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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O homem que salvou Abel Ferreira e classificou o Palmeiras Alicia Klein Colunista do UOL 22/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jogadores do Palmeiras comemoram vitória nos pênaltis contra o Fluminense na Libertadores Imagem: Marcello Zambrana/Marcello Zambrana/AGIF Em seis anos de Palmeiras, Abel Ferreira disputará sua quarta final de Libertadores. Os números são absurdos, mas em 2026 o mérito da classificação não ficou na sua conta. O Alviverde eliminou o Fluminense, ontem (21), apesar do técnico português. Apesar de sua escalação e estratégia covardes. A palavra talvez seja forte. Ainda assim, necessária. Carlos Affonso STF, TSE e Meta: a dupla desconfiança na eleição Junior Borneli De temperos a óculos: os negócios por trás da IA Juca Kfouri Palmeiras na 8ª final de Libertadores, com drama PVC Flu merece, mas Abel vai à 4ª final com o Palmeiras Depois de conquistar uma vitória notável no Rio de Janeiro, segurando uma enorme pressão do Tricolor, Abel chegou ao Nubank Parque podendo até empatar. E, a julgar pela quantidade de zagueiros, laterais e volantes na formação inicial, desejando empatar. Jogando na sua casa, com a força de quem se tornou um gigante continental, o time não parecia lançado à vitória nem no papel nem na prática. Deu um chute ao gol durante todo o confronto — mais do que fez na final contra o Flamengo, em 2025. Quem resgatou o Verdão das escolhas de sua comissão técnica, foi Carlos Miguel. Depois de salvar a equipe contra a LDU, defendeu o pênalti de Nonato e garantiu que as cinco cobranças convertidas de seus companheiros não acontecessem em vão. Impediu a festa anunciada pelo triunfo no Maracanã de se tornar uma tragédia inesperada na Pompeia. E o fez com humildade: "Meu sentimento é de agradecimento a eles. Há um ano, eu cheguei aqui e não tinha o mesmo sorriso de quando saí do Brasil. Voltei mais maduro, mas essa torcida me deu a alegria de trabalhar. Dentro do CT, me trouxeram o profissionalismo que eu não tinha muito, e me colocaram para cima. E eu pude ajudar hoje", declarou ao final da partida. Na coletiva, o tradicionalmente menos humilde Abel Ferreira também falou sobre o momento: "Eu ando a tentar bater meus próprios recordes e ainda assim vocês fazem questão de lembrar que eu não sou bom o suficiente. E isso faz com que eu ande sempre à procura de minha melhor versão". Ótima iniciativa. O futebol é um esporte coletivo. É de sua natureza que uma peça compense a fragilidade da outra, que um seja herói na noite em que o outro foi vilão e todos saiam de campos abraçados. Os papeis desta quarta-feira ficaram claros. A força do Palmeiras, também. Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Professora finge estar morta após ser baleada em escola nos EUA 5 hamburguerias concorrem a título de melhor de SP pelo voto do público PoderData: Flávio tem 51% dos votos válidos e Lula, 49% Vorcaro compartilhava casa em Angra com Willer Tomaz, amigo de Flávio Polícia identifica bolsonarista que fez ofensas racistas em metrô de SP