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Análise dos Times

Fluminense

Principal

Motivo: A autora critica fortemente a diretoria do Fluminense pela decisão do adiamento do Fla-Flu, gerando sentimento de traição e afetando torcida e time.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: O Flamengo é apresentado como parceiro na decisão do adiamento, mas o foco da crítica está na atitude da diretoria do Fluminense em ceder.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Flamengo Libertadores Palmeiras Maracanã Brasileirão Copa do Brasil Martinelli CBF Operário Zubeldía Acosta Montenegro

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que a torcida abandonou o Flu na Copa do Brasil Milly Lacombe Colunista do UOL 13/05/2026 12h19 Deixe seu comentário Jogadores do Fluminense celebram gol sobre o Operário na Copa do Brasil Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Onze mil pessoas estiveram presentes para ver o Fluminense eliminar o Operário na Copa do Brasil nessa terça-feira, 12 de maio. Colocar onze mil pessoas no Maracanã é deixar que as câmeras mostrem 60 mil lugares vazios. A sensação, portanto, é de um jogo abandonado. E eu diria que foi isso mesmo o que aconteceu. Seria então preciso investigar os motivos. O Fluminense está bem no Brasileirão, vivo na Copa do Brasil e ainda com chances na Libertadores. É capaz de fazer jogos eletrizantes e tem um histórico impressionante de vitórias atuando como mandante com o Maracanã tendo mais de 50 mil pessoas presentes. A torcida tricolor faz a diferença, e os jogadores sabem disso. Até o Fla-Flu adiado pela 11º rodada do Brasileirão a pedido do Flamengo, tudo parecia bem entre time e torcida. O Fluminense jogava um futebol bonito e competitivo e, embora estivesse vindo de uma atuação ruim na Libertadores, seguia em paz com a torcida, que esperava uma vitória sobre o grande rival para liderar o Brasileirão ao lado do Palmeiras. Nelson de Sá Xi sobe o tom com Trump e cobra apoio mútuo Josias de Souza Candidatura de Flávio vale igual o CDB do Master Adriana Fernandes Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil Helio de La Peña Hoje no Brasil, nem sabão consegue ser neutro O ponto de inflexão foi justamente o clássico em questão. Quando a diretoria traiu a torcida tricolor, tudo mudou. O adiamento do Fla-Flu aconteceu numa parceria entre Flamengo e Fluminense, com o presidente do Fluminense dando declarações estapafúrdias para tentar justificar tanta submissão. Basicamente, Montenegro disse que nada mudaria com o adiamento, que tudo ficaria bem, que o Fluminense não seria prejudicado. Nem time nem torcida foram consultados sobre a decisão, quem comprou ingresso e não poderia estar no estádio no dia seguinte, bem, sentimos muito, voltem em outro momento, aproveitem para adquirir a camisa nova na saída, tchau e benção. O elenco ficou de bobo nessa história, e a torcida de otária. O time sentiu, Zubeldía teve trabalho dobrado para voltar todo mundo a uma mesma nota e foi colocado injustamente na corda bamba. Para piorar, Acosta e Martinelli - os dois melhores - se machucaram e ficaram ausentes nos jogos seguintes. O time passou a jogar mal e a demonstrar insegurança e desânimo em campo, coisas que até o Fla-Flu não tinham sido detectadas. O preço dos ingressos não ajuda ninguém, e a diretoria deixou claro que prefere fazer pactos com Bap e com a CBF do que com seus maiores patrimônios: torcida e jogadores. O que poderia dar errado, Brasil? Tudo isso desaguou nessa terça-feira, 12 de maio. Podemos chamar de gestão temerária? Eu diria que sim. É exatamente o exemplo do que acontece quando aquele que lidera olha para o lado errado e faz pactos equivocados, negligenciando justamente os atores que importam. Se o Fluminense tivesse dito não ao adiamento, ainda assim a CBF poderia ter bancado o pedido do Flamengo - provavelmente seria assim. Mas, nesse caso, a diretoria teria escolhido seu lado e não haveria o sentimento de traição que toda a torcida hoje sente. Continua após a publicidade É uma aula de como afastar sua própria torcida do estádio. Agora, o clube sai desembestado atrás de estratégias para trazer a torcida de volta. "O Fluminense é a sua gente", diz a recém-lançada campanha para lotar o estádio no próximo - e decisivo - duelo da Libertadores. Bem, mas vejam, se essa diretoria achasse mesmo que o Fluminense é a sua gente, então a única resposta a ser dada ao Flamengo e à CBF sobre o adiamento da partida seria: "de jeito nenhum, vamos manter o planejamento da comissão e respeitar nossa torcida". Palavras não importam quando as ações revelam o oposto. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Agência que aproximou Vorcaro e Flávio cobrou R$ 3,5 mi para atacar BC Com equilíbrio de poder, Xi sobe o tom com Trump e cobra apoio mútuo É apenas um celular de Vorcaro que está 'entregando tudo' à PF Volkswagen é condenada em R$ 15 mi por fraude em Amarok vendida no Brasil 'Fui fruto de uma traição': Luísa Sonza abre baú de traumas familiares