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Foi um dia de final antecipada para o Palmeiras. Abel Ferreira lamentou que o Allianz Parque ainda não estivesse à disposição para o primeiro jogo da final do Paulistão e defendeu que a troca do gramado deveria ter acontecido com antecedência . Por isso, o clube decidiu mandar a decisão para a Arena Crefisa Barueri, já preparada para receber o duelo. A ida ficou marcada para quarta-feira, 4 de março, às 20h, e a volta ocorre no domingo, 8 de março, às 20h30, em Novo Horizonte . Abel Ferreira apareceu firme na coletiva: o Palmeiras é favorito, sim, mas o técnico elogiou o Novo Horizonte pela campanha e lembrou que final é sempre especial, com a emoção presente. Não se trata de números, mas de esforço, caráter e continuidade do trabalho do clube; Enderson Moreira, treinador do adversário, reconhece a qualidade alviverde . Entre os bastidores, Abel não escondeu a percepção de que o futebol no Brasil é de regras duras: “O Brasil não é para amadores”, afirmou, comentando sobre a demissão de Filipe Luis e a pressão que acompanha treinadores de fora. A conversa de hoje mostrou que a rotina do dia a dia é feita de decisões rápidas e grandes expectativas . Em campo, o Palmeiras já desenha o modelo para o jogo de ida: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Mauricio e Allan; Flaco López e Vitor Roque. A confiança na escalação mostra a aposta no equilíbrio entre contenção e criação e a ideia de manter o time pronto para o duelo decisivo . Maurício, que virou peça-chave, segue como referência na recuperação de bolas, liderando o elenco nesse quesito. A leitura de Abel é simples: quem estiver melhor joga; o colombiano Maurício vem ganhando espaço na briga pela titularidade e já ajudou na classificação para a final . Flaco López, artilheiro do Palmeiras, consolidou seu papel de carrasco nos clássicos paulistas: marcou contra o São Paulo e participou de gols em todos os duelos com os rivais. Suas cinco bolas na rede no Estadual o colocam entre os grandes desta temporada, com participação em gols em cada choque que teve com o Tricolor . Outro nome que o torcedor acompanha de perto é Vitor Roque: para Abel, ele é um “leão” dentro de campo, um jogador que sofre faltas, cria chances e aparece na hora certa. No Paulista, Roque vem sendo a principal força ofensiva do time, com ritmo de artilheiro e desarmes que ajudam a equipe a manter o peso do ataque . A leitura tática também revela um duelo de estilos: o Palmeiras aparece com a posse de bola dominante, enquanto o Novorizontino prefere pressão alta e finalização eficiente. Segundo os números, o Verdão tem 52,4% de posse e 334,6 passes certos por jogo, contra 41,3% de posse e 236 passes certos do Tigre, o que explica o caminho diferente que cada um busca para o título . Nos bastidores da decisão, o clube também consolidou um raro equilíbrio financeiro: a receita operativa líquida de 1,783 bilhão e um superávit de 292,4 milhões no exercício, com a gestão de Leila Pereira reforçando que o crescimento veio mesmo em meio a números desafiadores; 2022 fica para trás e 2025 mostra números quase duplicados na comparação, sinalizando uma era de maior volume de negócios . Enquanto o assunto em campo se afina, a final volta a ter contornos de história: ida em Barueri, volta em Novo Horizonte, e a expectativa persiste entre a torcida, que procura ver o Palmeiras confirmar o atual momento histórico e o Novorizontino tentar surpreender num duelo que promete manter vivo o espírito do Paulistão 2026 .