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Real Brasília 2 x 1 Grêmio | Melhores momentos | 14ª Rodada | Brasileirão Feminino 2025 O Banco de Brasília (BRB) alegou que "razões técnicas" motivaram o fim do patrocínio ao time feminino do Real Brasília. O Real Brasília afirma que o fim do investimento, que chegou a R$ 2,5 milhões na temporada 2025, inviabilizou a participação da equipe no Brasileirão Feminino de 2026, deixando o DF sem representantes na competição. + Único time do DF no Brasileirão Feminino, Real Brasília desiste da disputa por falta de verba 1 de 2
Lance de São Paulo x Real Brasília, pelo Brasileirão Feminino — Foto: Nilton Fukuda/Saopaulofc.net Lance de São Paulo x Real Brasília, pelo Brasileirão Feminino — Foto: Nilton Fukuda/Saopaulofc.net — Todas as decisões relacionadas a patrocínios seguem critérios técnicos e estratégicos, alinhados às novas diretrizes do Banco. Os contratos ainda vigentes estão sendo criteriosamente reavaliados em um processo interno que observa os princípios de economicidade, transparência e governança, garantindo, sobretudo, conformidade com normas e boas práticas — informou o BRB, por meio da assessoria de imprensa. Com a saída do BRB e, consequentemente, a desistência do Real Brasília, o Brasileirão Feminino não terá um representante do DF pela primeira vez desde 2021, quando o próprio Real Brasília e o Minas Brasília, que acabaria rebaixado naquele ano, participaram da competição. Apesar de figurar na elite do futebol feminino nacional, o Real Brasília vive anos conturbados fora das quatro linhas. Em 2024, atletas do time masculino já reclamavam de atrasos salariais que, segundo os jogadores, chegaram a até nove meses . Personagens ouvidos pelo ge afirmaram que funcionários do clube chegaram a vender pertences próprios para levantarem fundos para seguirem trabalhando. À época, o presidente do clube, Luís Felipe Belmonte, disse desconhecer a venda de pertences dos funcionários e que esperava resolver as pendências até agosto daquele ano. Esportivamente, entretanto, o Real Brasília também sofre os reflexos da crise financeira. Desde janeiro de 2025, o time figura na lista do transfer ban da Fifa, e não pode, desde então, inscrever novas atletas. A punição era válida pelas três janelas de transferências seguintes à data da publicação da punição. Perguntado se o fim do patrocínio estava relacionado ao conturbado momento administrativo do Real Brasília, o BRB não respondeu. Contramão do futebol brasileiro A desistência do Real Brasília em disputar o Brasileirão Feminino vai na contramão do momento atual do futebol feminino no Brasil. A pouco mais de um ano da realização da Copa do Mundo Feminina no país, clubes de todo o Brasil têm se mobilizado para aumentar o investimento na modalidade. Um exemplo é o Ceará. Rebaixado para a Série B do Brasileirão, o Vozão anunciou que o futebol feminino do clube receberá, em 2026, pouco mais de R$ 1,2 milhão, praticamente o dobro dos R$ 775 mil investidos na modalidade em 2025. O entendimento da diretoria é que não se pode encerrar o projeto da modalidade, especialmente às vésperas da Copa do Mundo Feminina sediada no Brasil, competição que terá Fortaleza como uma das cidades-sede. 2 de 2
Ceará é derrotaod no Clássico-Rainha e fica com o vice do Cearense feminino — Foto: Ismael Soares/SVM Ceará é derrotaod no Clássico-Rainha e fica com o vice do Cearense feminino — Foto: Ismael Soares/SVM Para efeitos de comparação, o Cruzeiro, vice-campeão do Brasileirão Feminino, investiu cerca de R$ 15,9 milhões na temporada. O Grêmio, que terminou a competição na 11ª colocação, alocou aproximadamente R$ 15 milhões no futebol feminino. Além do Real Brasília, o Fortaleza também desistiu da disputa do Brasileirão Feminino. O time cearense até tentou correr contra o tempo e viabilizar a participação por meio de uma parceria com um projeto do ex-jogador Ronaldo Angelim, mas perdeu o prazo de inscrição. Vitória e Mixto ficaram com as vagas das equipes desistentes.