito. Um ano desastroso da administração do clube, com envolvimentos estranhos, suspeitos, páginas policiais, dívidas que não acabam mais. Continua após a publicidade Mas com um grupo que, num determinado momento, se fechou nessa possibilidade de chegar à final da Copa do Brasil e conseguiu. O Corinthians chega forte, confiante e com muita moral para essa final, seja contra Vasco ou Fluminense. Bom, a final será no Maracanã, e vou jogar uma ideia para essa nova torcida corintiana: o que vocês acham de fazerem uma nova invasão ao Rio de Janeiro e no Maracanã, como em 1976 contra a Máquina Tricolor do Fluminense? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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